28 de dezembro de 2012

1 ano


Poderia estar a referir-me ao ano de 2012 que está quase a terminar, mas estou a referir-me ao tempo de vida deste blogue. Na semana passada fez um ano que comecei a escrever e a partilhar as minhas aventuras de projecto de atleta. Na altura estava a treinar para a minha primeira prova de 10km e já seguia alguns blogues para me inspirar, mas sentia a falta de ler sobre as batalhas de "maçaricos" como eu, que quase desfaleciam só para completar 4km. Queria ler sobre as dificuldades, as vitórias, aquilo em que pensavam enquanto corriam, e não apenas o resultado  numérico. Então pensei, "vou criar um blogue e acusar-me, pode ser que apareça mais algum".
Aos poucos, foram aparecendo (ou eu fui descobrindo). Alguns corriam mesmo bem e evoluíam rápido e intimidavam-me :) outros nem corriam, mas reviam-se e/ou achavam piada às inexperientes crónicas desportivas e alguma patetice. E eu conheci pessoas com interesses diferentes, mas que também tinham a sua própria maneira de lidar com o exercício físico neste universo que se quer de vida saudável.
 
Não tinha (nem tenho) grandes números para mostrar, mas palavras tenho sempre muitas, sobretudo para escrever. Fossem as palavras quilómetros e seria eu uma ultra-tetra-maratonista.
Escrevi sobre corridas boas, corridas más, corridas horríveis, corridas espectaculares. Escrevi sobre comida, música, filmes, livros, viagens. Sobretudo, tentei sempre manter uma escrita despreocupada, de quem não se leva muito a sério. Porque para mim correr só faz sentido enquanto me der prazer, mesmo que essa diversão envolva também treinos frustrantes e resultados vergonhosos. Faz parte e, aqui para nós, também torna as coisas mais interessantes.

2012 não foi um ano muito bom para mim, mas tirando em um ou outro post, em dias em que nem a mim me apetece brincar, isso passou ao lado do blogue. Porque este é um blogue (maioritariamente) de corrida, a tal parte da minha vida que só faz sentido bem-disposta, e, na corrida, o ano que está a terminar foi memorável. Corri os meus primeiros 10km, corri muitos outros 10km, corri 21km. Percorri muitos mais em treinos. No entusiasmo de quem está a começar, os recordes são batidos quase em todas as provas e, embora os números continuem longe de ser impressionantes e isso não ser, nem nunca ter sido, o mais importante, dentro da importância que lhes dou enquanto superação pessoal, quero melhorá-los.
 
2013 está aí, me aguardem! Ou melhor, eu é que vos vou aguardar a vocês... ;)



Por curiosidade, deixo aqui algumas das frases de pesquisa que trouxeram almas incautas até este blogue ao longo do último ano.

As do pódio:

Corre como uma menina - vieram parar ao sítio certo.

Motivação desporto - também há muito disso aqui.

Alongamentos corrida - nem fazem ideia da quantidade enorme de gente que pesquisa por "alongamentos para depois de correr", ou semelhante, por essa net fora. Centenas de internautas pesquisaram estas palavras e vieram logo parar aqui... Peço desculpa. De qualquer forma, o meu post sobre alongamentos é o mais lido de todos no blogue, de longe.

- Menção honrosa: Assaduras corrida - Apesar de ser uma coisa que só recentemente me incomodou com maior gravidade, parece que há muita gente com o mesmo problema.


As caricatas, ou, As Pesquisas Mais Estranhas, que trazem as pessoas até aqui:

- Massagem de relaxamento com bolas... (Há várias variantes, esta é a mais "soft"). Suspeito que quem faz esta pesquisa vem parar ao meu post que refere um tipo de massagem muscular com uma bola de ténis, ao engano... Este é um blogue sobre desporto, é o único tipo de massagens que vão encontrar por aqui.

- Sugestões de rabos - Mas que raio??  Existe algum menu que eu desconheça?

- Tony Carreira a correr - Não sabia que ele era atleta, mas acho que faz muito bem.

- Como ginasticar - Tantas opções... Mas adorei o termo "ginasticar", é pouco usado e é uma pena.

- Gomas - Gosto.

- Declaração de amor a menina do café - Não sei se fui grande ajuda, mas espero que a tenhas conquistado.


Também têm frases de pesquisa suspeitas?


E, para finalizar, o meu ano atleto-bloguístico em resumo:

A razão: Porque corro
Declaração de amor: Carta à corrida
Uma boa prova (primeira sub-1hora): Corrida Dona Estefânia
Uma má prova: Corrida das Lezírias
Dias piores: Hoje foi um dia mau
Dias melhores: E numa manhã passa-se a vida inteira
O meu objectivo mais esperado: Meia Maratona Rock'n'Roll
Uma experiência que quero repetir: Corrida do Monge - Trail


Poderia escolher muitos outros posts - apercebi-me de que, realmente, me farto de escrever! - mas por agora destaco estes.


