29 de fevereiro de 2012

Caminhar

Hoje fui dar uma caminhada. Gosto muito de caminhar e, se não pudesse correr, dedicava-me mais a sério ao hiking e ao trekking. Uma vez participei numa prova de Orientação e adorei o contacto com a natureza aliado à componente física.

Quando digo que vou dar uma caminhada, não é sair de casa em direcção ao centro comercial mais próximo, nem andar apressada pelos passeios, no meio do trânsito, a respirar os fumos dos tubos de escape. Claro que caminhar em volta ao quarteirão é melhor do que não caminhar de todo, e já o fiz muitas vezes, mas, sempre que posso, tento procurar zonas verdes e com ar mais limpo (na medida do possível, já que moro na cidade).

Vejam o amiguinho que encontrei no meio da vegetação.

Venenoso ou não venenoso, eis a questão.

Acho muita graça a cogumelos, e, sempre que encontro algum, fotografo. Pancadas! Este é muito resistente e nem sei como brotou, tendo em conta o tempo seco ultimamente.

Caminhei durante 1h30 e fiz um circuito de cerca de 7km. Regressei a casa já era quase de noite.



Já fiz várias caminhadas com diversos graus de dificuldade e as zonas que prefiro são os bosques e montanhas.
Em cima sou eu, num troço particularmente desafiante de um caminho que fiz há uns anos. É um rio de lama ao meu lado direito! E não, não caí, obrigada por perguntarem. (Mas teria dado uma bela foto).

A minha aventura de caminhadas mais longa durou 8 dias, cerca de 20/25 km diários, com pernoita em albergues sobrelotados.

Com recantos malcheirosos.

E apresento-vos as minhas companheiras de caminhada.

Todas encharcadas e sujas depois de um dia de chuva
(O saco de plástico preto que vêem à esquerda foi uma tentativa, obviamente falhada, de impermeabilizar a mochila)

 Aventuras...


E pronto, era só para ficarem a saber um pouquinho mais sobre mim e verem que tenho vida para além da corrida. Embora não muita. ;)


Se pudessem escolher um só desporto para praticar o resto da vida, qual escolheriam?

Torradas e o desafio à Lei de Murphy

Não sei se alguma vez já ouviram falar da Lei de Murphy. Basicamente, é a ideia de que tudo o que pode correr errado, vai correr, e geralmente na pior altura possível. (Animador, não é?)

Eu acho piada ao humor negro da lista de leis de Murphy (há imensas pela net, pesquisem, algumas são muito originais), porque tem a sua razão. Excepto hoje. Hoje foi o dia em que contrariei a lei de Murphy, mais concretamente, a cláusula que determina que quando uma torrada cai ao chão, cai sempre com a parte da manteiga virada para baixo.

Hoje de madrugada (8h da manhã, pronto), na cozinha, olhos remelados, cabelo espetado e caneca de café I <3 BCN na mão, preparava-me para dar a primeira dentada na minha torradinha acabada de fazer, quando sinto a torrada a fugir-me por entre os dedos. Pelo olho direito semicerrado, observo impotente a queda da fatia, agravada pela minha falta de reflexos matinal.


Preparava-me então para soltar todo o meu vocabulário vernáculo @##($=#* !! enquanto me levantava de um salto para ir buscar uma esfregona, já cheia de adrenalina devido à irritação, quando reparo que, imaculada, a parte coberta de manteiga ficou virada para cima, como que provando que Deus existe, sim, e foi ele também que me levou ontem à noite a tirar o rabo preguiçoso do sofá e a lavar o chão da cozinha.
Vou comer-te na mesma.
  
Peguei na fatia de torrada, soprei - porque toda a gente sabe, desde pequenos, que, quando se sopra em comida que acabou de cair ao chão, todos e quaisquer vestígios de sujidade e bactérias desaparecem como que por magia  (é ciência, podem ficar descansados) - e dei uma grande dentada na torrada.

In your face, lei de Murphy!


Só para esclarecer, mesmo que não tivesse lavado o chão ontem, eu ia comer a torrada, porque:
1- Não gosto de deitar comida fora
2 - Foi no chão da minha casa.
3 - Porque nem seria eu se deitasse uma fatia de torrada perfeitamente boa para o lixo.

