30 de janeiro de 2012

Corredora vs Competidora

Como já tinha referido aqui, no início do mês eu e uma amiga inscrevemo-nos para uma prova de 6km. Era uma prova pequena, organizada por uma turma de uma escola secundária para angariar dinheiro para uma visita de estudos. Achei uma ideia original, mais à frente do que a habitual venda de rifas e bolos para o lanche (nota para a próxima: corrida seguida de bolos é que seria uma grande estratégia de marketing) e, como a amiga queria festejar o facto de ter atingido o peso ideal (que melhor maneira de festejar do que a correr, certo?) lá acedi a enfrentar um grupo de adolescentes (o horror) a um sábado de manhã.

Não fiquei contente ao descobrir que seria uma corrida em circuito, ou seja, 3 voltas de cerca de 2km cada. Não gosto muito de corridas em que estamos sempre a passar pelo mesmo sítio, parece que custa mais a passar e, se a primeira volta for difícil, sabemos que ainda temos de passar por aquilo mais duas vezes... Nada bom, nada nada bom.

Alongamentos.

Antes da corrida ainda tivemos direito a uns exercícios de aquecimento orientados pelos professores de Educação Física até que, 40 minutos depois da hora marcada, lá teve início a corrida.
Eram poucas as pessoas que iam correr os 6km, a maior parte estava apenas inscrita para a caminhada de 1km, o que accionou o meu medo de ficar em último.


Sabia que conseguia ao menos ganhar à lesma da minha amiga ou, caso ela não quisesse colaborar, estava preparada para proceder a uma "rasteira acidental" que a tirasse da frente (I., se estiveres a ler: brincadeirinha, eu nunca faria uma coisa dessas. Ou faria? Muahahahah!).

Mas não foi preciso.

Começámos quase a fechar o grupo porque não sabia o nível de resistência da minha amiga e queria que ela aguentasse até ao fim sem parar. Sabia que há muita gente que começa demasiado rápido e que acaba por perder o ritmo e, se conseguíssemos ir passando alguém, isso iria motivá-la. Resolvi ficar com ela até ao fim, embora pudesse ter corrido mais depressa e, inclusivamente, deixei que terminasse à minha frente.

Foi aqui que me apercebi que não sou uma "atleta". Gosto muito de correr, mas não necessariamente de competir. Claro que era uma prova em que não se ia ganhar nada, se calhar, se houvesse um prémio monetário considerável e se, por qualquer milagre, todas as grandes atletas ou estivessem lesionadas, ou doentes, ou fora do país, ou acordassem tarde ou não tivessem tido conhecimento da prova e eu, num mundo imaginário, tivesse mesmo possibilidade de ganhar, talvez considerasse a parte da competição (mais uma vez, desculpa I., mas prioridades são prioridades, dinheiro à frente da amizade ou lá como se diz). Mas, regra geral, tirando ficar em último lugar ou parar, que são as únicas coisas que não quero que me aconteçam durante uma prova, fico muito contente apenas por participar.

É claro que quero melhorar os meus tempos, é claro que quero ser capaz de correr cada vez maiores distâncias, mas isso são objectivos pessoais, é competir comigo e, neste caso, já não me corto nada em dar uma abada a mim mesma.

O que eu quero é contagiar as outras pessoas com a minha paixão pela corrida. Gosto de ver amigas que antes apenas faziam exercício comigo no levantamento de copos de cerveja numa sexta à noite, a mandarem-me mensagens para irmos correr ao final da tarde. A acordarem cedo a um sábado de manhã para fazerem exercício, em vez de ficarem na cama até ao meio-dia. A pesquisarem futuras provas na net e marcarem uma corrida de gajas.

É por isso que não sou competidora.

Pelo menos até elas começarem todas a correr mais do que eu.

Depois reconsidero.


Vão correr!


27 de janeiro de 2012

Sol de pouca dura

Ainda no domingo passado afirmava que ia diminuir a ingestão de pizzas.


Pois.


Prova do crime, antes de ir ao forno.

Em minha defesa, apenas UMA é para mim.

E tem vegetais.


E se tem vegetais, é saudável.

E talvez tenha adicionado queijo ralado antes de meter a pizza no forno.


Amanhã corrida de 6km, é preciso atestar em hidratos de carbono.

Mesmo sendo apenas 6km. Antes pecar por excesso... ;)


Bom fim-de-semana!


Vão correr.

24 de janeiro de 2012

Três coisas à terça # As pequenas coisas

Porque, às vezes, não é preciso muito.
Hoje, três pequenas coisas que me deixaram feliz:

1) A mãe ligar a dizer para passar lá em casa e, no regresso, trazer comigo uma caixa de um dos meus frutos preferidos.


Quando me lembrei de tirar a foto duas das mangas já tinham "misteriosamente" desaparecido.
Não faço ideia de como isso aconteceu.


2) Entrar no carro, ligar o rádio e estar a começar uma das minhas músicas favoritas de sempre, de uma das minhas bandas favoritas na adolescência, e que já não ouvia há muito. Ahhh tantas memórias... Bons tempos. Não adoram quando isso acontece?



3) Acabar uma corrida e regressar a casa com o sol a pôr-se.



