31 de dezembro de 2011

Objectivos superados

Hoje com pouco tempo para escrever, mas posso desde já adiantar que os meus dois grandes objectivos para os 10km foram superados.


- Terminar primeiro, colapsar depois.




- E não ser a última a chegar.

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Superado e superado.





UM GRANDE 2012 PARA TODOS!

Feito!




Resumo da prova em seguida.

29 de dezembro de 2011

Playlist




Regra geral, quando corro sozinha, o mp3 é a minha companhia.
Por vezes oiço rádio mas, a maior parte das vezes, selecciono uma lista de faixas que me inspira a correr. São as minhas listas de reprodução intituladas "Vai Correr". Algumas músicas escolho-as pelo ritmo, que puxa pelas pernas, outras pela letra, e outras apenas porque me divertem.
As listas vão variando conforme os dias e os estados de espírito. Há alturas em que corro com um sorriso nos lábios e arco-íris no céu e tudo é borboletas a voar, mas há outras em que só um ritmo mais agressivo é que me faz continuar a pôr um pé à frente do outro.

Admiro quem consegue correr sem música. Eu só o faço se não ouver mesmo possibilidade, ou porque estou sem bateria no mp3 e não levei os auriculares do telemóvel, ou porque vou com companhia e, nesse caso, claro, não levo phones.

Geralmente, por uma questão de segurança, ponho o volume baixo, de forma a conseguir ouvir o som ambiente. Não quero ser atropelada por uma bicicleta desgovernada ou quase mandada ao chão por algum corredor mais apressado E BRUTO (história verdadeira).


Segue-se uma lista aleatória de 10 músicas que fazem parte das minhas listas de corrida:

(links do youtube)

  1. Queen: Don't Stop Me Now - Um clássico.

  1. The Ramones: Hey Ho Let's Go - Boa onda, puxa pelas perninhas.

  1. Cypress Hill: Insane in the Brain - Porque quem corre por prazer é sempre um pouco louco.

  1. Fatboy Slim: Funk Soul Brother - Mudanças de ritmo para sair da rotina no treino.

  1. Bomfunk MC's: Freestyler - Mais uma vez, pelo ritmo.

  1. LMFAO: Sexy and I Know It - Descobri esta música durante um treino em que, por estar sem bateria no mp3, tive de ouvir rádio no telemóvel. Engraçada, para animar o exercício.

  1. Kanye West: Stronger - "That that don't kill me can only make me stronger"... Oh Yeah!

  1. Bruno Mars: The Lazy Song - Para os dias em que a preguiça é muita.

  1. Seven Nation Army: Ben L'Oncle Soul - É uma música que me puxa sempre para dar aquele esforço extra. Nem sei bem porquê, talvez por causa da batida (?).

  1. 7 Words: Deftones - Porque há dias em que é preciso um bocadinho de raiva para nos superarmos. Acelerem durante o refrão.

E ficam a faltar muitas!
Alguém tem alguma música favorita, que não falha na altura de dar ânimo ao treino? Partilhem sff!

27 de dezembro de 2011

Desgraça calórica

Dia 24 começou bem, com uma corrida de 75 minutos logo pela manhã.
(Aproveito aqui para deixar uma palavra de apreço ao vento, que esteve TODO o percurso de regresso CONTRA mim. As minhas pernas agradecem e mandam beijinhos.)

A partir daí, foi sempre a descer.

Culpo os meus pais e restantes familiares que fazem questão de colocar todas as bombas calóricas, gordurosas, doces e deliciosas em cima da mesa, ao alcance da vista e das mãos, durante toda esta época. Tento distrair-me em conversas, em jogos, a ver Idade do Gelo 3 mas, sempre que desvio o olhar, lá estão elas a tentar-me.

Vai outra fatia de colesterol?

Hoje, para tentar minimizar os estragos, fui correr 60 minutos. O meu corpo, claro, não queria colaborar. Não admira, as únicas vezes que levantei o rabo do sofá durante todo o fim-de-semana foi para ir até à mesa encher novamente o prato.


Minutos de exercício realizado nos últimos 4 dias: 135.

Minutos de exercício necessários para queimar todas as calorias ingeridas: 15674.

google images

Avisem-me quando chegarmos a 2012.

