31 de maio de 2012

A dor

Apesar do abafo que estava hoje, saí por volta das 18h para tentar correr um bocadinho, sobretudo para ver como me sentia do pé. Claro que não foi assim tão boa ideia, primeiro porque, se lêem o blogue há mais de duas semanas, já sabem que a minha máquina não funciona bem com o calor. E ao dizer "não funciona bem" já estou a ser optimista, porque a verdade é que é semelhante a um bloco de manteiga a tentar deslocar-se ao sol (se um bloco de manteiga andasse, entenda-se).
Provavelmente, penso agora que foi a razão de me ter sentido mal nas Lezírias, em que também esteve um dia de calor. Sinto-me como se estivesse a correr pela primeira vez, em que ao fim de 1km temos de parar para caminhar. É desgastante e vou ter de encontrar uma forma de lidar com isso (tentar correr nessas horas e ir aumentando gradualmente a distância? Alguma sugestão?).

Mas não é isso que me preocupa de momento. Lembram-se da dor que referi no post de ontem?




Quando há uns anos tive a lesão no peito dos pés (terá decerto um nome "técnico", mas não me recordo), que começou pela dor no pé esquerdo e, dois dias depois, atingiu também o direito, porque ao evitar apoiar o peso do corpo no pé dorido acabei por sobrecarregar o outro, fiz uma série de exames: raio-x, para ver se não tinha nenhuma fractura por sobrecarga, ecografias às partes moles, etc... mas a "terapêutica" consistiu apenas em aplicação de Voltaren, gelo e muito descanso, porque durante uma semana nem suportava apoiar os pés no chão e cheguei a ter de recorrer a umas muletas improvisadas, ainda antes de regressar a Portugal.
Como a dor eventualmente passou, nunca pensei mais nisso e nunca consultei nenhum especialista.

Sei que resultou de uma inconsciência na altura, em que me forcei a caminhar dias seguidos, com peso excessivo às costas, apenas porque não quis parar às primeiras dores. Foi mesmo muito doloroso e cheguei a temer uma lesão grave nos tendões.

Nas caminhadas seguintes, como já sabia ao que ia, fui muito mais cuidadosa e preparada e, apesar de uma ou duas bolhas, nunca mais senti nenhuma dor (curiosamente, na primeira caminhada nem uma única bolha tive).

Mas na terça-feira à noite parece que revivi todos esses momentos dolorosos, quando a familiar dor a flectir o pé se manifestou. Fui fazer um test-running hoje e durante os poucos minutos que durou a corrida sentia que alguma coisa não estava bem, apesar de, durante todo o "treino" não me ter doído. No entanto, a caminhar de regresso a casa, lá estava ela: mais suave, quase uma ligeira dormência, mas exactamente no mesmo local de há tantos anos.

E agora sei que vou ter de abrandar (nem me atrevo a escrever "parar"), porque não quero voltar à mesma situação. Mas é difícil aceitar isto, porque tenho sido muito cuidadosa. Sei que estou a prolongar a vida dos meus Asics mais do que seria aconselhável (que tenho usado a par dos Nike) e que já não me dão o controlo e suporte desejados, mas também não tenho abusado na frequência (3 dias por semana), nem na intensidade dos treinos (até ando um bocadinho preguiçosa).
E tenho uma corrida este fim-de-semana que eu sei que não vou conseguir deixar de ir. A não ser que (bate na madeira) a dor se intensifique. Como é uma prova praticamente na zona onde habitualmente faço os meus treinos, vou mentalizar-me para a correr como se de um treino se tratásse, indo muito mais devagar do que gostaria (o que, se estiver calor, será a habitual velocidade manteiga a derreter). Até lá vou descansar, pôr gelo e rezar. Alguém sabe qual é o santo da especialidade a quem me devo dirigir? Não quero deixar nada ao acaso.

Estou a tentar ser positiva em relação a isto, mas confesso que estou preocupada.
 
 
 
PS: A minha história da grande caminhada no Hadrian's Wall Path fica para amanhã, já que merece ser contada com um outro ânimo, com que não estou de momento.

Até amanhã.

30 de maio de 2012

Correr de manhã e um déjà vu

De manhã acordei ao primeiro toque do alarme, levantei-me num pulo, sorridente e de bom-humor, disposta a começar o dia com uma corrida energética. -> As coisas podem, ou não, ter-se passado desta forma, deixo ao vosso critério.


Comi a habitual torrada, bebi um café e saí para uma rua que já estava bastante agitada, uma vez que hoje ia trabalhar mais tarde do que o normal e por isso também dormi mais um bocadinho. Fiquei admirada por ver bastantes pessoas a correr, a uma hora em que já começa a ficar calor e durante um dia de semana. Pouco a pouco, os corredores estão a invadir a cidade, tenham cuidado (ou juntem-se a nós)!
Corri os 8 km "rápidos" e cheguei à conclusão de que prefiro as corridas do fim-de-semana, porque, apesar de maiores, são feitas a um ritmo mais lento (ahah).

Cheguei a casa, fiz o meu copo de leite com chocolate e comi uma banana, antes de ir tomar banho e preparar-me para sair.


Treino de hoje:
Corrida
- De manhã
- Sol, vento fraco
- Distância: 8km
- Ritmo rápido
- Calorias: 501
+
Sessão de alongamentos


Fico contente quando consigo correr de manhã, porque sinto que o meu dia é muito mais produtivo depois. Além disso, posso desejar um "bom-dia" energético e sorridente aos colegas que se arrastam de café na mão e contar-lhes tudo sobre o meu treino matinal. Eles ADORAM.

:)

Assim sendo, vou fazer um esforço para isto se repetir mais vezes. Juntem-se a mim.



Porque é melhor correr de manhã:

- Não há desculpas. "Não tenho tempo", "estou cansado", tenho de estar com a família/amigos"... Se te deitares mais cedo, podes acordar antes de toda a gente e ir correr com tempo e antes das obrigações familiares e/ou laborais do dia.