E vocês, quais as pequenas coisas que vos fizeram sorrir hoje?


23 de janeiro de 2012

O Espírito da Maratona

O filme Espírito da Maratona, no original Spirit of the Marathon, é um filme que, como o nome indica, fala sobre essa distância mítica (42 km e mais uns trocos).



Vi-o na altura que andava a treinar para os 10km, que, quando comecei a correr, me pareciam tão inatingíveis como os 42km.

Neste filme, que acaba por ser uma espécie de documentário, seguimos o dia-a-dia de seis pessoas na sua preparação para a Maratona de Chicago.
O que acaba por ser mais interessante é que, tirando os maratonistas Deena Kastor (norte-americana) e Daniel Njenga (queniano), os restantes corredores são pessoas comuns, pessoas que um dia, por qualquer razão (divórcio, questões de saúde, realização pessoal), decidiram que iriam treinar para completar uma maratona.
Temos, por exemplo, o caso de Gerald Meyers, um senhor que sempre correu como hobby, mas que aos 65 anos decidiu correr a sua primeira maratona! Agora, com 70 anos, prepara-se para correr a 6ª (!), com a sua filha, que motivada pela dedicação do pai, decide iniciar-se nesta distância.
Ou o caso de Lea Caille, que após um casamento desfeito e consequente aumento de peso, decide começar a correr. Começa por uma prova de 5 km e acaba por decidir inscrever-se numa maratona, como forma de recuperar a confiança em si própria e provar que consegue.
É fascinante ficar a conhecer estas "personagens", as histórias por detrás desta decisão, os treinos, as lesões, o que os motiva, os momentos de dúvida...

Neste momento da minha vida os 42 quilómetros ainda me parecem muito distantes. Afinal, ainda me custa comócaraças completar os 10. Mas é inspirador ver como a determinação de uma pessoa a leva a concretizar uma coisa que lhe parecia quase impossível.

(Quando estiver quase a desfalecer durante um treino de 5km vou pensar em vocês, malucos maratonistas).


Como diz aquele fofinho anúncio motivacional da ADIDAS: Impossible is Nothing.



As minhas pernas cansadas e o meu rabo preguiçoso querem acreditar que sim.


Vão (a) correr (ver o filme)!


22 de janeiro de 2012

O meu domingo foi assim

Há já algum tempo que queria experimentar um percurso diferente e, por isso, estava fora da cama às 8h00 e a corrida de domingo começou aqui:


Bonito, não é?

Ok, outra tentativa:


Melhor, não?

Pois é, este domingo quis ir para a zona do Parque Florestal de Monsanto. O meu namorado, frequentador domingueiro da área, por praticar desporto com aquele aparelho demoníaco, vulgo bicicleta, já conhece bem os percursos, por isso hoje convenci-o a deixar a maquineta em casa e a darmos uso aos ténis.


Hoje não.
Só não estava consciente de que o percurso iria ser assim:

A subir.

200 metros de subida feitos. Só faltam mais 9837.

Sempre a subir.

Olha, índios! Ou, mais provavelmente, escuteiros.
Mas as vistas compensavam.


Eu não disse?

E depois de muito subir, com algumas paragens para tirar fotos (apenas para tirar fotografias e não porque estivesse completamente de rastos, claro... ) e muita resmunguice da minha parte ("ainda falta muito?"), chegámos ao topo.



Anfiteatro Keil do Amaral
Uma vez lá em cima, aproveitámos para fazer uns alongamentos, utilizando uns aparelhos destinados à 3ª idade, porque nós somos assim, muito fixes, nada a fazer.



Para não ficarmos mal vistos, quisemos mostrar que também somos capazes de praticar exercícios mais radicais e fomos fazer umas barras, onde tive mais uma vez a prova de que força de braços não é comigo.
Aparelhos de tortura.


Depois de algumas tentativas verdadeiramente humilhantes, em que o máximo que consegui foi içar-me uns gloriosos dois centímetros, apoiada pelas gargalhadas jocosas e insensíveis do namorado imprestável, fui obrigada a aceitar a derrota.


Odeio-te.


O que vale é que tudo acaba bem quando o regresso é a descer.

Estavámos de volta ao carro em meia-hora, contabilizando um total de cerca de 9km de corrida/caminhada.


Uma bela manhã para compensar os excessos do jantar de sábado, que me abstenho de comentar, mas que poderá ter incluído algo do género:


E não no bom sentido...

Em minha defesa, tentei vetar a decisão da escolha para o local de jantar o mais que pude, mas fui vencida pelo voto de enfardadores inveterados.

Agora mais a sério, nunca pensei que chegasse este dia, mas a verdade é que comer pizza já não me dá o mesmo prazer de antes... Eu sei, é chocante mas verdade. Até estou espantada comigo mesma, mas, na realidade, até me senti um bocado agoniada após a terceira fatia e tentei intervalar o mais que pude com salada. Acho que a partir do momento em que começamos a fazer as melhores escolhas para a nossa saúde, o nosso organismo acaba por criar uma certa aversão àquilo que nos prejudica. Não é que vá deixar de comer pizza para sempre, atenção!! Simplesmente, hoje em dia, acabo por optar naturalmente por outro tipo de alimentos, o que não quer dizer que se um dia me apetecer muito, não coma pizza. Costumo fazer em casa, utilizando ingredientes mais "verdes" e com menos queijo, e a verdade é que fica muito boa. A chave é variedade e contenção.