23 de dezembro de 2011

Pedidos de última hora

Querido Pai Natal,

Acabei de ver no telejornal que já partiste da Lapónia. Se calhar esta minha carta já vai tarde, mas não custa nada tentar.

Assim sendo, e sem mais delongas, para o Natal, o meu presente, eu quero que seja:


- Calças/corsários em tecido respirável.



Daqui
(ou marca branca equivalente, que não sou esquisita)
 


- Auriculares. Fico contente com qualquer modelo semelhante a um destes.



- Ténis novos. Estes ou aqueles do post anterior e era uma menina muito feliz.


- Casaco impermeável. (Se só puder ser uma prenda, esta é aquela de que preciso mesmo. Obrigada.)



Daqui
(mais uma vez, pode ser uma marca branca de qualidade equivalente)
 

- Esta é puxadota, mas dava um jeitaço. Uma outra opção mais em conta, claro, será bem-vinda.
Mais barato, aqui.

- E, como sempre, livros. Muitos livros.





Não limitado a estes três.

E penso que é tudo.

Não querendo abusar mas, caso te seja completamente impossível atentares a estes meus pedidos, seria pedir muito dares uma palavrinha aos Reis Magos, que têm o turno de 5 para 6 de Janeiro? Tenho sido uma boa menina, por isso sei que vais ter este meu desejo em consideração.


Festas felizes para todos e, já sabem, calorias ingeridas no dia de Natal contam só pela metade. Juro.


FELIZ NATAL!


22 de dezembro de 2011

Compras que não chegaram a ser

Treino: cerca de 8km, com subidas. Ritmo: lento (é o único que tenho).
Discussões com o pai devido ao cansaço: 0. Ou seja, corrida sem percalços de maior.


Antes de almoço, aproveitei que ainda tinha tempo e passei pela Feira. Acho que nunca tinha subido ao 7º piso do El Corte Inglés. Geralmente, não subo acima do 3º (zona de desporto), e passo a vida no piso -1 (zona dos livros).

Quando lá cheguei, e apesar de ser um espaço relativamente pequeno, não vi ninguém. E quando digo ninguém, é nem sequer lá ter visto nenhum funcionário. Achei estranho, visto ser uma campanha de marketing da ASICS, em que o objectivo é, sobretudo, vender, mas se calhar era por ser hora de almoço (?).

O aspecto positivo de estar pouca gente é que pude tirar algumas fotos com que vos entreter e distrair do facto de que percebo muito pouco destas coisas.


Mais uma vez, fotos de má qualidade, devido ao telemóvel e ao facto de estar com medo de ser vista a fotografar meias e soutiens de desporto num centro comercial (= figuras tristes).


Logo ao sair das escadas rolantes, os nossos olhares cruzaram-se e foi amor à primeira vista:


QUERO!

Foi também o desgosto amoroso mais rápido da história, por ter de os lá deixar. Mas os mais de €150 que custavam fizeram-me perceber que, entre nós, nunca iria dar resultado.


Agora, algo que já ando a querer comprar há algum tempo, meias de compressão. Mesmo assim, ainda não foi desta. A qualidade não me pareceu muito diferente das da Nike, que são mais acessíveis.



Nota-se muito que, nesta próxima foto, estava cheia de medo que a senhora à direita se voltasse para trás e me visse a fotografar o manequim?


Levo tudo, sff!


Nos ténis que geralmente uso para correr tenho umas solas em gel que comprei na Sport Zone há vários meses. Mas fiquei curiosa em relação a estas:


No site da marca pode ler-se que estas solas são feitas com 55% de material reciclado. Destinam-se a consumidores que procuram um maior suporte, controlo de movimentos e amortecimento, através de um material ambientalmente sustentável.
Acho que é uma grande ideia, aliar a prática de exercício físico a uma preocupação ecológica. No entanto, achei as solas um pouco rígidas e tive receio de as comprar. Já alguém treinou com algumas solas do género?


Finalmente, aqui está a máquina do Foot ID. Como não avistei ninguém por perto, fiquei na dúvida se seria self-service...