(Como é que eu cheguei viva e com saúde à minha idade? Nem eu sei...)

:)

E vocês, se uma torrada (ou outro tipo de comida sólida: bolachas, pão, etc.) cair ao chão em vossa casa, já não comem?
Ou sopram e comem na mesma?

28 de fevereiro de 2012

29.45 intermináveis minutos e Três coisas à terça

Treino de hoje:

Distância - 5km
Tempo - 29.45 m

Caso não tenham reparado no título nem no sublinhado acima (pode acontecer), hoje foi o dia em que consegui correr 5km abaixo dos 30 minutos. Iei! Não foi por muito, mas iei na mesma.
Na semana passada tinha feito a mesma distância em 31 minutos e achei que, se me mentalizasse disso, porque está tudo na mente, claro, conseguia baixar dos 30. O meu objectivo maior é mesmo aumentar a resistência e percorrer distâncias cada vez maiores (15km, estou de olho em ti!), mas de vez em quando gosto de testar a evolução em termos de velocidade.
Sabia que tinha de manter o ritmo abaixo dos 6 minutos por quilómetro, o que é fora da minha zona de conforto, mas estava disposta a um bocadinho de sofrimento (mas esperançosa de que não fosse muito). Conclusão: não foi fácil. Comecei entusiasmada com um ritmo de 5.30m ao km e ao fim do primeiro foi ver os números a aumentar. Ao chegar aos 4km achei mesmo que não ia aguentar e que era melhor diminuir o ritmo e deixar o sub 30 para outro dia... mas depois o que ia escrever no blogue?! Já tinha criado na minha mente um post constituído inteiramente por auto-elogios à minha performance fora de série e não queria ter de alterar tudo e admitir derrota, ainda que fosse tudo apenas na minha mente. Sendo assim, foram vocês que estiveram lá comigo nos últimos 500 metros em que "sprintei" para recuperar o tempo. E consegui. Por 15 segundos! Obrigada.

Agora, que já recuperei, acho que teria conseguido fazer melhor. É sempre assim, à distância esquecemos sempre as torturas em que nos metemos. Talvez volte a tentar, mas só daqui a um mês, não estou assim tão esquecida...


E hoje, porque estou com pouco tempo, passemos já ao Três coisas à terça # versão Favoritos.

Nota: Eu sou uma pessoa que detesta aqueles questionários em que temos de dizer qual o nosso favorito isto e aquilo. Gosto de experimentar coisas novas e há tanta coisa de que gosto que me é sempre difícil limitar a um. Por isso, vamos admitir que estes são os favoritos no dia de hoje, 28 de fevereiro de 2012.

Assim sendo:

Três coisas à terça # versão Favoritos de 28-02-2012.


1) Cidade favorita

Barcelona


Cidade que merece uma grande canção.



2) Sobremesa favorita

É como escolher um filho preferido, impossível. Vou referir uma que consumo apenas uma vez por ano, mas em quantidades assustadoras.
Gelado Mabi

Mmmm...


É engraçado, porque eu nem gosto muito de gelado, mas, na semana que passo todos os anos na costa alentejana, é um fartote. Todos os dias passo pela geladaria para experimentar os diferentes sabores. O ano passado, pistacho e carapinhão (um paraíso coberto de caramelo e pinhão) foram os sabores vencedores. Este ano, quem sabe. Quem é entendido diz que os croissants acabadinhos de fazer também são uma delícia. Ainda bem que esta Gelataria-Cafetaria apenas existe em Milfontes e na Zambujeira, senão ia ter muito que correr, se-é-que-me-entendem....


3) Bebida preferida

Água

Pelo menos é a que bebo mais, e sabe-me bem. Não me custa nada beber os 8 copos recomendados. Mas também gosto de chá, sumos naturais, batidos... Só não gosto de bebidas com gás.

Ok, a não ser cerveja.



Versões internacionais incluídas.

E, embora não seja exactamente uma bebida, não podia deixar de fora a menção honrosa ao meu amado café.




Boa noite!