Outro aspecto positivo de ter criado um blogue foram todas as pessoas que conheci através dele, em pessoa ou apenas virtualmente. Gosto de vos ler, de saber mais dos vossos treinos e preferências, de ler os vossos comentários e gosto de quem volta sempre e me lê "em silêncio" também. Obrigada a vocês, que vieram correr para estes lados, por acidente ou não, e foram ficando. Já somos mais de 100, é uma bela equipa.




Bom ano de 2013! Corridas felizes.

 

26 de dezembro de 2012

O rescaldo


Estou de volta, com pelo menos mais 2kg, dos quais vou ter de desfazer-me até à São Silvestre. A culpa é de toda a comida que parece surgir de todos os lados nestas altura. Uma pessoa fica em casa e sempre que olha para o lado está um chocolate, um bolo-rainha, uns sonhos (de que eu nem sequer gosto muito) a tentar-nos. Depois parece mal não comer um bocadinho de tudo a toda a hora, não quero ferir sentimentos.


Não fiquem tristes, sonhos, eu provo só um/dois/nº indefinido. 

Para me preparar para todo o enfardanço todas as festividades, já tinha corrido 15km no domingo de manhã. É bom a corrida já fazer parte da minha vida de forma natural, porque assim, durante as festas, não se torna um sacrifício por necessidade, mas algo que quero mesmo fazer.
Foi uma corrida mais ou menos, senti ao início algumas pontadas na anca, mas depois passaram. Tenho mesmo de ver isto antes de começar a treinar mais a sério para a próxima 1/2 Maratona.

Depois fiz uma viagem muito curta à minha Serra, o suficiente para passar uma bela noite de Natal em família, da qual tenho a sorte de gostar o ano todo, e por isso o dia 25 de dezembro foi uma festa.

No dia 24 de manhã, quando todos ainda dormiam, fui fazer uma caminhada com o meu pai pelos caminhos onde andei a treinar no verão. 4km sempre a subir e depois voltar. Era para ter sido uma corrida, mas o meu pai ainda não está melhor do pé e eu também não quis abusar por causa da anca. Não vimos neve (ao pé), mas estava bastante frio. Depois ponho umas fotos.

Jantámos bacalhau assado no forno e cabrito (para quem gosta) e depois fomos até ao "Madeiro", que é tradição, e que consiste numa enorme fogueira acesa no meio da praça, onde as pessoas se reúnem depois da Missa do Galo (quem vai).

A terceira melhor parte - depois da família e da comida, claro - as prendas. Não foram muitas, até porque já tinha gasto todas as poupanças do meu PPR (a brincar, não tenho nada disso. A pensar se devia...) a comprar-me o companheiro de corridas, Mr. G. Mas ainda recebi algumas coisas, entre as quais, livros. As pessoas conhecem-me bem.

Entre eles, estava o Nascidos para correr, de Christopher McDougall, que já andava há meses a dar dicas ao meu irmão para me oferecer. Depois quando acabar de o ler falo dele aqui.
 
 

Finalmente, hoje ao final da tarde, vou correr cerca de 1 hora. Não sei se vou ter tempo de fazer outro treino antes da São Silvestre, por isso este vai ser o teste. Vou correr porque preciso (quilos a maaaaaissss), mas, sobretudo, porque posso. Ver o meu pai agora assim com o pé, sem saber se vai estar em condições para participar na prova no final do ano, faz-me valorizar mais esta nossa capacidade de simplesmente calçar uns ténis e sair por aí a correr. Nem todos podem fazê-lo e mais logo, durante o treino, quando estiver a arrastar comigo todas as filhoses, doces e bolos que comi, vou lembrar-me disso.

Como foram as vossas festas? Muita comidinha? Fizeram exercício?


Boa semana! (Hoje é quarta, mas parece que estamos a começar uma nova semana, não é?)
 


21 de dezembro de 2012

Um último treino e Bom Natal

 
Isto de dizerem que o mundo acaba hoje mas depois nem se dignarem a ser mais específicos em relação à hora do acontecimento é de muito mau tom. Assim uma pessoa nem se consegue organizar. Só por causa disso já fiz o meu último treino ontem e hoje não trabalho (com a quantidade de coisas urgentes de "última hora" que apareceram ontem para fazer, dir-se-ia que o mundo ia mesmo acabar. Mas como acontece sempre o mesmo que tiro férias - suspeito que fazem de propósito - não conto muito com isso.)
 
Mas caso ainda não tenham feito a vossa corrida de despedida, fica aqui a sugestão musical de hoje: R.E.M - It's The End of The World As We Know It (and I feel fiiiine).


Como estava a dizer, ontem fui treinar. Encontrei-me com o meu pai e fomos fazer parte do percurso da S. Silvestre dos Olivais - que, já agora, é um bom treino de rampas médias - mas cortámos a parte da Gare do Oriente devido à confusão do trânsito e sinais. Acabámos por fazer 6,8km (se estivesse sozinha teria continuado às voltinhas só para terminar com 7km certos, eu sou assim) e fiquei um bocado preocupada porque a dor no pé do meu pai continua igual.
Espero que melhore a tempo da prova, porque o ano passado esta foi a minha primeira corrida de 10km de sempre, e o meu pai foi comigo. Gostava muito de a tornar a fazer na companhia dele, nem que para isso tenha de ir mais devagar e esperar (o que seria inédito), coisa que ele já fez por mim muitas vezes.