Há uns anos, devido a uns problemas que tive no pé direito, que me obrigaram a fazer raio-X e outros tantos exames, descobri que tenho o arco dos pés muito pouco pronunciado. Não chega a ser pé chato, mas obriga-me a ter um maior cuidado na escolha do calçado, sobretudo desportivo, para não criar lesões.
Até há alguns meses estava satisfeita com os meus ténis actuais, uns ASICS Gel Galaxy, mas recentes dores fazem-me crer estar na hora de investir nuns novos.
Acho que é importante, para quem esteja a começar, aconselhar-se relativamente ao melhor tipo de ténis, consoante o nível e tipo de treinos que deseja realizar. Não faz sentido dar mais de €100 por uns ténis, se o que se pretende é apenas o jogging de fim-de-semana junto ao mar, mas também não adianta pouparem na qualidade, arriscando problemas futuros.
Da mesma forma, correr em corta-mato ou correr em estrada pede modelos diferentes.


Saí da Feira Running triste, por ainda não ter encontrado um impermeável de corrída que não seja amarelo fluorescente e, especialmente, que não custe os olhos da cara.


Para compensar, este equipamento estava em promoção...



Boas corridas!

21 de dezembro de 2011

Treino e Feira Running

Ontem, segundo o plano, tinha programada uma corrida com subidas.
No entanto, amanhã vou visitar os papás e o meu progenitor já me desafiou para uma corrida. Na zona há muitas subidas (ou descidas, depende do ponto de vista, se sobe se desce, copo meio cheio ou meio vazio) e então vou juntar o útil ao agradável. Porquê penar sozinha, colina acima, quando posso descarregar o meu mau humor numa das pessoas que mais me adora?

Sendo assim, ontem foi dia de fartlek (sou só eu que me rio mentalmente sempre que leio esta palavra? Sou? Ok.). E deixem que vos diga, o fartlek, tirando o nome infeliz, não tem piada nenhuma! Os meus pulmões não gostam nada quando as minhas pernas tentam (muito atabalhoadamente, diga-se) percorrer uma determinada distância no menor tempo possível.

A única coisa que me anima são os intervalos em que se pode caminhar, o que me permite tirar algumas fotos.

(Peço desde já desculpa pela fraca qualidade. São fotos tiradas através do telemóvel e, descobri ontem, fotografar enquanto se tenta manter o ritmo de caminhada não é fácil.)


Feliz Natal!

Céu limpo e poucos transeuntes na via, como se quer.



Belo final de tarde.


Agora, para algo completamente diferente (ou não).

Desde ontem, e até dia 26 de Dezembro, no piso 7 do El Corte Inglés, podem visitar a Feira do Running. Para além de equipamento de corrida e a possibilidade de se habilitarem a prémios ASICS, podem também fazer uma avaliação do pé, de forma a saberem qual o tipo de sapatilha mais indicada para o vosso tipo de passada.

Como alguém que já teve algumas lesões devido a escolhas menos inteligentes (ok, completamente estúpidas) de calçado, é algo que recomendo vivamente e que já queria fazer há algum tempo.
Penso que, na zona de Lisboa, e para quem não tiver a oportunidade de visitar esta feira, também se faz avaliação da passada na Sport Zone do Colombo.

Vemo-nos por lá?

20 de dezembro de 2011

Dolce fare niente

Férias:

Acordar às 9h30 (iuhuuu!). Tomar um pequeno-almoço ensonado.



Ver televisão e pôr a leitura em dia.



Preparar um almoço colorido e saudável.



E concluir com uma sobremesa colorida e não-saudável.


(Desculpa boneco de neve, mas não vais chegar ao Natal.)
 

E passar a tarde a inteirar-me do que há de novo no mundo.


Despedimentos... Troika... Orçamento... Olha, parece que o Fado de Camané pode vir a ganhar um Óscar. Sabiam?

Agora, a preparar o equipamento.


Música: Checked


Ténis: Checked

E até logo!

10Km

Quando regressei às lides desportivas, achei por bem definir uma meta, algo que me motivasse nos dias em que correr é horrível e chego a casa a chorar, afogando as mágoas num pacote de gomas (esta situação pode, ou não, ter acontecido.)
Sendo assim, e porque o meu cérebro movido a açúcar é muito criativo, decidi que, no final de 2011, havia de participar numa prova de 10 quilómetros.