27 de fevereiro de 2012

Saldos e o ataque das bolachas salgadas

Treino de hoje:

- Abdominais
- Exercícios de pernas
- Flexões: dia 1, semana 6 (e última! Aaaaleluia!)

Hoje foi dia de "descanso", por isso fiz apenas alguns exercícios localizados. Dei início à última semana do Desafio das 100 Flexões, que, de semana para semana, tem ficado cada vez mais duro. Custa-me mesmo muito completar todas as séries, mas já que dei início a isto, e sou teimosa, vou concluir. Nota positiva: os meus braços estão, de facto, a ficar mais definidos, por isso nem tudo é mau. Quando concluir faço um post sobre  o quanto fiquei a odiar flexões para todo o sempre.

Adiante.



Antes de regressar a casa quis passar pelo centro comercial para dar uma vista de olhos pelos saldos, que estão quase a terminar, e ver se encontrava uns novos ténis de corrida para substituir os meus fiéis e velhinhos Asics. Gostei muito de uns Mizuno, que estavam com quase 50% de desconto, mas não tinham o meu número. Vi outras opções, mas ainda quero passar na Decathlon primeiro. E isto significa que sou uma grande geek do desporto, porque durante toda a época de saldos não entrei em nenhuma única loja de roupa, mas já perdi a conta das visitas à Sport Zone e outras que tais. Sou capaz de entrar e sair de uma H&M em 5 minutos com o que quero na mão, mas passo uma hora na Decathlon a ver meias de corrida... Enfim.

Mas não saí da loja de mãos a abanar, vejam o que trouxe para casa comigo.

Venha o Verão!
Com este desconto tinha de trazer os calções. Era uma obrigação.

E a seguir fiz o que nunca se deve fazer, passar no supermercado já completamente esfomeada.

Ora, toda a gente sabe ao que isso leva: compras por impulso. Precisava de trazer algumas coisas para o almoço de amanhã, mas acabei por sair de lá com isto:


Eu tenho o dedo a tapar, mas já todos perceberam que são aperitivos do DIA.
Eu gosto de requinte.
Praticamente imploraram-me que as trouxesse.



E o que eu não faço para salvar os elefantes em África?


Brincadeirinha, precisava mesmo dos rolos de papel de cozinha. Ajudar os elefantes africanos foi um bónus inesperado.


Enquanto fazia o jantar, estas chatinhas não paravam de saltar do frasco para as minhas mãos. A sério, não as conseguia afastar de mim, são mesmo muito insistentes.

Não significa não!
Graças a Deus que fui salva por uma tigela de sopa.

Alho francês, o meu herói.

E agora estava a ler um artigo na revista Sport Life de Fevereiro, intitulado "Porquê ficar em forma a nadar em vez de correr ou pedalar?" e vejam-me só isto:

!
Queima-se mais calorias a nadar a 2,5km/h do que a correr (8km/h) ou andar de bicicleta (16km/h)! Nunca me passou pela cabeça. Principalmente porque já me senti a morrer várias vezes durante uma corrida e aposto que gasto imensas calorias só com as palpitações e o horror de subir a uma bicicleta, mas sempre considerei a natação uma actividade mais relaxante, mesmo nos dias exigentes. Será que é mesmo assim? Vou já ali ressuscitar a minha toca e o meu fato-de-banho e amanhã sou primeiras na piscina!
No início do ano comprometi-me a voltar à piscina. Tenho saudades de dar umas braçadas e seria um descanso para as minhas articulações, tenho mesmo de me motivar e, com uma piscina aqui tão perto de casa, não há desculpas para a minha preguiça, excepto ter de fazer a depilação com mais frequência (demasiada informação?).

Sei que algumas de vocês andam na natação. Acham mesmo que a perda de calorias é assim tão visível? E, por curiosidade, quem sabe nadar bem à mariposa? (Merecem uma medalha, aquilo é mesmo difícil!)

26 de fevereiro de 2012

Passeios, petiscos, cervejas e corrida (não necessariamente por esta ordem)

Depois do triste e solitário fim-de-semana passado, achei que merecia mudar de ares e então fui de malas e bagagens - mentira, foi só uma mala, e pequenina - para Sesimbra.