- Por conseguinte, se "despachares" a corrida logo de manhã, ficas com os finais de tarde livres para outras ocupações e não vais sentir-te culpado por chegares tarde a casa e já não teres tempo de treinar.

- Começas o dia com energia e activas desde logo o metabolismo, o que te vai manter bem-disposto o resto do dia.

- Contribui para a tua perda de peso. Como activas o metabolismo cedo, este fica  mais elevado e queimas mais gordura.

- Não apanhas tanto trânsito na rua.

- Não há tanta poluição no ar.

- E, para quem entra em competições, a maioria das corridas são de manhã, pelo que se não estás habituado a tua performance pode ser afectada.



Claro que tudo isto é muito bonito... mas e a tentação dos lençóis confortáveis? Se não és uma pessoa madrugadora por natureza (eu não sou, mas gostava), eis algumas dicas para facilitar a transição:

1. Tenta deitar-te mais cedo. Básico. Nem sempre é fácil, mas eu, por exemplo, tenho noção de que não me deito mais cedo por falta de hábito e fico a fazer coisas até às tantas quando podia fazê-las de manhã, se acordasse mais cedo.

2. Prepara o que vais usar de véspera, para não perderes tempo de manhã à procura ou, pior ainda, começares a manhã irritado porque não encontras os teus calções e depois descobrires que estão para lavar... Aprende com os meus erros.

3. Não carregues em "Adiar" quando tocar o despertador. Se carregares uma vez vais carregar duas, três... Melhor ainda, coloca-o fora do teu alcance, para seres obrigado a levantar-te para o desligar. Ou...

4. Usa mais do que um despertador, com mais ou menos 1 minuto de intervalo. Desta forma, mesmo que desligues um e fiques na ronha, toca logo outro a seguir. O meu irmão costuma usar esta técnica para acordar, porque tem medo de que um despertador não seja suficiente (ele dorme como uma pedra!). Claro que, se recorreres a esta táctica, convém dormires sozinho... a não ser que queiras passar a dormir sozinho muito em breve!

5 - Segue um plano de treinos. Se tiveres uma prova ou um objectivo, é mais fácil manteres a motivação necessária, por não quereres falhar contigo próprio.

6 - Planeia a corrida na noite anterior. O percurso, a distância, o tempo que pretendes fazer. Assim não só te inspiras como te asseguras de que tens tempo suficiente para não chegares atrasado ao trabalho.

7 - Arranja um companheiro para os teus treinos matinais. Não só é mais divertido como também vai ser mais difícil falhares o treino, por não quereres deixar alguém à tua espera.

8 - E, por último, não penses muito nisso. Acorda, veste-te e sai. Aproveita o teu cérebro semi-adormecido para tornares a corrida matinal uma rotina, como penteares-te ou lavares os dentes.


Sobretudo, é importante sermos realistas e aceitar que, de início, custa mesmo muito e as mudanças podem não se dar de um dia para o outro. Nem sempre vai ser: "Acordar às 06h da manhã para fazer exercício! Yay, que energia e felicidade!"... Mas se outras pessoas conseguem, porque não tu? (E eu).




E agora uma pequena referência ao meu "déjá vu".

Ontem, antes de deitar-me, fui buscar o escadote para tirar uma coisa de um armário mais alto (é nestas alturas que faz falta um hóme em casa). Quando estava a descer, coloquei mal o pé e senti uma dor que já não sentia há muitos anos mas que me transportou logo a uma certa época e situação: uma das minhas caminhadas longas que já tinha mencionado aqui, o Hadrian´s Wall Path. Amanhã conto essa experiência, para ficarem a conhecer o que foi uma das minhas experiências mais incríveis mas que também acabou por me provocar uma lesão nada agradável (totalmente minha culpa)...

E foi essa dor que senti ontem, ao colocar mal o pé no escadote, e novamente hoje de manhã, ao descer as escadas. Decidi logo que se a sentisse durante a corrida iria parar de imediato, porque não queria tornar a passar pelo mesmo. No entanto, não sei se por ter o pé quente, durante a corrida não senti nada. Tornei a sentir outra picada quando subi as escadas, de regresso.

Amanhã faço uma corrida leve, para ver como me sinto, é que, não é por nada, mas tenho uma corrida este fim-de-semana e não me dava muito jeito qualquer dor adicional que seja.
Pé, põe-te fino!

A dor é sensivelmente aqui.

Volto amanhã para uma história emocionante e o actual ponto da situação.

Boa noite!

29 de maio de 2012

Sporty Summer Wishlist

Hoje foi mesmo um daqueles dias em que sabemos que o corpo está a fazer ronha e que temos de ser mais fortes, mas não consegui. Ainda estou um pouco dorida do "Bootcamp", mas sentia-me capaz de correr os 8 km marcados. No entanto, desceu o espírito do Vitinho sobre mim e adormeci no sofá depois de ter dito a mim mesma que me ia encostar apenas 5 minutinhos para descansar a vista... -> Grande erro, não se enganem a vós próprios, nunca são apenas 5 minutos.
Já não me lembrava da última vez que isso aconteceu, portanto é sinal de que ando mesmo cansada e não insisti. Amanhã antes do trabalho vou ver se começo o dia a dominar essa distância.

Adiante, aqui ficam três coisas (para fazer desporto, claro) em que ando de olho agora que vem aí a época quente:


1) Óculos de sol desportivos


 



Vários modelos daqui.

Eu já tenho óculos de sol "normais", mas não consigo correr com eles ou porque são muitos pesados e escorregam com o suor ou embaciam.
Já vi alguns modelos a preços acessíveis em lojas de desporto, mas geralmente não fico muito entusiasmada com a estética. Os acima representados são a prova de que existem óculos de sol de desporto com estilo mas, obviamente, têm preços proibitivos (pelo menos para mim).
A minha busca continua.


2) Calções

Daqui.