Dados do Mr. G. (que se portou muito bem, respeitinho):

- 6,8km
- 45:47.01
- 06:44min/km (com as médias de cada km mais inconstantes de sempre)
- 431 calorias



Como já não devo dar novidades antes do Natal, desejo-vos corridas felizes, ritmo veloz, batimentos cardíacos controlados, músculos e articulações saudáveis e um novo recorde pessoal a estrear! Tudo isto na companhia de quem mais vos apoia, vos empurra se for preciso, e está sempre à vossa espera no final de cada meta.
 
 
Este ano já não vou a tempo, mas para o Natal pós-apocalíptico de 2013 vou decorar a minha árvore assim:


Runner's World
 
Desta forma as minhas medalhas ficam em destaque e posso contar a história de.cada.uma. As minhas visitas vão adorar.
 
Feliz Natal!
 

19 de dezembro de 2012

Madrugadas enevoadas

 
 Primeiro jantar (buffet) de Natal: despachado.


Eu não sou pessoa de descriminar comida
e tudo convive pacificamente no meu prato.
Venha o próximo (amanhã).

Depois seguiu-se uma noite de cinema. Sim, eu fui à sessão da meia-noite a um dia de semana, nem me digam nada... O filme demorou quase 3 horas e ainda teve intervalo. Por essa razão, a minha opinião em relação ao filme pode ter sido afectada, mas aqui vai (podem ler à vontade, não tem spoilers):
Quando soube que o Peter Jackson ia realizar O Hobbit em três filmes pensei: "Para quê?". O livro (que é só um e nem é assim tão grande) não tem história suficiente para três partes, não é como O Senhor dos Anéis. E depois fui ver o filme e... continuo a achar o mesmo. Na primeira parte do filme achei mesmo que era um enorme "encher de chouriços", mas depois já lá para meio as coisas começam a compor-se.  Acho que o realizador optou, para justificar a divisão em três, por ir dando ênfase às pequenas batalhas até finalmente (em 2014) se chegar à demanda final com o dragão. Uma das partes que mais gostei, e das mais importantes para toda esta história tolkiana, foi a que envolve a descoberta do anel por parte do Bilbo, numa interacção divertida com a minha personagem favorita, o(s) Sméagol/Gollum.
Eu sou suspeita, porque basta um filme ter fantasia, passar-se em tempos antigos e ter aventuras e batalhas épicas que eu gosto, por isso recomendo. Mas achei diferente d'O Senhor dos Anéis, quase como se tivesse sido realizado por alguém diferente... têm de ver para perceber.


O melhor de tudo, quando saí do cinema, já de madrugada, estava um nevoeiro cerradíssimo. Eu adoro nevoeiro e então achei boa ideia pôr-me a tirar fotos (com o telemóvel, é pena) ao nevoeiro que fazia às 3h da manhã em vez de despachar-me para ir dormir. 

Um adro de uma Igreja que fica com um ar fantasmagórico
visto sob o nevoeiro de madrugada.

"Esperem só um segundo, enquanto tiro mais 346 fotos ao nevoeiro".

Escusado será dizer que, quando o despertador tocou poucas horas mais tarde, já não achei que a ideia tivesse sido tão boa.

É pena, porque perdeu-se uma bela manhã nublada de corrida, mas já não tenho idade para estas noitadas semanais e hoje estive o dia todo cheia de sono, valeu-me a máquina de café. Claro que quando cheguei a casa me apetecia tudo menos correr...

Agora em relação a corridas, já que é esse o tema principal do blogue, amanhã devo aproveitar para ir fazer o percurso da S. Silvestre dos Olivais. Não sei se terei tempo de correr no fim-de-semana (talvez sábado), por isso, em princípio, vai ser o último treino antes do Natal. Vou ter com o meu pai que, se já estiver melhor de uma lesão com que tem estado no pé, se vai juntar a mim. É um bom percurso, porque temos várias subidas e descidas, por isso não se torna aborrecido. E por falar em subidas...

Para terminar, uma questão técnica: quando fazem rampas (até me custa só de escrever a palavra), optam por inclinação média/baixa vs maior distância ou inclinação elevada vs menor distância? O que é melhor para ficar com umas coxas e glúteos resistentes que nos permitam aguentar bem, digamos, por exemplo, uma prova como o G.P. Fim da Europa?

(Eu inscrevi-me um bocadinho à maluca e agora, cada vez que subo a correr uma encosta, as minhas pernas gritam: "Não estás preparadaaaa!" E eu quero provar-lhes o contrário). Tenho pouco mais de um mês, vamos a isso.