Fotos tiradas com o telemóvel.

Paisagem nada má.

O sábado foi um dia calminho, almoço no restaurante de um parque de campismo na zona e o resto da tarde foi passada entre cervejas, amendoins e passeios.

Ao final do dia andei a estudar um percurso para ir correr hoje de manhã, porque é claro que levei os ténis comigo na mala de fim-de-semana. (É totalmente normal, toda gente faz isso. Não faz?...) A minha prima mostrou-me onde costuma ver mais pessoas a correr e eu decidi que iria tentar fazer pelo menos 12km, a ver como me sentia.

Esta decisão de fazer mais quilómetros acabou por vir a revelar-se uma boa ideia, devido à quantidade de calorias ingeridas durante a noite de sábado.
Não sei o que se passa comigo. Durante o dia eu já sou uma pessoa que gosta de comer, mas, quando cai a noite, é como se descesse em mim um espírito devorador que não fica satisfeito enquanto não come um bocadinho de tudo e mais alguma coisa que esteja dentro da área habitacional. Mesmo que não tenha fome, nenhum petisco que esteja à vista escapa às minhas goelas ávidas de gulodices, e os que não estão à vista eu acabo por descobrir devido ao meu faro apurado que detecta alimento num raio de 30 m2. (aprox).

A sério, o que se passa comigo?


Sou um caso perdido.


Sendo assim, foi com a consciência (e rabo) pesada que me levantei de madrugada (8h num domingo é madrugada, certo?) para ir correr. E, surpresa, estava nevoeiro cerrado!
Devido à minha imaginação fértil e adolescência passada a visionar filmes de terror e massacre, claro que não queria ir correr sozinha numa zona desconhecida e com nevoeiro. Sendo assim, depois de prometer toda uma vida de cerveja grátis lá consegui um voluntário para me acompanhar (brincadeira, foi de boa vontade e não tive de implorar muito). Corri um circuito de +/- 6km acompanhada e, depois de me assegurar de que não havia psicopatas escondidos nos arbustos, a minha companhia voltou para casa e eu segui para a segunda volta! Senti-me sempre bem, embora para o fim já tivesse os joelhos um pouco doridos (parte do trajecto era em corta-mato).

Números:
Distância - 12, 380 km
Tempo - 1:24.20

Não é rápido, nem de longe, mas fiquei contente por correr de forma confortável uma distância que ainda há poucos meses nem sonhava fazer.

E foi bom variar o percurso, acho que ajudou a passar o tempo. Além disso, quase todos os corredores e alguns ciclistas que passaram por mim disseram bom dia, o que achei simpático. Quando corro na cidade é raro os corredores cumprimentarem-se quando passam um pelo outro. É engraçado como podemos alegrar-nos com coisas tão básicas como um cumprimento, estive o tempo todo com um sorriso parvo.

Como tudo o que é bom acaba depressa, agora já estou em casa (a minha) e são 22h... Detesto domingos à noite grrrrr....

Daqui a pouco vou ver os actores/actrizes (ainda não aderi ao acordo ortográfico aqui no blogue, dêem-me mais uns meses) na red carpet e tentar evitar (muitas) visitas ao frigorífico. E vocês, gostam de cinema? Costumam acompanhar os óscares?

O que fizeram no fim-de-semana, contem-me tudo.

- Fizeram exercício?
- Também costumam petiscar fora de horas? Têm truques para controlar a gula?

Boa semana!

25 de fevereiro de 2012

"Do que falo quando falo de corrida"*

Gosto muito dos livros de Haruki Murakami.



Gosto da forma como introduz elementos fantasiosos em cenas do quotidiano, como retrata a vida de uma pessoa normal que de repente conhece alguma personagem bizarra ou se vê envolvida em situações surreais.


Este foi prenda de Natal.
Já o ando a ler há quase 2meses.


É grandiiinho.


Gatos, música, sonhos, comida, orelhas (não dá para explicar, têm de ler) são alguns dos tópicos recorrentes na sua obra. São livros que se focam muito na tensão psicológica das personagens, por isso, se andam à procura de um livro de acção, com um desenrolar rápido de acontecimentos, estes livros não são a melhor escolha.