Tenho vários pares de capris/corsários, mas calções nem por isso. Tenho aqueles que já vos tinha mostrado e outros mais antigos, que já estão a ficar gastos. É difícil comprar calções destes, porque a maioria tem tendência a subir pernas acima quando corremos, ficando enrolados como uma fralda, o que é um espectáculo que gostaria de evitar. Tem de se ter em conta o ajuste e o tecido, por isso nada de comprarem sem experimentar.


3) Top


Daqui.


Não é bem este o género que procuro, mas não consegui encontrar o que queria para vos mostrar. Gosto muito da linha antiga da Adidas (não tanto da moderna) e costumo encontrar boas promoções no refugo da loja do Freeport. Já alguma vez lá foram? Nem sempre vale a pena a visita (se não tiverem muito dinheiro para gastar), mas de vez em quando encontram-se muito boas promoções. Uma vez, por ser casaco de exposição, ou seja, por ter estado no manequim da loja, comprei o meu melhor casaco/sweatshirt da Adidas por €5! E estava novo (a não ser que se importem de ficar com a roupa usada de um boneco de montra, o que não é o meu caso).

E por enquanto é isto. Alguma coisa em que estejam de olho para o Verão?

PS: Ah, e já agora, um soutien de desporto que dê o suporte desejado para os balanços da corrida mas sem achatar as mamas, obrigada. É que é mais complicado de encontrar do que parece (mas isso já é matéria para um outro post...), alguém tem sugestões?


28 de maio de 2012

Piquenique e o meu 1º "Bootcamp"


Este foi um fim-de-semana bem preenchido e cheio de bons momentos com amigos e família. Embora também tenha sido pródigo em comida saudável, menos saudável e assim-assim, hoje já voltei ao exercício, mas já lá vamos.


Como já tinha dito, no sábado à noite tive o jantar de despedida de um amigo que vai trabalhar para o estrangeiro. O jantar teve como música ambiente o festival RiR, generosamente patrocinado pela Sic Radical. Tínhamos comida calórica e cerveja Sagres, era praticamente como estar no recinto, certo?
Foi giro estarmos todos juntos a ouvir música e bandas que nos acompanharam nos tempos tortuosos da adolescência. Foi como se tivéssemos outra vez 17 anos, mas com contas para pagar e empréstimos bancários.
O ponto alto (para mim) foi a actuação dos Smashing Pumpkins, que foram A BANDA da minha adolescência. A certa altura já estava de pé em frente à televisão, com os braços no ar e a aplaudir como se estivesse presente na audiência. Para que conste, o consumo da cerveja acima citada não teve nada a ver com o caso, eu faria o mesmo se tivesse bebido água, porque quem é que nunca fez isso?

Já era tarde quando me deitei e no dia seguinte tinha de acordar cedo, para o segundo round de encher o bandulho, também conhecido por: piquenique em família. 

O piquenique foi organizado por uma tia que mora em Setúbal, por isso fomos para um parque na zona na Arrábida.




Primeira vez este ano.

Lembram-se de ter dito que a minha casa era do tamanho de uma caixa de fósforos e que não podia convidar muitos amigos para jantar ao mesmo tempo? Pois, a verdade é que menti. Esta é a minha casa:

A verdade foi reposta.


Compreendam que apenas menti por não querer dar nas vistas. Espero que me perdoem e continuem a visitar o meu blogue.
;)


Quanto à comidinha, deixo que as fotos falem por si.

















 Menu 1: opção saudável (ignorar o enchido)



Dentro da caixa que enganadoramente diz "Baunilha"(!) estava o Menu 2: costeletas e entrecosto.

Não sei porque não tenho uma foto melhor do Menu 2 para vos apresentar, mas suspeito que seja porque estava demasiado entretida a comê-lo.

"Mines" e chouriço é a dieta da moda.

Só para mostrar que também tínhamos SALADA.


Não incluída nas fotos, a sobremesa consistiu em barrigadas de melancia, melão e meloa. À escolha ou os três. Tentem imaginar.

Apesar de não estar a família completa (porque alguns moram longe e outros não puderam estar presentes), ainda estivemos 35 pessoas e foi uma tarde bem passada.

E depois, para terminar activamente, tive o meu primeiro Bootcamp!

Eu chamo "bootcamp" à falta de uma palavra melhor, embora não o seja na verdadeira acepção da palavra. Tratou-se basicamente de uma aula de fitness ao ar livre.
Soube através de um amigo comum que uma PT ia fazer uma aula aberta para amigos na Quinta das Conchas. Embora nunca tivesse estado nessa zona, já tinha ouvido dizer que era agradável e fiquei positivamente surpreendida. Aqui fica uma foto do local, para quem não conhece (não levei a minha máquina):

Imagem daqui.

Havia por lá imensa gente a correr e a fazer exercício. O ponto de encontro foi perto de uma esplanada e, depois das apresentações feitas, lá começámos, dispostos num enorme círculo pelo relvado.
Primeiro, fizemos uns alongamentos, seguidos de 5 minutos de corrida de aquecimento (cada um ia ao seu ritmo). Depois, fizemos repetições de séries, que incluíam agachamentos, flexões e abdominais. Fizemos também exercícios a pares, com recurso a uma toalha (que foi pedido que levássemos).
Para terminar, uma corrida de 10 minutos com mais intensidade (novamente, cada um ao seu ritmo), concluindo com uma sessão de alongamentos.



Fiquei contente por constatar que não estou assim tão em baixo de forma e até consegui acompanhar a PT e os homes durante a corrida final (foram só 10min, mas ainda assim...).



Gostei de ter feito exercício em grupo, para variar. Era uma coisa gira para fazermos, encontrarmo-nos uma vez por semana em hora e local a definir e cada um partilhava os seus exercícios de "especialidade" com o grupo. Aliava-se o convívio ao exercício físico! Pensem nisso com carinho.


- Que fizeram nos vosso fim-de-semana?
- Têm uma família grande ou pequena? Costumam juntar-se?
- Se pudessem ser personal trainers durante um dia, que exercícios gostariam de ensinar?