18 de dezembro de 2012

Um bocadinho melhor


Ontem fui correr um bocadinho ao final da tarde, para ver se já me sentia melhor (e esta semana tenho alguns jantares de Natal, como já vos disse...). We Care A Lot - Faith No More, é a música que o mp3 escolhe para eu começar. Não está mal, o tum tum tum tum mantém o ritmo certinho e lento, como se quer.

Desta vez, levei também o cardiofrequencímetro. Como sugeriram, fui ler este artigo sobre a melhor forma de evitar os raspões provocados pela cinta cardíaca. Como, neste novo sistema, nem sempre pôr vaselina resulta, a namorada do DC arranjou uma forma simples e, tenho a dizer-vos, eficaz (até ver), de evitar assaduras. As mulheres têm sempre as melhores ideias, não há hipótese:

Estranhamente, este penso rápido aguentou-se bem sem descolar,
mas entretanto já troquei por outro maior.

Foi exactamente aquela zona que me raspou da outra vez e, ao que parece, dá problemas a muita gente. Ao colocar o adesivo não afectou a contagem e foi uma corrida livre de raspões.

Mas como só corri 7,5km  vou manter o benefício da dúvida, até poder testar durante mais tempo.
 
Treino de segunda-feira:

- Final da tarde
- Distância: 7,5km
- Bpm médio: 164
- Calorias: 462

 
No último 1,5km, em que já estava a fazer um "arrefecimento" até casa, passei por um homem que estava a passear um par de cães da raça Pug que tinham mini-cachecóis de Natal, com luzinhas a piscar na ponta, enrolados ao pescoço! Adorei. Este tipo de cães já é muito caricato só por si, mas com aqueles cachecóis estavam um espectáculo, faziam sorrir toda a gente que passava. Mereciam uma foto, mas tive vergonha de pedir.

Imaginem dois cães iguais a este, mas com cachecóis de Natal ao pescoço, não são lindos?
 
Imagem

Quando mudar para uma casa maior e tiver um cão, também o vou fazer passar vergonhas destas, mas o meu vai ser rafeiro.


Esta semana vai ser mais curta para mim (iupi) e para a semana devo ter um ou dois treinos agendados para a Serra, vamos a ver, já tenho saudades de corridas pelo meio da natureza.
Quando estava a ler este post do Arrumadinho, sobre o trail de Leiria, em que ele fala de como andou a subir e descer ravinas, saltar obstáculos, arrastar-se na lama e regressou ao hotel todo sujo e raspado, pensei "Uau, também quero..." (Cada maluco com a sua pancada, não gozem!). Fiquei ainda com mais vontade de participar noutro trail em breve. Trails até maiores que o do Monge. Acho que para o ano vai ser o ano! Haja disponibilidade para isso.

Quais as vossas metas para 2013?
 

Bem, hoje tenho o primeiro jantar da saga natalícia e depois vou ver O Hobbit. Um filme de quase 3 horas a meio de uma semana de trabalho... amanhã vai ser bonito.



17 de dezembro de 2012

12km que não impressionaram o Mr. G.

 
No sábado de manhã acordei na feliz expectativa de ir fazer o meu primeiro treino mais longo com o Mr. G. (Garmin). Não estava a chover, nem frio, mas também não estava muito sol: as condições ideais para que tudo fosse perfeito.

Saio de casa, respiro o ar fresco e, enquanto espero que o meu companheiro encontre satélites, ligo o mp3 e a primeira música da lista de faixas que mantenho "aleatória", para ser surpreendida, anuncia-se nos auriculares: Learn to Fly, Foo Fighters. '...Run and tell all the angels that everything's alright...' Um bom augúrio para uma linda corrida a "dois"... Ou assim pensava eu.

Não tinha um número de quilómetros definido para o treino, o céu era o limite (o céu ficava condicionado por uma questão de horário, mas pelo menos cerca de 15km queria fazer).

Custou-me começar, mas como às vezes isso me acontece e depois entro no ritmo, não liguei. Mas passou-se 1km, 2km, 3km... e continuava a arrastar-me. Cheguei aos 5km, onde está um bebedouro onde geralmente paro para beber água, e tive de fazer um bocadinho de tempo a ver as vistas. Estava cansada e transpirada, arrependida de ter levado o impermeável, e parecia que já tinha corrido uns 20km.

A ver navios. 

Voltei à carga, porque os fins-de-semana é para correr mais, mas o gás durou pouco. Aos 8km de treino já estava a parar outra vez para caminhar. Não me lembro a última vez que tive de fazer isso em treino. Estava a correr devagarinho, em terreno plano, mas estava a ser invulgarmente difícil.  Continuei por pura teimosia.

Não foi o meu treino mais lento de sempre, mas foi o pior em termos de esforço/ritmo. Cheguei aos 12km apenas porque fiz um circuito circular e quis terminar com um número redondinho (11,7km não podia ser...). O Mr. G. não ficou nada impressionado com os dados finais da corrida , mas paciência. Já que é para termos uma relação longa, é bom que veja o meu pior logo desde o início.