No entanto, não é dos livros de ficção de Murakami que quero falar, mas sim deste:

What I Talk About When I Talk About Running


Eu tenho a versão inglesa, mas este livro já está publicado em português com o título "Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo"



Este livro é uma auto-biografia do autor, que se foca sobre a sua carreira de escritor e a forma como a corrida fez (e faz) parte da sua vida ao longo dos anos.



Gostei muito deste livro pois, para além do autor ter a minha vida de sonho (escrever e correr = céu), é muito sincero naquilo que escreve, não tenta vender uma ilusão.
A descrição da sua primeira maratona, na própria Grécia é, ao mesmo tempo, angustiante e hilariante. Seguimos com ele sob o sol abrasador do Verão grego, sentimos os lábios secos do sal, os olhos a arder do suor, a irritação pelo trânsito e pelas pessoas que vão confortavelmente dentro dos carros, os pensamentos de que devia era ser maluco por se sujeitar àquilo e o alívio quando finalmente termina e se apercebe de que não tem de correr mais, nunca mais na vida!

A verdade é que, a seguir à primeira maratona, se seguiram muitas outras, inclusive uma Ultra (que, nas suas palavras, nenhuma pessoal "normal" consideraria fazer) e várias provas de Triatlo (adivinhem quem também não é fã de bicicletas?).

Admite que é um corredor lento (estou contigo Murakami! Somos praticamente gêmeos! Se eu fosse escritora... e corresse maratonas...) e que, por isso, prefere dedicar-se a provas longas. Fala das suas viagens, da forma como a corrida o ajuda no processo de escrita e de como o corpo mudou e reage ao exercício à medida que vai envelhecendo.

Deixo-vos com um dos meus excertos preferidos:
Most runners run not because they want to live forever, but because they want to live life to the fullest. If you´re going to while away the years, it's far better to leave them with clear goals and fully alive than in a fog, and I believe running helps you do that. Exerting yourself to the fullest within your individual limits: that's the essence of running, and a methaphor for life.

Tradução livre:
"A maioria dos corredores corre, não porque queira viver para sempre, mas porque quer viver a vida ao máximo. Se vamos passando os anos, é muito melhor fazê-lo com objectivos definidos e cheios de vida do que num nevoeiro, e eu acredito que a corrida ajuda-nos a fazê-lo. Esforçarmo-nos ao máximo dentro dos nossos limites individuais: é essa a essência da corrida e uma metáfora da vida".



Leiam o livro e depois digam-me se não vos apetece ir a correr inscreverem-se numa Maratona!


Boas corridas!



* Tradução literal do título do livro de Murakami em inglês.
 
 

23 de fevereiro de 2012

Verde é a minha cor favorita

Treino de hoje:

Final da tarde.
6km - 40:48 m
(2 rl* + 2rm* -> não amei, mas costumava ser pior + 2 rl*)

* rl = ritmo lento
   rm = ritmo moderado



O meu dia em verde.


08:30 am

A tomar o pequeno-almoço na cozinha.


09 am

Pegar na mala e sair.


06 pm

De saída novamente, para correr.


08:30 pm

Jantar.


Dia um bocadinho blah e sem energia. Apesar do lindo sol que fazia (S. Pedro, como é, já chovia um bocadinho, não?) hoje foi um dia que custou a passar. A dor de cabeça desde manhã também não ajudou. Obriguei-me a sair para correr, mas sem espírito nenhum. Foi daqueles treinos em que fico satisfeita só por o ter feito.
Amanhã é um novo dia.


Qual é a vossa cor favorita?