(Hoje estou muito cusca).

Boa semana!

26 de maio de 2012

14km e o encontro de peregrinos

Hoje saí de casa de madrugada (já eram 8h30, mas ficou a intenção) de forma a correr uns amigáveis 14 km ainda durante a fresca e recuperar o meu amor pela corrida recentemente tremido.


Se em vez de uma gazela fores uma preguiça... you had better start praying!


Tornei a manter um ritmo confortável, pelo menos nos primeiros quilómetros. Acelerei um pouco no final (uns segundinhos por quilómetro, nada de loucuras), pesavam-me as pernas mas terminei sem vontade de morrer. Pode dizer-se que foi um bom treino e uma relação amorosa reconquistada - uma maneira nada má de iniciar o fim-de-semana!

Treino de hoje:
- Manhã
- Condições climatéricas: sol, ameno
- Distância: 14 km
- Ritmo confortável
- Calorias: 820 (-> ena ena!)

Na corrida matinal de sábado não costumo levar música, apesar de correr durante mais de uma hora. Parece que não me aborreço tanto como durante a semana, se calhar porque acabei de acordar e os pensamentos ainda estão fresquinhos, distraio-me bastante com os meus argumentos mentais. Hoje, mais ou menos a metade do treino, avistei alguém com um bastão, uma mochila enorme às costas e uma vieira pendurada. Isso só podia significar uma coisa: estava a fazer o Caminho de Santiago! Acelerei um pouco para ir meter conversa, porque gosto sempre de falar com outros peregrinos. Era um senhor já de certa idade, que começou hoje a 1ª etapa e vai fazer os cerca de 600 km até Santiago. Contei-lhe a minha experiência de 2010 (na medida do possível e que a minha respiração permitia) e que estava a pensar fazer o Caminho Francês. Ele contou-me que também já tinha feito esse, mas que, em 2010, tinha feito a partir de Sevilha, que são cerca de 1000km até Santiago! A pé! Não admira que estivesse tão descontraído com os "apenas" 600km do Caminho Português. Desejei-lhe o habitual "Buen camino" e segui, com energia renovada.

Fico sempre contente por encontrar peregrinos de Santiago, que por Lisboa ainda não se vêem muito (no Porto deve ser habitual), porque só quem já fez entende como é uma experiência única. Já mais alguém fez? Contem-me tudo.


Ontem já não tive tempo de passar por cá, primeiro, porque era Bike Friday e tive de manter a tradição.

O que acham da minha postura estilosa e NADA rígida?

A intersecção com a estrada ficava a cerca de 200 metros, portanto eu já estava a travar, porque é isso que os ciclistas profissionais fazem.

Desta vez não controlei a distância nem as bpm, mas andei durante cerca de 1h30, com algumas paragens pelo meio.


Depois, porque tinha um jantar cá em casa e tive de pôr as mãos nos tachos.



Como a minha casa é do tamanho de uma caixa de fósforos, é sempre uma chatice quando tenho mais do que duas pessoas para jantar, mas ao menos ficamos aconchegadinhos.



E ainda tiveram direito a uma entrada de guacamole, porque estava inspirada.

Nas fotos ficou com uma cor esquisita, mas estava bom, juro.

Eu tenho de passar o meu guacamole com a batedeira, porque como não gosto de cebola, se trincar um bocadinho que seja fico com reflexos de vómito, e assim tudo triturado nem dou por ela, porque os restantes sabores disfarçam.  Mas para a próxima bato o abacate primeiro com a cebola e só depois junto o tomate picado e misturo.

Gostam de guacamole? É um molho bom e saudável, já que não leva gordura nenhuma (excepto a do abacate). O mesmo não se pode dizer dos nachos que escolhi para acompanhar...



E agora que já fiz o resumo das últimas horas vou almoçar. Este fim-de-semana vai ser em grande, porque tenho hoje o jantar de despedida de um amigo que vai trabalhar para a Argélia e amanhã tenho um piquenique com a família alargada, o que é sempre uma animação porque somos mesmo muitos. Espero que as 820 calorias dispendidas hoje me dêem algum espaço de manobra... ;)

Bom fim-de-semana!



24 de maio de 2012

Barriga cheia


Obrigada pela força e sugestões de ontem. Li todas com carinho, sobretudo as que me disseram que era terapêutico encher-me de chocolate. Não por estas palavras, mas eu sei ler nas entrelinhas.



Tenho tendência a fazer um drama, mas também sou rápida a superá-los. É engraçado como é muito mais fácil uma pessoa deixar-se abater pelo negativo do que focar-se no que já atingiu. Afinal, uma pessoa tem sempre tanto medo de falhar, mas eu já falhei tantas vezes EM GRANDE (estilo) na vida, e acabou por não ser nada de especial. Custa um bocadinho na altura, mas a vida continua. Mais falhanços virão, mais corridas da treta se seguirão, mas vou fazer as pazes com a vida e a corrida este sábado, no meu treino longo (o objectivo é fazer as pazes, vamos a ver...).

Entretanto, só para não se ficar a rir, hoje troquei a corrida pela bicicleta. Toma lá que é para a próxima seres mais meiguinha para mim.


Como não tinha companhia não fui para longe nem andei muito tempo, mas serviu o propósito. O propósito era a corrida não se ficar a rir, entendam...


Ontem, para além de uns quadradinhos disto:



Comi quilos disto:


E disto:



A minha barriga estava prestes a rebentar, mas fiquei logo bem-disposta. Além disso, hoje de manhã várias pessoas se levantaram para me ceder o lugar nos transportes públicos, o que até acabou por ser bom em hora de ponta. (Não se preocupem, entretanto já voltou ao tamanho habitual).



Quando estão em baixo vingam-se na comida ou no exercício? Eu, como podem ver, vingo-me nos dois. Já que é para falhar, que falhe EM GRANDE (estilo).



23 de maio de 2012

I am made of sport

Já viram a campanha de vídeos inspiracionais da Asics?