Se ao menos tivesse este auto-controlo com chocolate...



Para manter o espírito saudável do dia, o almoço foi um belo prato vegetariano com beringela e cogumelos. Nem dão pela falta da carne, acreditem em mim.

<3 u beringela

Agora, terminar a tarde a ver um filme no sofá e talvez comer umas pipocas salgadas. Há que repor os níveis de sódio depois do exercício, é o que sempre ouvi dizer e o que vou usar como desculpa. Apoiem-me.


Bom resto de domingo e vão correr!



21 de janeiro de 2012

Desafio das 100 Flexões - 2ª Semana

Cheguei ao fim da 2ª semana do desafio anti-bracinhos de esparguete. E tenho a dizer que flexões não são o meu forte.



Mas a verdade é que já noto alguma evolução e isso é que interessa. Comecei com repetições de não mais do que duas ou três flexões e esta semana termino com um mínimo de oito. A verdade é que já consigo fazer vinte flexões de jeito, embora ainda não completamente seguidas, mas estou cada vez mais perto de riscar uma das minhas resoluções.
Ou seja, este plano de exercícios pode ser seguido por homens musculados que fazem flexões com o dedo mindinho ou por pessoas que deslocam o pulso ao pegar num quilo de arroz. O grau de dificuldade é adequado a cada caso e o aumento é progressivo.


Este foi o meu programa da segunda semana.


Até agora estou a cumprir tudo certinho, até porque não leva muito tempo, mesmo com o intervalo de descanso entre cada sessão não demora mais do que 10 minutos no total.

Cada vez mais perto do objectivo.


Dá-me mais quatro semanas.
Totalmente possível.

Totalmente.


18 de janeiro de 2012

Playlist #2





Está na altura de partilhar com vocês mais dez músicas que assentam arraiais no meu mp3 e que me dão uma motivação extra na altura de correr. Se não correrem (vergonha!) serve para qualquer outro exercício, o importante é porem-se a mexer.

Podem ver a primeira lista aqui.

Como ainda não sei como se faz para poderem ouvir a música directamente do blog, tenho de pôr links do youtube, sorry.


  1. Less Than Jake: All My Best Friends are Metalheads - Ideal para sair porta fora a correr de manhã, cheia de boa disposição.

  1. Catch 22: Point the Blame - Mais ska, mais boa disposição para as corridas matinais.

  1. Anthrax: Got the Time - Sprints, sprints, sprints.

  1. LMFAO: Party Rock Antem - Há muito tempo que não faço spinning, mas acho que esta música é adequada a umas boas pedaladas.

  1. Stromae: Alor on Danse - Alor on coure?

  1. Yolanda be Cool & DCUP: We No Speak Americano 

  1. Duck Sauce: Barbra Streisand – uUuUuUuUuUu

  1. Santana: Smooth

  1. Michael Jackson: Beat It

  1. Eminem: Lose Yourself - Anoitecer. Frio. Põe o capuz e corre. Lose yourself.


E aqui ficaram mais dez músicas para todos os gostos.

Vão correr.


17 de janeiro de 2012

Três coisas à terça

Hoje, três coisas aleatórias que quero partilhar com vocês:

1) No site da Sport Life, um artigo sobre como emagrecer em 9 passos. Gostei porque, para além das dicas do costume, refere coisas que não fazia ideia, como comer um ovo ao pequeno-almoço para controlar o apetite. Acho que seria preciso um ovo de avestruz para controlar o meu, mas não custa nada tentar. E gostei também do facto de não aconselharem grandes restrições e serem realistas com as facadinhas no regime. É uma questão de aprender a gerir, queres sobremesa, cortas na bebida ou nos hidratos, por exemplo. Como, no meu caso, o objectivo não é perder peso, mas sim tentar viver com mais qualidade de vida e, se possível, durante muitos anos, sei que tenho de pensar a longo prazo e tentar regular os meus hábitos alimentares de acordo. Tenho a noção de que, muitas vezes, como por impulsividade e não necessidade, o que resulta quase sempre em má disposição e sensação de enfartamento. A minha maior luta vai ser sempre aprender a controlar estes ataques de gula. Na luta do colesterol versus pastel de nata, nem sempre torço pela melhor equipa, se é que me entendem...


2) O meu par de ténis favorito está a dar as últimas.

:(
Em compensação, vejam o que comprei nos saldos.


Último modelo em calçado desportivo. É desta que corro a Maratona.


3) E, por fim, lençóis polares. Melhor invenção de sempre? Acho que sim.
 
 
 

14 de janeiro de 2012

O nevoeiro

Hoje de manhã, quando saí de casa, o tempo estava assim:


Apesar do frio, que me tira a sensibilidade nos dedos e na ponta do nariz, adoro correr quando está nevoeiro. O facto de não conseguir ver a mais de 20 metros à minha frente diminui o cansaço mental que às vezes sinto quando vejo os quilómetros de caminho que ainda tenho de percorrer. Assim, cada passo é uma descoberta.
Claro que não corro em zonas isoladas nem, em contrapartida, em zonas de demasiado trânsito onde poderia não ser vista por algum condutor. Ser raptada ou atropelada tiraria toda a magia a uma manhã de nevoeiro, como devem calcular.