Carta à corrida

Querida corrida,

Sabes bem que a nossa relação nem sempre foi fácil e muito por culpa tua. És uma companheira instável, mimada e imprevisível.
Já vivi contigo os melhores dos momentos, alturas em que estar contigo é tão fácil e natural que imagino um futuro a dois e felizes para sempre. Para, logo no encontro a seguir, me deixares de rastos, insegura, a duvidar das minhas capacidades.
No entanto, basta abandonar-te uma semana para notar que ficas despeitada comigo, tornas-te difícil e é quase impossível manter o teu ritmo. Não gostas quando te abandono por outras actividades, mesmo que te assegure de que és a minha preferida e que nunca te iria trocar. Quero que saibas que a bicicleta, a natação, caminhada, são tudo actividades que apenas me vão tornar melhor para ti. És exigente e quero estar à tua altura.
Não é surpresa para ninguém que te adoro mais que tudo. Aliás, fazes-me tão feliz que faço questão de que toda a gente o saiba, família, amigos, mundo virtual e até um ou outro desconhecido que apanhe a jeito na paragem do autocarro ou na fila das finanças.
Tudo me lembra de ti. Às vezes dou por mim numa esplanada a apanhar sol e a pensar como seria bom ter ali os meus ténis e encontrar-te ao longo do calçadão, só eu e tu ao pôr-do-sol. Ou numa serra verdejante com trilhos a serem descobertos contigo.
Mas também sei como consegues ser cruel, por isso, este ano, tenta ser mais meiga. Este teu amor-ódio desgasta-me, quero consolidar uma relação amena, de confiança. Os nosso últimos dois encontros foram tão especiais que quero pensar que é desta que tudo vai ser perfeição, que vais ser o vento sob os meus pés e que as duas vamos ser invencíveis.
Estou a contar contigo, não me desiludas.

Sempre tua.

21 de fevereiro de 2012

A bicicleta saiu à rua em 2012 e Três coisas à terça

Adivinhem o que fiz ontem ao final da tarde?


Como tinha dito, limpei o pó à bicicleta e saí à rua, capacete na cabeça, pronta a enfrentar o asfalto. Ou mais ou menos isso.



Eu sei que estou a andar no passeio, mas eu morro de medo de andar na estrada na cidade e foi só até à ciclovia, está bem? E não havia ninguém a passar na altura, por isso não atropelei atrapalhei transeuntes.

Andei cerca de uma hora, mas não faço ideia da distância. No entanto, não caí nem parti nenhum ossinho, por isso foi prova superada. Para quem não sabe, só pensar em andar de bicicleta deixa-me com suores frios e tremores. Sinto-me muito mais segura com os dois pés bem assentes no chão, que fazer? Mas é uma coisa que tenho de superar porque é uma parvoíce e nunca se sabe se um dia não vou querer participar num Triatlo (ahahah), por isso é melhor começar já a dominar a besta.



E hoje, para não perder a prática, fui correr.




E, desta vez, para variar mesmo, senti-me super bem!

Tinha pensado sair para fazer 6km e acabei por fazer 8km, de e até à porta de casa. São raras as vezes em que uma pessoa se sente assim, imparável, e há que aproveitar. Foi só sorrisos e estou feliz e amo correr e lá lá lá. Ai, se pelo menos todos os treinos fossem assim... Espero que isso não signifique que o próximo treino vai ser uma porcaria. Mas é o mais provável, humpf.

O cronómetro mostrava 54.34, mas este não é o tempo exacto porque, já quase no fim, encontrei um amigo e ficámos uns minutos à conversa e claro que nem me lembrei de pausar o cronómetro. Ou seja, a melhor corrida dos últimos tempos e nem pode ficar para a história. Enfim, pode ser que aconteça novamente num futuro próximo (fazer figas).


E a saída para o treino de hoje fecha em glória o total de três* conjuntos de roupa que usei durante estes dias em que estive sob reclusão forçada.

Com vocês, três coisas à terça versão "os meus modelitos carnavalescos 2012":


Fantasia de Carnaval nº 1: roupa-confortável-de-andar-por-causa

Sim, são as minhas pantufas, não gozem.

Fantasia de Carnaval nº 2: A ciclista



E Fantasia de Carnaval nº 3: A atleta

Não se vê, mas estou a fazer pose de corrida, para melhor encarnar o papel.


Como vêem, o meu Carnaval foi uma animação, podem ficar invejosos.



E para quem volta amanhã ao trabalho depois de 4 dias em casa: já não era sem tempo! Ahahahahah:)

Boa semana!