Apresento-vos o meu futuro companheiro de corridas.



Emmanuel Gault, francês, corredor de trail e vencedor 2011 do percurso CCC do Ultra Trail do Monte Branco.

Eu sei o que estão a pensar... Como é que ELE vai conseguir acompanhar o MEU ritmo? Não se preocupem, já tenho tudo pensado. Apesar do meu francês estar enferrujado, já pratiquei algumas frases motivadoras para não o deixar desanimar. Até agora, o que acham de: "Allez, vite!"? (Ainda é um trabalho em progresso...).




Tudo isto para ver se me motivo face ao meu PIOR treino DE SEMPRE! (Exagerada, eu?)

Claro que dois treinos seguidos a correr muito bem já estava a ver que era muita sorte...
Hoje saí mais cedo do que o normal, por volta das 17h, porque tinha um jantar e queria despachar o treino antes. Seriam "apenas" 8 km, mas às primeiras passadas vi logo que não ia correr bem... Fiquei logo com a respiração alterada e não havia maneira de correr mais depressa. Deixei logo de lado a ideia dos 8 km "rápidos" que tinha programados, mas pensei que, mesmo devagarinho, faria os quilómetros estipulados, desse lá por onde desse. Ao fim de 3 km já sentia o calor a afectar-me e não conseguia estabilizar o ritmo. Fiz uma pausa demorada para beber água, a ver se me recompunha, mas hoje o meu corpo estava contra mim e a mente não quis colaborar. Ao fim de 5 km desisti e voltei para trás, de regresso a casa. Fiz a restante distância até ao meu prédio metade a andar metade a correr e foi só mesmo por teimosia, porque me sentia de rastos.

Mas que raio, ao fim de praticamente 6 meses a correr de forma consistente, este tipo de situações já não devia acontecer! É desmoralizante. Além disso, como é que o calor me afecta tanto? E nem sequer estamos no Verão. Como vão ser as minhas provas de Junho?! Podem passar das 10h da manhã para as 10h da noite, sff? E se eu pedir com muito jeitinho?...

Penso que nem se trata de nada de especial a nível fisico, porque fiz testes de esforço há cerca de um ano, e até já falei com  meu médico sobre a minha tensão baixa e fraca resistência ao calor...  De rastos ao fim de 5km?? Depois de tudo? Enfim... É uma treta e fico logo a questionar as minhas capacidades de evolução.



Oh, obrigada Ryan, muito simpático da tua parte!


(É bom saber que ao menos o meu sentido de humor cromo se mantém intacto, ao contrário da minha auto-confiança desportiva despedaçada...)

Treino de hoje:
- De tarde
- Calor (para mim)
- Distância:  7,4 km muito arrastados... (<- Emmanuel Gault, põe-te a pau com a concorrência...)
- Ritmo lento e desconfortável

"I am made of sport"... Sim, está bem...


Por favor, falem-me dos vossos piores treinos de sempre e sejam convincentes, para eu me sentir melhor! Não posso ser a única... pois não?

Mais: não tendo o Ryan Gosling à disposição, qual acham a melhor forma de me animar? Chocolate ou gomas? Um mix dos dois?



22 de maio de 2012

3 acessórios de hidratação

Hoje post pequenino, porque cheguei há pouco a casa e não houve tempo para exercício nem para nada. Talvez faça uns abdominais no sofá daqui a pouco. Talvez...





Perguntaram-me como costumo fazer para beber água durante os treinos, se levo alguma garrafa comigo ou bebo apenas quando chego a casa. Regra geral, não preciso de levar água comigo porque o percurso por onde corro tem bastantes bebedouros. Se vou para uma zona diferente, levo uma garrafa de 33cl ou 50cl na mão. Não me incomoda correr com uma garrafa na mão, mas claro que tem o inconveniente de a água não se manter fresca durante muito tempo...
Realmente, sou uma sortuda por ter sempre bastantes sítios onde poder beber água durante a corrida, mas nem sempre isso acontece.

Três formas de transportares a água durante o exercício:

1) À cintura


Decathlon

Pessoalmente não me dá jeito, porque não gosto de correr com coisas à cintura, mas é uma boa alternativa para quem não gosta de andar com garrafas de água na mão. Tem também bolsos para guardarem as chaves ou outros pequenos objectos.


2) Às costas

Decathlon

Muito usado por ciclistas, é também utilizado por corredores de grandes distâncias, como as ultra maratonas. Claro que se só vais fazer 5 km até ali à esquina, não se justifica.


3) Na mão

  
                                 





Para quem costuma transportar as garrafas de água na mão, esta é uma forma mais confortável. Traz também uma bolsa para as chaves.
Nota: Embora pareça, este post não foi patrocinado pela Decathlon. Mas devia.





E agora a minha preferida:

Bónus) À cabeça





Estou a brincar, esta forma de hidratação é só para quem fica a assistir da bancada. A correr não dá jeito porque mesmo que corram devagarinho para não entornar, as cervejas perdem o gás com o calor e o balanço...;)



E vocês, como se hidratam durante o desporto?


21 de maio de 2012

Prendinhas da Serra e Roupa de compressão

Era este o aspecto do céu ao final da tarde.

Ali chove, aqui faz sol.

Hoje lá saí eu, mentalmente preparada para os 8 km "rápidos" do dia. Claro que foram mais difíceis do que os 12 km "confortáveis" de sábado, quanto mais não seja pela respiração alterada. A partir do km6 ainda "apanhei boleia" de um senhor, que me vinha a seguir já há algum tempo e que lá acabou por me passar. Para não dar parte de fraca, tentei ir na pegada dele (ihih). Como é óbvio, a distância foi aumentando lentamente, mas ainda me aguentei bem até à minha meta. Adeus senhor, e obrigada (próxima 4ª, à mesma hora, ok?).