A minha autoestima desportiva ficou como eu, de rastos. Foi o pior treino da história de todos os treinos e nem tentem contradizer-me (a não ser que tenham uma história igualmente má e/ou gira e, nesse caso, partilhem que eu solidarizo-me!).


Só depois de almoçar, quando adormeci no sofá enrolada tipo casulo na manta, porque me sentia esgotada e com frio e depois acordei um bocado quente, é que me apercebi de que algo não estava bem. Estava com febre! Tive um ligeiro momento de satisfação em que pensei que, pelo menos, o horror da corrida matinal estava parcialmente justificado mas depois passei a tarde cheia de dores de cabeça e a vomitar e a satisfação foi-se. Liguei para a minha mãe a dizer que me sentia a morrer (nada como deixar a nossa mãe preocupada com as nossas declarações exageradas...) e fiquei o resto do dia deitada, entre o sono e a realidade, em que deu para me aperceber que já começou a maratona de filmes de Natal na programação de fim-de-semana.

Ontem tive de me baldar (outra vez...) a uma sessão de cinema (Hobbit, prometo que te vou ver ainda esta semana), mas já me estava a sentir melhor e tive direito à companhia de uma amiga que não teve medo de ser contaminada e à comidinha da minha mãe que passou lá por casa para se certificar de que ainda estava viva e passámos a tarde a conversar, comer (nada me tira a fome) e a ver o filme Oldboy, um filme sul-coreano, que a minha amiga ainda não conhecia mas eu sabia que ia adorar. Eu tenho esta mania irritante de ver alguns filmes e depois associá-los à personalidade de amigos, que chateio até os verem também, porque são o "estilo" deles. Não é um filme para pessoas de estômago sensível - pensando bem, não foi a melhor altura para o rever... - mas tem um twist final impressionante, dentro de todo o surrealismo que é o argumento.


Hoje acordei pronta para uma semana com almoços e jantares de Natal diversos e cheia de vontade de voltar a correr. Para superar um mau treino nada melhor que um bom treino, não é verdade? Além disso, como já referi, vai ser uma semana cheia de refeições festivas, se é que me entendem...


Boa semana!


14 de dezembro de 2012

Forerunner 410 no sapatinho e os treinos da semana

 
Eu sou a rapariga cujo primeiro telemóvel durou longos anos e era apelidado carinhosamente, pelos amigos, de "tijolo". A rapariga que só mudou de carro porque o primeiro começou a chover lá dentro (verdade) e a dar mais despesas que outra coisa e, mesmo assim, ainda chorou um bocadinho, com pena, na última viagem que fez com ele até ao stand automóvel onde o iria deixar para troca (também verdade, e não tenho vergonha de admitir). A rapariga cujo velho portátil tem tão poucos gigas que nem vai confessar aqui, mas que não o quer trocar tão cedo porque "ainda serve bem". Não ligo a upgrades, novas tecnologias e novidades de mercado. Actualizações de software, o que é isso?

Toda esta introdução para dizer que sou uma rapariga de relações longas com as suas coisas, por isso sabia que ao comprar o meu primeiro Garmin estaria a assumir um compromisso que se quer sólido e duradouro.



Andei algumas semanas a pesquisar, pedi sugestões e recebi comentários e emails muito solícitos e detalhados (obrigada). Estava indecisa entre dois modelos e acabei por optar pelo Garmin FR 410. Maioritariamente por ser o que ficava mais em conta, confesso, mas também porque, apesar de ser mais barato, tinha muito mais funcionalidades que o outro. Funcionalidades essas que a maioria ainda não utilizo, mas que posso vir a querer usar com o passar do tempo.

Fiz a encomenda numa 3ª-feira de manhã e na 6ª-feira já me estavam a tocar à porta.
Diiiing...
- Eu: "Quem é?"
- Voz do outro lado: "Oh oh oh!" (Na verdade, o senhor respondeu: "Encomenda. Pode abrir sff?", mas esta é a minha história e aquele dia para mim foi Natal.)

Fiquei contente porque assim já poderia utilizar o relógio na prova das Estafetas, só tinha de me familiarizar com o sistema até lá.

O Garmin guia-nos nas configurações principais, o que durou um total de 3 minutos, e depois é só ir explorando os menus. Como disse, há muita coisa que ainda não utilizei, nomeadamente o "Companheiro virtual", que nos permite competir contra um bonequinho ao qual atribuímos uma velocidade, e acho que também dá para criar treinos online e passá-los para o relógio, mas ainda não sei como isso se faz.

Das grandes queixas em relação a este modelo estão a complexidade do menu, que eu até nem acho assim tão complexo (mas, lá está, este é o meu primeiro relógio, não tenho termo de comparação) e o Bezel, o controverso "rebordo táctil". Sinceramente, se pudesse optar acho que também preferia que todo o menu fosse operado através de botões, mas também não é nada assim tão mau como as críticas faziam parecer. É uma questão de tempo até apanhar o jeito e, depois da maioria das configurações feitas, quase que nem temos de recorrer ao rebordo, já que, para sair para treinar, basta carregar start/stop.