* Por acaso hoje vesti roupa de gente quando fui almoçar a casa dos meus pais, mas não conta porque não tem graça e além disso isto chama-se Três coisas à terça e depois não ficava bem.

20 de fevereiro de 2012

Playlist # 3



Versão "hip hop is in da house, yo".


Ora já há algum tempo que não partilhava umas musicazinhas para vos pôr a mexer, não é verdade?

Apesar de ser uma menina do rock, hoje partilho meia dúzia de temas dos manos do hip hop. Não costumo ouvir em casa, mas acho que é uma batida que resulta muito bem para correr. Sem mais demoras:

  1. Eminem: Not Afraid  
  2. Cypress Hill: Dr. Greenthumb - Velhinha!
  1. House of Pain: Jump Around - Velhinha 2

E agora os tugas:

    4.   Mind da Gap: Todos Gordos - Ahh, a ironia do título!
  1. Da Weasel: Tás na boa
  1. Boss AC: Sexta-feira - Esta é fresquinha! (e o videoclip está genial).

E vocês, gostam de hip hop? Odeiam?
Que música vos motiva na altura do exercício?

Partilhem sff!


Ver também:
- Playlist # 2
- Playlist

19 de fevereiro de 2012

A formiguinha não foi brincar ao Carnaval



A pobre formiga também quer brincar.

Este fim-de-semana não começou da melhor forma. Estava a contar ter umas mini-férias quando apareceu um trabalhinho extra e inesperado e tive de me dedicar. É a vidinha e os tempos estão loucos, há que aproveitar. Faço a escapadinha para a próxima semana.
E o que fazemos quando afinal já não vamos laurear a pevide (linda expressão) como pensávamos e vamos de ter de passar quase todo o fim-de-semana, que por acaso parece que fez de propósito e está de Primavera, em casa fechados? Vamos correr, claro.

Por isso, no sábado às 8h da manhã era esta a indumentária:


E deixares de tirar fotografias e limpares o espelho?

Na semana passada eram as minhas mãos de gigante e agora são as minhas pernas que parecem de meio-metro... Já tirava era um curso de fotografia. Ou então sou mesmo assim e por isso não quero mostrar a minha cara. Vocês decidem.

A minha cama por fazer também quis dizer olá.

Agora que já todos sabem que desleixei as minhas tarefas domésticas durante todo o fim-de-semana, podemos passar ao que interessa.

No meu treino de sábado, corri 11km em 1h15. Queria manter o ritmo bem baixinho e correr até quando aguentasse. Provavelmente teria aguentado pelo menos mais um ou dois quilómetros, mas na maioria dos treinos de mais de uma hora a minha luta mental é muito grande, custa-me imenso continuar, mais por aborrecimento do que por outra coisa. Ontem nem sequer foi o caso, uma vez que passei bastante tempo a pensar em tudo o que tinha para fazer, o que me manteve distraída, mas também não quis continuar exactamente por já estar a stressar com a falta de tempo. Uma faca de dois gumes.

Estou muito interessada em tentar uma prova de 15km, mas tenho medo de dar um passo maior do que a perna, literalmente. Acho que tenho bases, mas não sei se seria melhor tentar primeiro baixar da 1h aos 10km, trabalhar na minha velocidade e depois arriscar, ou se, por outro lado, é melhor trabalhar a resistência, ir acrescentando 1km por semana ao treino e ir fazer os 15km, mesmo que demore o mesmo tempo que muitas pessoas levam a completar uma meia-maratona.
Como seria a primeira vez nessa distância, o objectivo seria mesmo terminar, de preferência sem parar, mas também não quero sair de lá a sentir que fui atropelada por um camião (lembrem-se de que sou muito piegas). O que acham? Alguém mais entendido que me possa dar uma sugestão? Tento primeiro aumentar a minha velocidade? Ou, pelo contrário, treinar maiores distâncias sem me preocupar com o tempo?

Adiante, como acho que também faz bem variar e incluir outro tipo de exercícios na rotina, hoje fiz mais uma série de flexões. Estou neste momento no final da 5ª semana e ainda não amo flexões, aliás, começam seriamente a desagradar-me, mas sobre isso depois escrevo um outro post. Também dediquei 20 minutos inteirinhos a alongamentos. E, tan tan tan tan, amanhã ao fim da tarde acho que vou dar uso à minha bicicleta! Acho. Vamos a ver. Mas dá-me dó vê-la a ganhar pó e as minhas pernas bem que agradecem a mudança. Depois mantenho-vos ao corrente.