Treino de hoje:

- Final da tarde
- Condições climatéricas: Chuviscos, nuvens
- Distância: 8km
- Ritmo rápido
- Calorias: 488



O meu jantar foi uma mixórdia à brás, a que vos poupo a foto, mas a sobremesa merece um destaque:

Cerejinhas, venham à mamã!

Gosto muito de cerejas, e como os meus pais foram passar o fim-de-semana à terrinha, hoje trouxeram duas caixas para a filha favorita -> o meu irmão não lê o blogue, acho, por isso estou à vontade para fazer esta afirmação.
Estavam bem bouas, como as gajas de Ermesinde (se não entendes esta referência, vai ver este vídeo já, a bem da nossa amizade).



Roupa de compressão

Depois do trabalho tinha passado pelo LIDL, porque embora não compre roupa nova há séculos e seja uma pessoa muito pouco influenciada por publicidade em geral, basta ver qualquer anúncio de promoções na área desportiva para ficar atenta. Claro que este meu fascínio tem limites, limites sobretudo monetários, por isso só me desloco aos locais se achar que as coisas estão ao alcance do meu bolso. Assim sendo, esta segunda-feira rumei ao LIDL para ver as meias e calções de compressão publicitados nesse grande jornal que dá pelo nome de Dica da Semana.

Em relação aos calções, só havia para homens, mas pareceram-me de um tecido leve e respirável. Provavelmente, a nível da compressão propriamente dita, não serão os melhores, mas pelo preço que estavam acho que vale a pena experimentarem. Já vi calções de compressão com valores acima dos €60... Mais facilmente enfiava as minhas pernas numa banheira de gelo a seguir ao exercício, do que dar esse dinheiro por uns calções de licra. Além disso, os estudos revelam que a roupa de compressão não influencia a performance, por isso, se não me vai ajudar a correr maratonas como a minha Chrissie, não vale a pena o investimento.

Já em relação às meias, razão principal porque fui, acho que, embora não influenciando a performance, ajudam de facto na recuperação muscular. Digo isto porque tenho dois pares, de uma marca barata (boas meias de compressão também são muito caras), que costumo usar a seguir aos treinos e às provas e já não sinto as pernas tão cansadas. Geralmente uso-as às segundas-feiras, quando vou trabalhar (escondidas debaixo das calças, claro) porque passo as manhãs todas de pé. Pode ser efeito placebo, aceito, mas mal também não tem feito.

Meias de compressão para mim e calções de compressão para oferecer ao meu pai.
(Mais pontos de filha favorita - sorry mano).

Tenho as meias calçadas agora e assim de início, gostei mais do tecido destas do que o das que já tenho. São mais frescas e ajustadas.



O que diz a caixa:

- Melhoram o desempenho ( <- publicidade um pouco enganosa, os estudos são inconclusivos)
- Protegem e climatizam
- Vibrações musculares reduzidas
- Circulação sanguínea ideal
- Restabelecimento rápido (isto já é capaz de ter certo fundamento)

Não costumo usar as meias para correr, porque as acho muito quentes, mas estas parecem-me ter um tecido melhor e vou experimentá-las. Para a semana faço um review.


A roupa desportiva de compressão é utilizada para:
  • Redução de dores musculares e recuperação mais rápida

Um estudo revelou que, embora não se tenham registado alterações a nível da performance, os atletas que usaram as meias de compressão reportaram menos dores musculares nas 24 horas que sucederam aos testes.
As roupas de compressão parecem também melhorar a circulação sanguínea, permitindo uma maior eficiência na remoção do sangue venoso.

  • Redução de lesões
  •  
Ao nível dos atletas de velocidade, as roupas de compressão aumentam a temperatura do corpo, permitindo um aquecimento mais rápido. Facilitam também os movimentos de flexão e extensão, podendo auxiliar os isquiotibiais, conjunto dos músculos da coxa, na fase final do sprint.


O uso de roupa de compressão é aconselhada, mesmo que apenas no(s) dia(s) que sucede(m) o treino ou a competição.




Usam ou já usaram alguma roupa de compressão? Qual é a vossa opinião?

 


20 de maio de 2012

Crónica de domingo à noite


Então, como foi o vosso fim-de-semana, portaram-se bem? O meu começou logo com a falta de vontade de me levantar cedo no sábado.

Deitei-me tarde na sexta-feira e passei a noite às voltas, a ouvir a chuva que caía. Quando o despertador tocou, poucos minutos antes das 8h, e ainda a chuviscar lá fora, a minha motivação para ir treinar era próxima de zero.


Depois, coloquei-me a questão:

Correr, claro!

Saltei da cama, comi uma torrada com um café e lá fui para os 12 km de que vos tinha falado na sexta.

A ideia era corrê-los a um ritmo confortável (pfff, 12 km e "confortável" é relativo...) e por isso fui sempre atenta, para não exceder a frequência cardíaca. A verdade é que os quilómetros foram passando e eu continuava a sentir-me muito bem. 9 km, 10 km... e parecia um passeio! Concluí os 12 km devagarinho, claro, mas com muito menos sofrimento do que estava a contar. Tirando sentir as pernas pesadas já nos últimos quilómetros, acho que poderia continuar mais um bocadinho. Não estou a dizer isto para me "exibir", até porque vocês sabem que sou sincera com as minhas dificuldades na corrida e a primeira a "chorar-me" (e depois rir-me de mim mesma) quando as coisas me correm mal... Mas o truque nas corridas longas é: controlem o vosso ritmo cardíaco.
Sei que estou a descobrir a pólvora depois da guerra, mas no sábado não passei de 65% da minha fcm (frequência cardíaca máxima) e por isso não me cansei tão rapidamente. Basicamente o oposto das corridas mais curtas e rápidas, em que ao fim dos primeiros 5 minutos se sente os pulmões a arder. Quem tiver banda cardíaca experimente.

Para a semana, em que tenho outra corrida um pouco mais longa, torno a testar este método e logo vos conto. Velocidade nunca há-de ser a minha cena, mas ultra-maratonas: aguardem-me! (ahah... está bem.)