Enquanto que para o desportista comum esta distância pode não parecer muito, para mim assemelhava-se a uma travessia dos Himalaias... com uma mochila de 20 quilos às costas... ao pé coxinho...
Mas estávamos no início do ano e eu cheia de boa vontade.
Segue-se um resumo dos acontecimentos segundo o meu estado de espírito:

MARÇO: Ok, 9 meses para o fim do ano, há quem consiga trazer filhos ao mundo dispondo deste mesmo tempo, o desafio é completamente passível de ser realizado. Devagarinho, vamos lá, respiração: inspira, expira...

ABRIL: Pronto, não está a ser tão fácil como eu pensava, mas acho que, se continuar devagarinho, já consigo aguentar 30 minutos a correr sem parecer um peixe fora de água à procura de oxigénio.
Hmmm... doces de Páscoa. Será que os ovos de chocolate são uma boa comida de recuperação? Chocolate dá energia, certo?

MAIO: IEI! 40 minutos a correr sem parar! Rosa Mota, sai da frente!

JUNHO: Ups, parece que afinal me enganei. Continuo com dificuldades, muitas dificuldades... Dói-me a anca, será dos ténis? E esta dor esquisita na tíbia? Ai ai ai ai...

JULHO: Tanto calor e tanta gente na rua. Podem desviar-se? Estou a tentar treinar para os 10 km, sim??!

AGOSTO: Ah, tão bem que se está na praia. Se eu nadar um bocadinho, entre os meus banhos de sol, também conta como treino cardiovascular...

SETEMBRO: Agora é mesmo a sério. Faltam três meses.

OUTUBRO: O mesmo que Setembro (excepto que pior, por faltarem 2 meses).

NOVEMBRO: Falta pouco mais de um mês e eu quase que me mato para aguentar 1 hora a correr. E em terreno plano. Nem quero pensar se houver muitas subidas! Bonito, acabei de ser ultrapassada por um senhor de 80 anos, que traz pela trela um cão de 3 patas.

Pânico.

Foi mais ou menos por esta altura que eu achei que, se calhar, deveria tentar seguir um plano de treinos. Pesquisei em revistas da especialidade e suas versões online, até que me deparei com este.


(É o plano de 8 semanas que me vai fazer vingar na distância de 10 quilómetros. Pelo menos é o que eles dizem, e eu acredito.)

No entanto, a duas semanas do final dos treinos e longe, muuuuito longe do recorde mundial dos 10 000 metros (26:17.53 ou, para os leigos: rápido comó caraças!) sinto-me defraudada. Ando a correr há quase um ano, não era suposto ser tu-cá-tu-lá com as quenianas??

E é assim que...

DEZEMBRO:  Fiquemo-nos pelo modesto, mas realista, objectivo de terminar. Simplesmente chegar ao fim, sem morrer primeiro.



E, já agora, por favor, que não seja a última a cruzar a meta.

18 de dezembro de 2011

Primeiras!

Era uma vez uma menina pequenina que, influenciada pelo pai, cedo começou a correr e a participar em competições. Avança uns aninhos e, entrada na adolescência, veio a enternecedora fase do "Epá, esquece lá isso, correr cansa. Não quero mais."
Passada mais de uma década, movida a cerveja e chocolate, e com a temida aproximação dos 30, começou a pensar que se calhar era melhor levantar-se do sofá, que já começava a revelar o formato exacto do seu rabo alapado, e voltar a fazer algum exercício.
Maior desafio: (re)começar a correr. Pensamentos durante e após a primeira corrida: *##@+** masparaoquemaviadedarvoumorrer **##$*!!

Agora, passado quase um ano, continuo a correr. Muito de-va-ga-ri-nho.
Depois de vários meses a procurar inspiração online e a devorar blogues de gajas que correm (GQC), todos blogues estrangeiros, achei que já era altura de criar o meu próprio blogue de uma gaja que corre, tuga (GQCT).
Espero que haja por aí outras GQCT que se queiram juntar a mim (gajos eu sei que há, vejo-os a passar enquanto eu fico para trás a engolir o pó).
Não é difícil apanhar-me.