Ontem fiz também um lanche/sobremesa que já não fazia desde os tempos de estudante. É fácil, rápido, doce e saudável.

1º - Descasquem 2 ou 3 maçãs (uma é pouco) e cortem-nas em cubinhos.


2º Polvilhem com canela q.b. e levem 3/4 minutos ao microondas.


E já está!

Na foto usei duas maçãs. Como podem ver, ao aquecer elas diminuem um pouco de tamanho, por isso uma maçã seria muito pouco. Quem for mais guloso pode juntar também uma colher de chá de açúcar antes de ir ao microondas, mas, a não ser que as manhãs sejam muito farinhentas, eu acho que não é necessário, o sumo da maçã com a canela já dá um sabor docinho.

E, desta forma, podem voltar para o computador com um lanchinho saudável, em vez de irem atacar a caixa de gomas pela 6ª vez seguida (mas ainda duram!!).


Agora vou ver o que andaram a fazer durante o vosso fim-de-semana, certamente mais entusiasmante do que o meu e, desta forma, viver as festividades de Carnaval através de vocês.


Uma última pergunta:
- Quando correm ou fazem exercício físico ao ar livre, costumam usar óculos de sol?
- Têm óculos próprios ou vão com os Dior / Prada / Ray Ban / Chinês do costume?

(Ok, foram duas perguntas)

Quando está sol custa-me sair sem os óculos, porque os meus olhos são muito sensíveis à luz e semicerrar os olhos faz rugas, mas depois não gosto nada de estar sempre a puxá-los para cima, porque escorregam com o suor, já para não falar quando começam a ficar embaciados... Se calhar isto resolvia-se se tivesse uns óculos de sol mais adequados à prática desportiva, mas não tenho.

16 de fevereiro de 2012

Assinalar o erro

Na última corrida em que participei, assisti a uma situação que, não sendo fora do comum, achei, no mínimo, fora de contexto. E, como gostaram tanto dos meus dotes artísticos da outra vez (vou assumir que sim, não me contradigam sff...), resolvi fazer mais um desenho para entrarem no ambiente. É praticamente como se estivessem lá, ora vejam:


para ver maior clicar no desenho


Eu sei que está *tão bem feito* que quase nem é preciso contextualizar, mas eu vou dar uma ajuda: está aqui representada a parte da Meta, ou seja, aquele momento em que os atletas cortam a linha de chegada e entram no chamado "garrafão", por ordem de chegada, e onde, ao sair, às vezes há controlo dos dorsais e há também voluntários a distribuir as ofertas (t-shirts, água, etc.).

Para quem não está familiarizado com o modus operandi das provas, passo a explicar que, às  vezes, há congestionamento nestes garrafões e somos obrigados a parar entre pessoas igualmente suadas e de respiração acelerada, o que já de si é sufocante mas, desta vez, houve um bónus. Se não repararam voltem à imagem acima, eu espero.


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Já viram onde está o Wally erro?


Só mais uma pequena dica:



Está um homem a fumar encostado às grades do garrafão e a mandar o fumo para as pessoas que acabaram de correr 10km!

Que.má.onda.

Tudo bem que é ao ar livre, e eu nem sequer sou daquelas pessoas todas anti-tabaco e cruzes-canhoto, que saem à rua com um crucifixo e alhos à volta do pescoço para afugentar os fumadores (é para isso que servem, não é?), mas achei um bocado falta de chá, para usar as palavras de uma amiga minha, o homem fazer questão de partilhar o seu monóxido de carbono logo na primeira fila, à patrão.

Tipo, não me importo que fumes, meu, mas quando estás a fumar numa esplanada eu também não vou para ao pé de ti e ponho-me a correr à volta da tua mesa a mandar-te com gotas do meu suor... Respect!

Este é o elemento que não pertence ao grupo.

Vai fumar, mas longe.