Tenho a sorte de viver perto de uma zona verde, de passeio, onde se vê sempre gente a correr e a andar de bicicleta e outros malucos que acordam cedo a um sábado de manhã e saiem dos lençóis quentinhos dispostos a enfrentar uma hipotermia. A sério, até fiquei com geada nas minhas calças. Só não vos mostro uma foto porque tive uma manhã com efeito sexta-feira 13 atrasado e fiquei sem bateria no telemóvel mal tirei a primeira fotografia. Boa. Depois, mal tinha corrido 100 metros, fiquei sem bateria no mp3. Fixe.

Além disso, hoje a corrida não foi das melhores e tive de parar algumas vezes para caminhar. Sei que nem sempre se pode ter bons treinos, mas eu fico mesmo irritada quando me mato para fazer a mesma distância que anteriormente já fiz com facilidade. Como é que é possível haver dias em que corro oito, nove quilómetros e sinto-me bem e outros em que ao terceiro quilómetro já estou com os bofes de fora?
Dizem que a corrida é um exercício muito mental e eu estou de acordo. Fisicamente o nosso corpo vai ganhando resistência, e sabemos que somos capazes de correr determinada distância porque já o fizemos antes, mas nem sempre a cabeça ajuda. Às vezes é uma luta interior durante toda a corrida, para me obrigar a continuar, outras vezes quase que estou em piloto-automático e nem vejo os quilómetros a passar. Rimou e é verdade.

Como hoje almocei sozinha, o almoço foram sobras do jantar de ontem. Além disso, cheguei com os dedos enregelados do frio e por isso estava impossibilitada de cozinhar. Óbvio.
Grão com bacalhau. Cozi um ovo e juntei pepino. Feito.

Bom fim-de-semana!

13 de janeiro de 2012

Sai da frente que a correr vem gente

Eu sou uma pessoa com várias manias estranhas, entre elas a de achar que, a bem da harmonia cívica, regra geral as pessoas deveriam circular sempre pela direita. Sim, como nos carros (eu disse que era uma mania estranha).
Por exemplo, nos centros comerciais, quando utilizo as escadas rolantes, encosto-me sempre à direita. Assim, se alguém mais apressado quiser passar, ninguém se chateia. Igualmente, quando numa rua mais estreita encontro alguém a vir na direcção oposta, chego-me sempre para o meu lado direito e espero que a outra pessoa faça o mesmo. Desta forma evitam-se encontrões e bailinhos, como quando ficamos no impasse de para que lado havemos de desviar. Meus caros: direita, sempre DIREITA!

Esta mania vem sobretudo ao de cima quando corro. Para mim é óbvio, se vem uma pessoa esbaforida a arrastar-se na tua direcção, essa pessoa tem sempre a lei da prioridade e devemos facilitar a passagem, chegando-nos o mais à direita possível. Não devemos ignorar, e continuar a bloquear a via como se nada fosse, nem tampouco ficar de olhar embasbacado, como se estivessemos a ver um elefante a desfilar de tutu. Embora admita que a minha figurinha deprimente a fingir que corro possa ser fascinante, olhar fixamente é má educação, já diziam os nossos paizinhos.

Para clarificar, fiz uma ilustração do acontecimento.


Não sei se dá para ver, mas estou vermelhona, transpirada e a hiperventilar. Portanto, a melhor atitude que a pessoa ao acaso deverá tomar, é dar dois passinhos à direita e poupar-me manobras difíceis neste ponto da corrida. E também por precaução, caso não queira ser atingida por gotas de suor.

Eu prometo que tento chegar-me o mais possível à direita.

Todos de acordo?


Agora que já deixei aqui o apelo, passemos ao treino de hoje.

Por hábito, quando estou a treinar para alguma corrida, não gosto de correr acompanhada. Se a outra pessoa correr mais rápido que eu (ahahah todas!) eu não gosto de sentir que a estou a atrasar ou que ela deixa de fazer um treino melhor por causa de mim. E quando, raramente, há algum amigo ou amiga que não costumam correr mas um dia lá me dizem que querem vir comigo para ver o que aguentam, como quero que eles se divirtam, acabo por correr ainda mais devagar do que o costume, com pausas para caminhar, para podermos ir na conversa.
No entanto, quando, como agora, corro apenas porque é o que gosto de fazer e não estou a seguir nenhum treino específico, gosto de ir acompanhada. Gosto de ir com alguém que também esteja na desportiva, sem pressões, pois assim posso experimentar percursos novos e parece que o tempo passa mais depressa.

Tudo isto para dizer que hoje corri acompanhada e que gostei. Fizemos 6km, com alguma inclinação, que passaram num instante. E, no fim, ainda fizemos os custosos alongamentos, que tanta preguiça me dão fazer quando estou sozinha. Por isso, são só boas razões para o fazer mais vezes.