As primeiras impressões estão a ser positivas. Agora, assim que for descobrindo funcionalidades novas, vou partilhando.



Depois da prova de domingo, em que, para o final, comecei a sentir novamente uma sensação estranha na anca (não admira, àquelas velocidades loucas!), pensei em descansar pelo menos até quinta-feira, mas não resisti e na terça fui fazer um jogging lentinho só para testar a anca. E o relógio também, vá. Corri 6km sem dores nenhumas.
Fiquei feliz e pensei: "Pronto, agora que já fizeste um teste e correu tudo bem, deixa-te estar quietinha até, pelo menos, ao fim-de-semana".

Mas depois na quarta foi dia 12-12-12 e eu pensei "Não era giro correr 12km no dia 12-12-12? Era muito giro." Nesse dia tudo conspirou contra mim e já cheguei tarde a casa, mas estava teimosa e quis sair na mesma. Só que depois de certa hora não me sinto muito confortável em andar por ali sozinha, mesmo havendo gente, então limitei-me às mesmas voltinhas e tornou-se aborrecido. Acelerei para ver se avançava o processo, mas depois fiquei com medo por causa da anca e acabei por ficar-me pelos 7,5km... Buuu para mim e para as minhas ideias giras.

Concluindo: treinos sem dores, mas curtinhos.


Só ainda não utilizei o HRM, o que até estou a sentir falta, já que sempre me guiei pelos batimentos, porque no domingo não tive uma experiência muito agradável com a suposta nova faixa "suave" do Garmin. Primeiro, no meio das pressas, não consegui apanhar sinal e depois entretanto chegou a minha vez de correr e tive de desistir de compor a coisa. Cheguei ao fim da corrida com um raspão que nem imaginam... Agora tão depressa não posso tornar a usá-la... À faixa "suave que evita assaduras"... Será normal? Provavelmente a culpa foi minha, não pus aquilo bem ou não sei... mas agora estou muito reticente em tornar a aproximar aquilo da minha pele!


E é este o meu novo companheiro, espero que venhamos a ser muito felizes juntos e ter corridas lindas os dois.


Bom fim-de-semana!

 

12 de dezembro de 2012

Maratona de Lisboa por Estafetas

 
Acordei cedo, ainda mais cedo do que num dia de trabalho. Ainda não eram 07h e estava escuro lá fora.

Apesar de ir fazer a etapa nº 2 da Maratona (10km-21km), tinha combinado passar no Estádio do Inatel primeiro, para ficar com as coisas da Isa, a primeira estafeta, e desejar boa sorte a quem ia inaugurar-se na distância mítica.

A Partida, a 15 minutos do início.
Decidi levar o carro, que deixei um pouco longe, e fui a pé até ao local da partida. Ainda não tinha chegado à entrada quando vejo do lado de dentro uma enorme fila (suponho que para os WCs?), em que estava o João Lima com a família e amigos.
A Isa já estava à minha espera junto ao portão, onde estava também o Kayro, que me pareceu bastante calmo e que pouco depois saiu para começar a aquecer. Não deu tempo de estar com mais ninguém, porque já eram 8h45 e tive de correr para o metro, não fosse a Isa chegar ao local da transição primeiro que eu.

Chego à estação e está o metro a ir-se embora. Boa. Mais de 6 minutos à espera. Quando mudo de linha, mais 5 minutos à espera... "Olha, queres ver que ainda chega mesmo primeiro ela a correr que eu de transportes..."  Mas iam mais atletas comigo na carruagem, por isso não fiquei (muito) preocupada. Quando saímos em Carnide, um momento engraçado: ficámos todos a olhar uns para os outros à espera que alguém soubesse o caminho para o local da estafeta! Lá avança um casal e os restantes vão todos atrás deles. A caminho da marca dos 10km vou vendo passar os primeiros atletas das Estafetas e também da Maratona que, de tão rápido, também parece que vão apenas fazer 1/4 do percurso.

Uma grande confusão no local da transição, com toda a gente a querer chegar-se à frente para serem os primeiros a avistarem os colegas. Fui tirando o casaco e preparando as mochilas para, quando a Isa chegasse, ser só entregá-las, receber o testemunho e partir. Ela estava a apontar para chegar por volta da 1 hora de prova, mas eu sabia que ela ia chegar antes, e assim foi. Eu: "Foste rápida!". Ela: "Acho que bati o meu recorde!". Eu: "Parabéns!" Ela: Boa corrida!" (O uso de exclamações traduz o nosso nível de excitação). Recebo o testemunho - um elástico branco com velcro - e aí vou eu.