Treino de sábado:
- De manhã
- Condições climatéricas: Chuviscos, vento moderado, sol... (houve de tudo)
- Distância: 12 km
- Ritmo confortável
- Calorias: 744


Da parte da tarde fui à exposição da World Press Photo, em Belém (terminou hoje), depois fui jantar a um chinês  onde comi como uma alarva e terminei a noite a ver este filme:


Fico sempre sem saber o que achar da maior parte destes filmes dupla Burton/Depp... Mas há coisas muito piores do que assistir ao Johnny (ainda que fantasiado) durante 2 horas, por isso não me queixo.


O dia de hoje foi calminho. Aproveitei para dormir até mais tarde (iupi!) fazer limpezas (bah...) e assistir ao final da Taça de Portugal (no comments...).


Depois, finalmente fiz o último exercício da 4ª semana, concluindo o Desafio 30 dias Bodyrock.


Desafio 30 dias Bodyrock - 4ª semana
(ver 3ª semana)
(ver 2ª semana)
(ver 1ª semana)


Esta semana já vem com algum atraso porque em Abril acabei por participar em algumas provas e estes exercícios ficaram para segundo plano. Na verdade, é porque não gosto mesmo nada de exercícios de força e repetição, pronto já disse. Mas o Desafio eram 4 semanas e eu não podia ficar-me pelas 3 porque devo ter um transtorno compulsivo qualquer que me obriga a concluir as coisas que iniciei, mesmo que sejam uma tortura. Acontece-me o mesmo com livros que não estou a gostar muito de ler, mas que tenho de acabá-los. Acho que na minha vida toda deixei uns dois livros por terminar, mas ainda hoje, sempre que me lembro disso, penso que deveria dar-lhes outra oportunidade. Internem-me já.

Mas vamos ao que interessa:

Como introdução, a instrutora anuncia a futura operação de aumento às mamas. Forma inteligente de captar a atenção.
Preparem o cronómetro e tentem fazer o maior número de repetições possíveis no tempo de 50 segundos. Exercícios "bónus" de abdominais.


Vídeo em que assistimos ao sofrimento do próprio instrutor... Não augura nada de bom. O texto conclui com uma frase verdadeira, embora confusa: "If you do what you have always done, you'll always get what you always got".
Hot Girls Sweat Workout -> somos nós, meninas! ;)
17 exercícios de repetições, 30 segundos cada um.

Não fiz. Mas fiquei a olhar para o vídeo com muita atenção durante os 7:30 de duração. Acho que deve contar alguma coisa...

... Não.

Dia 5:
Teste final.
  • Squat jumps: 35
  • Push ups: 33
  • Burpees: 13
  • High knees: 135
  • Switch lunges: 75
  • Tuck jumps: 33
  • Tricep dips: 35
  • Straight abs:  15

Houve evolução, mas se calhar não tanta como haveria se não tivesse feito uma interrupção de duas semanas. Também tenho a noção de que não me esforcei ao máximo.

Conclusão: Não sei se estas 4 semanas foram suficientes para alguma coisa, mas ao menos "obrigaram-me" a fazer exercício para além da corrida. Custa-me taaanto... Mal por mal, acho que prefiro a bicicleta.

Nota: Quem estiver interessado, no site Bodyrock estão a organizar outro desafio durante o mês de Maio. Podem aproveitar para experimentar um ou outro exercício, não precisam de se comprometer com o mês todo.


E agora vou preparar as coisas para o dia de amanhã. Os fins-de-semana estão a ficar cada vez mais pequenos ou é impressão minha?


Boa semana!



18 de maio de 2012

Bike Friday e O que comer quando se corre

Acho que vou estabelecer as Bike Friday, uma vez que esta foi a segunda sexta-feira seguida que saí para andar de bicicleta. Duas vezes é o suficiente para estabelecer uma regra, não é?

Uma foto à própria sombra prova que fui andar de bicicleta.

Tempo: 01:08:48
Calorias: 187
Bpm médio: 103

Não controlei a distância, mas devo ter feito cerca de 12km. Ou seja, demorei 1h08 a fazer 12km de bicicleta. Mais tempo do que leva muita gente a fazer a mesma distância a correr. Isto porque eu faço muitas pausas durante o passeio: para tirar fotografias, parada nos sinais, para subir e descer da bicicleta sempre que aparece um passeio mais alto no caminho (não gozem)... e travo sempre que uma descida tem mais do que 0,5% de inclinação... (não gozem II). Por isso é que também não gasto muitas calorias e a frequência cardíaca se mantém relativamente controlada (excepto nas subidas). Mas é um bom cross-training e, embora não esteja apaixonada pela bicicleta, espero ficar apaixonada pelas minhas pernas daqui a uns meses.


Ontem fiquei um pouco desiludida com o facto de dois dos meus grandes amores não se darem. (Corrida e melancia, para os mais distraídos... ou para quem não leu o post -> SHAME!)
 
 
A culpada.




No entanto, li um artigo sobre dicas alimentares para corredores. E, como eu gosto muito de listas, cá vai:

1 - Come antes. Pelo menos 30 minutos antes de saíres. É recomendada uma taxa de 3 para 1, de hidratos de carbono e proteína, respectivamente. Os hidratos fornecem energia e a proteína, bem como um pouco de gorduras, prolongam-na. Sugestões: Torrada com mel ou manteiga de amendoim, aveia, banana, granola, barrinhas energéticas.
(No meu caso, antes da corrida de fim-de-semana (regra geral, mais longa) costumo comer uma torrada, uma banana e beber um café).

2 - Ou bebe qualquer coisa. Se és daqueles que não gosta de comer de manhã, ou vais correr poucos quilómetros, basta uns goles da tua bebida de eleição. Estudos revelam que a cafeína pode dar alguma energia extra.
(Só não recomendo beber leite. Eu, pelo menos, não me dou bem com isso.)