E vocês, sozinho/as ou acompanhado/as?

10 de janeiro de 2012

O Natal é quando o estômago de uma mulher quiser

Tentei esticar o mais que pude, mas a desculpa do "é Natal" para poder comer todos os bolos, doces e demais guloseimas já não pode ser utilizada.
E se eu disser que estou a tentar estimular a economia, contribuindo para a manutenção de postos de trabalho na indústria açucareira? Isso faria de mim, não uma texuga lambona, mas uma filantropa!

Não?

Adiante.


Tudo isto para dizer que hoje fiz Crumble de Maça e Nozes, seguindo uma receita que encontrei aqui.


Pode não ter o melhor dos aspectos mas, acreditem em mim, ficou muito bom.


Como a minha casa, durante o Inverno, é tão aconchegante como uma arca frigorífica, achei que esta receita quentinha me traria algum conforto. E não me enganei. Foi uma comida de recuperação saborosa, depois do treino de hoje (6,5km, aprox. 40m).

Não consegui pensar noutra coisa durante toda a corrida, acho que até me fez correr mais depressa. Se tivesse conseguido limitar-me a uma fatia, teria sido o final de dia perfeito.

Ao menos não adicionei gelado, como sugerido (mas acredito que fique ainda melhor). Mereço pontos pelo auto-controlo. O facto de não ter gelado em casa e, quando regressei, já ter fechado o mini-mercado aqui perto de casa, não tem nada a ver...



PS: Estão a ver o exercício de ontem? Hoje doi-me quando levanto os braços, mas também os abdominais inferiores. Se isto me ajudar a conseguir uma barriga lisinha (sim, por favor!) vão-me ver a fazer flexões até me caírem os bracinhos.

E agora vou só ali comer mais uma fatia de crumble.

9 de janeiro de 2012

Desafio das 100 Flexões



Como uma das minhas resoluções de ano novo foi aprender a fazer flexões como-deve-de-ser, achei por bem pôr desde já mãos à obra, neste caso braços, enquanto a motivação está no auge.

Ao contrário dos meus membros inferiores, que exercito regularmente e são tonificados q.b., os meus braços parecem esparguete demasiado cozido e sou capaz de perder no braço-de-ferro com uma criança de 5 anos. Por isso, resolvi juntar o útil ao agradável e começar o ano a ganhar mais força e definição nos membros superiores. Para tal, vou seguir o programa de treino One Hundred Push Ups.



Este treino permite que qualquer pessoa, independentemente da forma física, chegue ao fim de seis semanas assim:



Ok, se calhar não exactamente assim.



Antes de iniciarmos o treino devemos realizar um pequeno teste, para saber quantas flexões completas e bem executadas conseguimos fazer, e assim sabermos qual o nível em que devemos começar. Sem surpresas, eu e os meus braços refegados ficamos no nível 1, o mais básico.



O que significa que este é o treino que me espera na primeira semana:


Ou seja, em dias intercalados (vou apontar para Segunda, Quarta e Sexta):
  • No primeiro é uma sessão de 2 + 3 + 2 + 2, com 60 segundos de descanso intercalado, e no final fazer o máximo de flexões possíveis (mínimo de 3).
  • No segundo dia é uma sessão de 3 + 4 + 2 + 3, com 90 segundos de descanso intercalado, terminando com o máximo de flexões possível (mínimo 4).
  • No terceiro dia é uma sessão de 4 + 5 + 4 + 4, com 120 segundos de descanso intercalado e terminando com o máximo de flexões possível (mínimo 5).

Na segunda semana é semelhante, excepto o nível de repetições ir aumentando, e assim sucessivamente, até à semana 6, em que é suposto terminarmos com o almejado número de 100 flexões.


Hoje dia 1 - semana 1.

So far so good.


(Vou dando notícias).

8 de janeiro de 2012

Já sei quem come as bolachas que ficam junto à lareira e não é o Pai Natal

Uma dúvida existencial que me tem atormentado durante o fim-de-semana, porque eu sou uma pessoa que gosta de se atormentar com coisas completamente irrelevantes e parvas:
- Porque é que é quase impossível tornar a fechar as caixas das luzinhas de Natal?

Deixem-me exemplificar:


Aparentemente tudo bem.

Um olhar mais aproximado revela que afinal a tarefa não vai ser assim tão fácil.

Pois.


Vêem? Praticamente impossível!

Ora, se a caixa é a mesma e as luzes não se multiplicaram durante as festividades, porque é que todos os anos tenho de acabar a forçar a caixa para que ela feche, da mesma forma que forço o botão das calças depois do jantar de Natal, e mesmo assim acaba por ficar uma coisa mal-amanhada e colada a fita-cola?

Alguém consegue explicar este desafio às leis da física?

Recuso-me a aceitar que o problema esteja na minha técnica, aperfeiçoada ao longo de muitos Natais.



E agora, mudando de assunto, hoje não fiz a minha corrida matinal.
Os domingos, que são dia de Missa para muita gente, para mim são dias de corrida, mas hoje, quando o despertador tocou às oito da manhã, eu espetei-lhe um murro e virei-lhe as costas (não se preocupem, entretanto já fizemos as pazes). Depois fiquei arrependida.