Liguei o Garmin, olho e pensei "Algo não está bem!" Vi o ritmo nos 4 minutos e tal... Eu não corro a 4 minutos e tal. Por via das dúvidas, abrandei um bocado. Estava a ser um começo espectacular. Correr no meio de Maratonistas inspira-nos. Quando passei o km1, o relógio apita e vejo o ritmo médio: 5:07min/km. "Ui, vou-me arrepender disto mais tarde..." Mas é impossível abrandar quando estamos a correr com outras pessoas que vão fazer 42km com aquele ritmo. Há uma parte de nós que pensa "Se eles conseguem fazer uma Maratona assim, eu aguento 11km... És uma mulher ou um rato?!".
Aos 3km (para mim, 13km para quem estava a fazer a Maratona) começam a aparecer umas subidas, eu vejo o meu ritmo a decair e imagino umas orelhinhas de Minnie a aparecerem na minha cabeça... Estava desde o início a correr junto a um rapaz e uma rapariga maratonistas e não queria perdê-los de vista, mas já não estava a ser fácil.
Passa por nós o pacer das 4horas da Maratona, que alguém comentou que deveria vir adiantado, porque estávamos a fazer um ritmo médio de 5:30/min, ao que outro respondeu que não, que estava bem e surge ali uma discussão com complicadas contas de matemática para o momento.

Thumbs-up pelo "empurrão"!
E eis que, bem posicionado à beira de uma subida mais desafiante (penso que na zona de Sete Rios, já não me lembro bem), está o Jorge Branco, à espera de ver passar o João, e dá um apoio. A "corredora da melhor equipa de estafetas" :) agradece o incentivo e tenta acelerar um bocadinho para a foto (ou fugir da foto, pelo que parece), deixando para trás o seu quilómetro mais lento.

Aceito uma garrafa de água no abastecimento aos 5km (ou 15km), mas guardo-a para beber depois da subida, porque agora precisava de concentrar-me na minha respiração. Um último esforço e volto a apanhar o casal que tinha escolhido como lebre sem eles saberem (obrigada!). Inclusive, acabo por passá-los na descida, quando consegui recuperar o oxigénio.

Quando entramos na Av. Fontes Pereira de Melo, descendo em direcção ao Marquês, mantive-me ali durante um tempo atrás de um senhor que dizia "Hello" a todas as raparigas estrangeiras bonitas que estivessem sentadas na esplanada ou de pé no passeio a ver-nos passar! Ainda foi giro ver algumas reacções. Depois entrámos na Avenida da Liberdade.
Agora, não desfazendo do percurso das restantes companheiras, mas fiquei com a melhor etapa! Pelo menos em termos de apoio por parte de quem assiste. Quando chegámos à Avenida foi uma alegria. Em um ou outro ponto via pessoas sorridentes a gritar e a aplaudir (a maioria estrangeiros, sejamos sinceros, mas também uma senhora portuguesa muito entusiasta logo no início da avenida). Gritos de "Força", "Allez", "Animo" e o sempre delicado italiano "Bravo, dama!". Sentia-me uma elite! (Eheh!)  E depois tive um pensamento parvo: "aos olhos da maioria destas pessoas, aqui no meio, eu passo por maratonista"... E fiquei cheia de admiração por quem ia correr os 42 km mantendo aquele ritmo que, para mim, era o meu melhor de sempre!
 
Ao aproximar-me do Rossio já ia cansada, mas sabia que podia bater o meu recorde dos 10km por uma boa margem, se continuasse assim. Até pensei "não era lindo se conseguisse entregar o testemunho à Carla abaixo da uma hora de corrida?" - estava claramente delirante (e optimista)! No Terreiro do Paço ouvem-se bombos a tocar e muita gente a aplaudir, o barulho de fundo ideal para passar aos 10km com um novo recorde pessoal.

Sabia que, depois desta parte, seria um instantinho até à marca da Meia Maratona, que comecei a ver a aproximar-se lá ao fundo. Foi um misto de pena de ter de parar já ali a minha participação e de felicidade por poder passar a "pressão" a outra e ficar de fora a fazer a festa. A um par de centenas de metros dos 21km, passo por um senhor com uma t-shirt a dizer "Mike running against blood cancer". Tornei a ver algumas t-shirts com dizeres do género mais tarde, enquanto assistia do passeio, mas, naquela altura, já com as emoções à flor da pele, fiquei um bocadinho emocionada... "Tu controla-te rapariga, que precisas de respirar". Disse "força" ao senhor que, agora que penso nisso, não deve ter percebido porque era estrangeiro, mas confio que o sorriso é universal, e até parece que fui eu que ganhei novo ânimo para terminar a minha prestação em grande.

Passei o testemunho à Carla com 1:01:07 de prova feita, 11,2 km.

Os números:

1 -  5:07 - Completamente louca!
2 -  5:16
3 -  5:29
4 -  5:32
5 -  5:32
6 -  6:02 - O que está aqui a fazer esta subida?...
7 -  5:42 - Tenho de recuperar e manter-me a par dos maratonistas
8 -  5:08 - ?!
9 -  5:20
10 - 5:21 - Recorde 10km iupi!
11 - 5.28
12 - 1:06

(Eu sei que estas coisas só são interessantes para a própria pessoa, mas é novidade para mim, por isso dêem-me um desconto!:) Prometo que estas contas chatas não tornarão a aparecer daqui para a frente)


Mas, a verdade, é que isto nem foi o mais importante, porque o melhor foi a emoção da Maratona, que ainda continuava.