3 - Leva guloseimas. (Yes!) Se vais correr mais do que 75 minutos, precisas de reabastecer. Desde géis, gomas (Yes a dobrar!), frutos secos, aperitivos salgados... São uma dose de hidratos sempre à mão.
(Também já vi usarem blocos de marmelada.)

4 - Hidrata-te durante. Menos de 45 minutos e água é suficiente. Para corridas de mais de uma hora leva uma bebida energética, que é importante para repor os eletrólitos.
(Basicamente, uma repetição do que já tinha falado aqui).

5 -  Corre para o frigorífico. O artigo aconselha a comeres qualquer coisa entre 30 a 60 minutos após a corrida. É a altura em que o organismo mais necessita de nutrientes de forma a reparar o tecido muscular e reequilibrar os níveis de glicogénio.

6 - Bebe chocolate. (Outra ideia que aprovo). Ao que parece, leite magro com chocolate tem a taxa ideal de hidratos de carbono e proteínas, tendo o mesmo efeito de uma bebida de recuperação, como Gatorade. Smoothies e batidos de proteínas também são uma boa opção.

7 - Atesta em hidratos. Hidratos de carbono complexos são uma boa escolha de refeição na noite antes de uma corrida longa ou um treino mais intenso. Exemplo: Pizza.

8 - Sê cauteloso. Carne, lacticínios, comidas com muita gordura e fibras antes de uma corrida podem causar distúrbios gastrointestinais.
(Suponho que têm de ter cuidado com os ingredientes que incluem na pizza acima.)

9 - Sê previsível. Não experimentes novas comidas no dia antes de uma prova. Limita-te ao que conheces e ao que resulta para ti.  Se tiveres ou quiseres mesmo comer algo diferente, ao menos opta por uma alternativa saudável.
(Nota pessoal: a melancia não é uma boa ideia.)

10 - E depois diverte-te. Depois de uma prova ou uma corrida longa, festeja com algo delicioso e pouco saudável. É a tua recompensa, sem peso na consciência!
(Aquele gelado Magnum depois da Corrida Terry Fox? Melhor comida de recuperação de sempre! Ou , pelo menos, daquela semana...)

Entre os hidratos de carbono favoritos estão:
- Massa (44%)
- Arroz (9%)
- Bagel (11%)
- Barrinhas energéticas (3%)
- Cereais (17%)
- Cerveja (16%) - assim é que se celebra!

Adaptado do artigo "Eating Tips for Runners", de Runner's World.com



Amanhã vai ser a minha primeira corrida "longa" do novo plano de treinos: 12km. Há já algum tempo que não corro 12 km seguidos. Já estou a pensar no que hei-de comer a seguir, para celebrar...;)


Quero desejar uma boa corrida a todos os que vão participar este domingo na 7ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro, "A mais bela corrida do mundo". Como diria a velhinha personagem do Herman José, o Estebes: "Força nas canetas"! You rock! (-> Esta parte já não é o Estebes que diz, sou eu).
 
 
 Bom fim-de-semana!
 
 
 

17 de maio de 2012

Correr e melancia não combinam

Hoje passei o dia todo a correr de um lado para o outro. Praticamente nem tive tempo de almoçar e sabia que, mal chegasse a casa, se não saísse logo para correr mais um bocadinho, desta feita literalmente, já não saía.

Foi um bocadinho mais do mesmo de terça-feira, excepto hoje não estar tanto calor. No entanto, tive a bela ideia de comer melancia pouco antes de sair... Ora, embora adore melancia e seja o meu fruto preferido de Verão (depois falo mais desta fruta maravilhosa, que merece um maior destaque), não é uma boa ideia comerem-na antes de sair para correr. Registem! (Mas, provavelmente, já sabiam disso. Eu tinha suspeitas, mas ela estava mesmo ali e eu sou fraca...). Andei o tempo todo com o que parecia ser uma tempestade no mar com melancia à deriva no meu estômago... Nem bebi mais água por causa disso. Lição aprendida.

Treino de hoje:
- Final da tarde
- Condições climatéricas acessíveis
- Distância: 8km
- Ritmo confortável

Cheguei a casa e ainda fiz toda a tabela de alongamentos. Soube bem.

Depois, o que também soube bem foi ter à minha espera uma bebida fresquinha que tinha preparado de manhã, seguindo a dica de me hidratar com líquidos refrescantes: um batido de morango.

A caneca a dizer sopa de tomate é só para disfarçar
(até porque eu nem gosto de sopa de tomate).

Como ficou o dia todo no frigorífico estava bastante consistente, quase que se podia comer à colherada. Nada contra, porque assim pude fingir que estava a comer um gelado.

De manhã, antes de sair de casa, como ainda não sabia o dia atarefado que me esperava, estava inocentemente calma e relaxada, pelo que ainda dediquei tempo a tirar fotos do processo de fabrico do batido que, como vão ver, é muito complicado, não tentem isto em casa.

Passo 1:

- Atirar os ingredientes para dentro da liquidificadora.

Morangos + iogurte  + leite de soja + sementes chia.*
FEITO.
Passo 2:

- Pressionar o botão de start e aguardar até completa homogeneização dos elementos.

FEITO.

Atrevam-se a tentar reproduzir tal façanha... se forem capazes!

*Não levou açúcar nenhum e nem notei falta, porque os morangos eram muito doces.


Depois, para o jantar comi o que deveria ter comido ao almoço, mas que foi apenas fazer um passeio de reconhecimento na minha lancheira.

Massa com beringela e outras coisas.

Claro que continuo com fome e já ataquei o frigorífico mais vezes do que alguém poderia admitir, até mesmo eu. Não podemos ganhar todos os dias, não é verdade?

Mas mal perdes pela demora, sua sonsa!



O que é aquilo que mais atacam em dias de stress? Chocolate não conta, porque é do conhecimento geral que chocolate é uma necessidade energética diária, sem a qual não podemos viver. (-> Comentários discordantes poderão ser eliminados sem dó nem piedade).
E se forem daquelas pessoas que dizem que com stress nem têm vontade de comer... a sério... não existem!