As corridas matinais de fim-de-semana são as minhas preferidas, gosto de começar o dia a fazer exercício, tenho tempo para fazer um percurso mais longo e fico cheia de endorfinas para o resto do dia. Mas acordar cedo custa taaaaanto! É uma das minhas maiores lutas, principalmente no Inverno, quando se está tão bem na cama quentinha.

Para compensar, recebi uma mensagem de uma amiga a perguntar se quero fazer com ela uma prova de 6km no fim do mês. Claro que sim! Depois da última prova de 6km, que foi um fracasso, tenho de tentar limpar a imagem desta distância.

E penso que o facto de me ter comprometido com uma prova compensa o facto de não ter saído do sofá durante quase todo o dia.

Permitam-me acreditar que sim.

7 de janeiro de 2012

Resoluções (parece que está na altura)

Este post também poderia ter o título de "As Coisas que Acreditamos Fervorosamente que Vamos Cumprir e Até Nos Esforçamos Até Mais ou Menos Três Terços de Janeiro e Depois Achamos que é Melhor Ir Com Calma que Temos Tempo e Depois já é Dezembro e Para o Ano é que é de Certeza" mas depois achei que ficava muito comprido.



Basta dar uma vista de olhos pela comunidade bloguística esta semana. Por todo o lado, quais cogumelos na humidade, pululam listas de resoluções, umas mais fantasiosas, outras mais acessíveis, porque 2012 é que é e até ouvi a Maya a prever o melhor ano de sempre para todos os nativos de ________ (preencher segundo o signo).

Ora, como eu já sei o que a casa gasta, adianto desde já o que não vou mudar, para depois não ser acusada de outro ano fracassado:
  • Não vou deixar de comer chocolate, sobretudo com o café. Há quem fume um cigarro depois do café, eu como um chocolate. É mais saudável... certo? E, embora vá TENTAR reduzir o consumo a um ou dois pedacinhos por dia (sem promessas), sabe demasiado bem para deixar de vez. É o meu pecadinho bi-diário, chamemos-lhe assim. E para que raio é que me farto de correr, afinal??! Não é por isso. Mas podia ser. E as gomas? Também não vou deixar.

  • Não vou fazer alongamentos depois de TODAS as corridas. Eu sei que devia, e que evita muitas dores e possíveis lesões. Mas é tão aborrecidoooo...  Há alguém que siga religiosamente o ritual alongamentos-pós-exercício? (No ginásio, sob o olhar atento de um instrutor, não conta!). Até indicação em contrário, vou acreditar que o sacudir as pernas e os braços depois de correr conta perfeitamente como alongamento num dia mais apressado ou preguiçoso.

  • Não vou deixar de ver "lixo televisivo". Gosto muito de ler, gosto muito de aprender, mas não me venham com tretas. Há dias em que estou com a cabeça tão em água, que o que quero é chegar a casa, aterrar no sofá, ligar a televisão, pôr no TLC e ficar vidrada em programas como o Too Fat for 15, What Not to Wear e outros que tais. Séries que não exijam actividade cerebral? Venham elas.

  • Por último, e um pouco relacionada com a anterior, não vou deixar de comer depois do jantar. Eu sei que à noite não se devem fazer grandes refeições, e que o ideal seria não petiscar depois do jantar. Mas eu janto lá pelas oito, nove horas da noite, e só me deito depois da meia-noite. É muito tempo sem petiscar, sobretudo a  ver os programas supracitados. Sei que é um péssimo hábito, mas se vejo televisão tenho de estar a mordiscar qualquer coisa, mesmo que esteja a ver o Biggest Loser. Vou tentar petiscar fruta, para minimizar (eeh) ... Mais uma vez, sem promessas.

google images

Agora, o que me comprometo perante todos os meus leitores (3 no total, obrigada pai, mãe e mano!) a tentar alterar / melhorar / atingir em 2012:

  1. Melhorar o meu tempo nos 10km.
  2. No seguimento da anterior, participar novamente na S. Silvestre dos Olivais e terminar em 1h ou menos.
  3. Participar numa prova de distância superior. Adoraria um dia correr uma Meia, mas acho que por enquanto vou apontar para os 15km.
  4. Dar mais uso à bicicleta. A minha está a criar ferrugem na cave, porque tenho um medo que me pélo de pegar nela. E se caio e parto o pescoço? E se me dá uma tontura e sou atropelada por um camião? Toda eu sou suores frios quando monto numa bicicleta. E o que falar daquelas pessoas que têm aqueles ténis próprios que encaixam nos pedais? Suicidas, é o que eu penso de todas elas. Andar de bicicleta é um óptimo complemento à corrida e faz umas pernas espectaculares. Motivo mais que suficiente para me deixar de mariquices e fazer-me à estrada/trilho. Com capacete, joelheiras e cotoveleiras. Totó, mas protegida.
  5. Praticar Ioga. Reproduzir em casa o que aprendi quanto tive aulas, nem que seja apenas 15 minutos, duas vezes por semana. Compensa a minha falta de alongamentos e ajuda a manter a flexibilidade que se perde quando corremos há muito tempo.
  6. Ir mais vezes à piscina. Quando deixei de ter aulas de natação, ia uma vez por semana fazer umas piscinas sozinha, para não perder a prática. Depois passou a ser uma vez a cada 15 dias, uma vez por mês, nenhuma vez por ano. Estão a ver o ciclo, né? Não me quero comprometer com periodicidade, mas quero voltar a nadar, as minhas costas agradecem.
  7. Comer mais devagar. Ao contrário do que se passa quando corro, em relação à comida sou uma Obikwelo. É do género: Hum, esta comida é tão boa, não foi? Ainda os outros não deram três garfadas já eu estou a pedir a sobremesa. Ok, estou a exagerar. Não, não estou. Isso traz-me complicações a nível da digestão, sinto-me uma texuga e tenho sempre de arranjar com o que me entreter até todos terem terminado a refeição. Gosto de fazer desenhos nas toalhas de mesa, mas nem sempre a minha arte é apreciada, sobretudo quando as toalhas não são de papel. Comer mais devagar é mesmo algo que tenho de começar a fazer. E parece que emagrece.
  8. Aprender e conseguir fazer pelo menos 20 flexões como deve de ser, sem joelhos no chão à menina.
  9. Aprender uma receita nova e fazê-la num jantar com convidados, sem ninguém ir parar às urgências.
  10. Riscar, pelo menos, um ítem da minha Lista de Coisas a Fazer Antes de Morrer (sim, eu tenho uma lista) e que inclui coisas simples como "jantar num restaurante chique" (leia-se "muito caro") e mais desafiantes como "andar de parapente".
E penso que vou ficar por aqui. Dez resoluções parece-me um bom número e não quero pôr a fasquia demasiado alta, que eu sou uma pessoa que se sente assoberbada facilmente. Devagar se vai ao longe. Grão a grão enche a galinha o papo. Depressa e bem não há quem. E outros ditados populares que corroborem o que acabei de dizer.


E, para terminar,  um artigo com 5 resoluções simples e fofinhas que todos podemos adoptar. (Gosto especialmente da 3 e da 5. A 4 parece-me incrível que seja necessário relembrar. A sério, o que se passa com as pessoas? )

3 de janeiro de 2012

S. Silvestre dos Olivais

Ora cá estou eu novamente, um post fresquinho a estrear 2012!

Como foram as vossas festas, muitos estragos? Conseguiram manter a motivação para umas corridinhas?
Hoje dei corda aos sapatos pela primeira vez em 2012. Foram 4,5km, devagarinho (nada de novo), para recuperar dos excessos.

Mas nem tudo foram calorias durante a época festiva. Como sabem, estreei-me na distância de 10km ainda antes de terminar o ano 2011 e, graça das graças, sobrevivi para contar, e agora aqui estou eu para fazer o resumo do evento.

A prova escolhida foi a de S. Silvestre dos Olivais.


Escolhi esta prova por ter sido o bairro onde cresci e, portanto, já conhecer o percurso, apesar de este ano ter sido ligeiramente diferente. O que mais me assustava, e precisamente por conhecer bem o bairro, era saber que esta prova tem subidas puxadinhas, nomeadamente nos últimos 2 km.

Por ser a primeira vez que iria correr 10km (em prova), e por temer não ter treinado suficientemente as minhas subidas, uma vez que a zona onde corro é quase toda ela plana, estava bastante nervosa. Quando, às 18horas, fui com o meu pai levantar os dorsais e vi todos os preparativos a decorrerem, comentei com ele que já estava a ficar com nervoso miudinho. Sentia um aperto no estômago e, para cúmulo, na caminhada de regresso a casa comecei a sentir uma pontada estranha na parte de trás do joelho direito! Já em casa, fiz alguns alongamentos e esfreguei a zona da pontada com um spray para dores musculares e a dor acabou por desaparecer. Agora penso que seria o meu subconsciente a testar-me, a ver se estava mesmo decidida a enfrentar o desafio... Obrigada subconsciente, ganhei eu desta vez!

Como a casa dos meus pais não fica muito longe da Junta de Freguesia dos Olivais, zona onde foi a partida e meta da prova, fui a andar até lá. E, deixem que vos diga, fazia um frio de rachar! Via pessoas a aquecer por todo o lado, correndo de um lado para o outro (correr antes da prova, ó meu Deus, um dia quero ser uma atleta a sério), outras a fazer tempo dentro dos respectivos carros e outras que aguardavam já na linha de partida, mas ainda todas encasacadas.

Minutos antes do tiro de partida.

Fui para a zona de partida, mais cá para trás para não atrapalhar os prós, mas também não tanto para trás que ficasse taco-a-taco com a ambulância que encerra o cortejo, não queria sentir a pressão dos faróis a apontar para o meu rabo lento durante a corrida...

Olhem quem eu avistei no meio dos atletas:


A foto está escura e eles estão vestidos de preto...
Árbitros da 1ª liga.
Só reconheci um ou dois, mas foram personagens que não passaram despercebidos (e agora que reparo nisso, acho que fui apanhada por um quando tentava tirar discretamente a foto... ups!).

Sem cartão vermelho à vista, ouviu-se o tiro de partida e lá fomos nós. Durante os primeiros quilómetros, e apesar do km1 ser todo a descer, ia um bocadinho a medo. Não queria partir com demasiada velocidade e depois estoirar a meio da prova.
Um mês antes desta corrida tinha participado numa prova de 6km, como forma de teste para a S. Silvestre, e digamos que não correu muito bem. Estupidamente, entusiasmei-me demasiado ao início, o que fez com que a 3km da prova, onde se iniciavam cerca de 500 metros de subida, rebentásse e tivesse de caminhar. Não gosto de parar e fiquei desiludida comigo mesma. Nessa altura já fazia treinos com distâncias superiores a 6km e fiquei chateada com a minha idiotice. NUNCA COMEÇAR DEMASIADO RÁPIDO.
Desta vez queria evitar isso e, se calhar, até comecei mais lentamente do que aquilo para que tinha capacidades, mas antes assim.

Depois do 1º km é sempre a subir até à zona do Spacio Shopping, desviando pela Rua Cidade de Benguela. Aqui, comecei a ver as primeiras pessoas a começar a andar e fiquei contente por ter poupado as pernas na descida e agora poder manter o ritmo, mesmo nas subidas mais íngremes.

Não cheguei a ver a placa que anuncia o km2, mas avistei o km3 já na descida para a rotunda da Av. de Berlim, onde tinha uma mini-claque à minha espera (obrigara R. e R.!).

Continuava a sentir-me muito bem e ia no meio de corredores muito divertidos, o que fazia o tempo passar mais depressa. Estava no meio de pessoas que, como eu, sabiam que não iam ganhar nada, e corriam apenas pelo prazer e pelo desafio, o que proporcionava momentos engraçados. Acho até que nós, os que iamos mais para trás, tivemos mais apoio de quem assistia nas janelas e nos passeios e nos via correr a rir!

Pouco depois do km 4, quase a chegar à Gare do Oriente, estavam a distribuir garrafas de água e foi apenas aí que abrandei um pouco mais o ritmo, uma vez que não domino o desporto radical de beber água e correr sem me engasgar (Ainda. Mas vou praticar).

É a caminho do km 5 que o percurso se altera em relação ao ano passado. Em vez de virarmos à direita no Hotel Tivoli Oriente, em direcção à rotunda da CUF, viramos à esquerda e passamos em frente do C.C. Vasco da Gama, continuando a Av. D. João II até passarmos por baixo do viaduto para, alguns metros à frente, mudarmos de faixa e fazer o percurso inverso, novamente até à Gare do Oriente e subindo a Av. de Berlim.


Quando regressámos à rotunda da Av. de Berlim chegámos também ao km 8. Eu continuava a manter o meu ritmo e, inclusive, a conseguir passar algumas pessoas! Estava abismada por me sentir tão bem e, apesar de começarmos novamente a subir, não estava cansada.

Quando avistei o km 9 nem queria acreditar, sentia-me capaz de continuar a correr e correr e, por isso, pela primeira vez na corrida, arrisquei a acelerei o passo. Nesta altura, ao passar pelo mercado da Encarnação, começa a tocar o tema do Indiana Jones (sim, eu tenho a música do Indiana Jones no mp3, uma história nada vergonhosa e bastante engraçada que um dia partilho com vocês) e então parecia uma cena à filme. Sentia-me quase a voar (embora tenho a certeza que não parecesse) e foi um sprint até à meta.



Mais ou menos assim, mas sem a rocha gigante atrás de mim.
E um pouco mais graciosamente também. Espero...
 
Sabia que não ia ganhar nada e já tinha passado mais de uma hora desde o tiro de partida, mas, no meu filme, eu era uma atleta veloz e destemida... e ligeiramente lixada com "f" por ter de me desviar de outros atletas que já tinham terminado a corrida e se dirigiam para os seus carros, andando, animadamente a conversar NO MEIO DA ESTRADA onde outras pessoas ainda estavam a correr... Somos lentos mas também temos direito à corrida. Má onda pessoal, muito má onda.

Cortei a meta feliz e sorridente para a foto, mas acabei por ser tapada por outro atleta sorridente e, aparentemente, muito desejoso de uma boa imagem de recordação da prova (obrigadinha, sim?!! Ao menos espero que tenhas comprado a foto!!)

Terminei pouco depois de 01:09. Sei que para a maioria dos atletas este não é um bom tempo. Nem tão pouco motivo de orgulho, mas eu fiquei muito contente. Senti-me bem durante toda a prova, quem olhasse para mim, ver-me-ia sempre com um sorriso parvo (o que é raro quando corro). Não andei uma única vez e, quando terminei, ainda tive pernas para correr até casa (já disse que estava um frio de rachar?).
Sei que poderia ter corrido um pouco mais rápido, mas preferi jogar pelo seguro. No entanto, não me arrependo. Foi a minha primeira prova de 10km, corri cerca de 7 minutos ao quilómetro e sei que vou conseguir baixar este valor. Para o ano espero conseguir, pelo menos, os 6 minutos ao quilómetro (a loucura!). Fiquei viciada.

S. Silvestre dos Olivais 2012, me aguarde!


T'shirt e medalhão da prova.