Enquanto espero que cheguem mais pessoas, vejo o Jorge Goes, ou melhor, ele é que me vê a mim, e, como ainda estava a recuperar da minha corrida, acho que só lhe disse qualquer coisa do género: "Força, já SÓ falta metade". Sinceramente... Se alguém me dissesse isso a mim com 21km de prova acho que lhe espetava um murro. Mas como ele é um cavalheiro não o fez, ou então estava a resguardar energia.

Quando travava uma luta com o saco-de-plástico-impermeável que nos deram para vestir, apareceu o Pedro, e acho que desta vez já dei um apoio decente. Pouco depois aparece a Isa e pude vestir o meu próprio casaco, desistindo do saco com buracos.
De seguida ficámos horas a aplaudir pessoas, ali junto ao km21 de quem vem e km35 de quem regressa da Maratona, mais ou menos km14 da Meia Maratona (que confusão!). O primeiro foi o João Lima, que surge sempre bem acompanhado, e depois centenas de desconhecidos, com um ou outro conhecido pelo meio que às vezes não víamos a tempo. Portugueses e estrangeiros, tantos estrangeiros... Gostava sobretudo quando levavam a nacionalidade ou o próprio nome representado na t-shirt, porque assim podia dar um apoio mais personalizado. Até de fotógrafas servimos a quem nos pediu.
Torno a ver passar o Jorge e dessa vez tentei compensar com um apoio à altura. Mantivemo-nos por ali até ver o Pedro já de regresso, que aproveitou para comer qualquer coisa no abastecimento, seguido poucos minutos depois pela Ana, a nossa última estafeta. Estava na hora de regressar ao Estádio, a derradeira paragem.

Ali, já reunidas com a Carla, a 3ª "elementa", continuámos a aplaudir quem chegava. E tanto que aplaudimos nesse dia! Não admira que ontem me doessem os braços (já sabem, aplausos são um bom exercício de braços).

Vemos chegar a nossa 4ª estafeta, e depois das medalhas trocadas e fotos tiradas, a concluir o seu sonho chegam o Pedro e o João, respectivamente. Eu fiquei contente ao vê-los, porque segui o seu percurso de treinos e é também como fazer parte de uma Maratona, mas sem o "muro" e as dores. A minha parte era a fácil, de quem está de fora, a apoiar.

A "comitiva"!
Quando vi chegar o João, vi-lhe nos olhos a expressão vaga, mas determinada, de quem já vê a meta tão perto. Tinha visto essa expressão em muitos olhares de atletas que já haviam passado. Naquela altura, o foco está no fim, tão perto que se pode ver e tão difícil que nem se consegue acreditar. É verdade, João, "Dreams do come true!"


No final, até me custou vir embora. Queria continuar a apoiar os atletas que ainda chegavam. Se não estivesse cheia de fome (já passava das 14h), tinha ficado até ao último chegar, que tanto merece e que tem sempre uma recepção já tão pobrezinha quando chega.


Portanto, corri pela primeira vez uma prova de estafetas, que adorei. O facto de ter alguém à minha espera (e de estar no meio de maratonistas) motivou-me e ajudou-me a correr mais rápido. Em andamento, ouvi incentivos em várias línguas e depois, já da parte de quem vê, tentei retribuir esses mesmos incentivos, na companhia da Isa (acho que vamos começar a fazer isto em todas as grandes provas, mesmo aquelas em que não participarmos, ihih!). Emocionei-me com dedicatórias de quem corre por si e por causas maiores e com gestos de entreajuda entre atletas. Vi colegas e amigos completarem um sonho... Um dia nada mau, não acham?

Isa, Carla e Ana, obrigada por terem alinhado numa prova de estafetas, coisa nova para todas excepto para a Ana, com mais quilómetros nas pernas que as restantes juntas.


E é por dias como este que vale a pena acordar cedo, ainda mais cedo do que num dia de trabalho, quando ainda está escuro lá fora.
 

10 de dezembro de 2012

Como passar um bom domingo

- Acordar mais cedo ainda do que o habitual.
- Passar pelo ponto de partida de uma Maratona, cumprimentar os atletas conhecidos e acabados de conhecer e desejar-lhes boa sorte.
- Trocar a mochila com a colega da primeira estafeta.
- Apanhar o metro em cima da hora que me vai deixar no meu ponto de partida, à espera do testemunho.
- Ver a colega chegar antes do que ela previra (mas eu não, que tinha fé nas suas capacidades).
- Receber o testemunho e correr inspirada no meio de maratonistas de todas as idades e nacionalidades.
- Reparar que, aos 10km, bati o meu anterior recorde na distância (actual não oficial: 54:35!).
- Continuar toda contente até à marca da Meia Maratona e passar o testemunho à colega que se segue.
- Ficar a ver e a aplaudir todos e tantos os atletas que passam.
- Regressar ao ponto de partida e ver chegar a última colega das estafetas.
- Fazer uma festa.
- Ver chegar os recém-Maratonistas.
- Fazer outra festa.
- Ver a emoção e felicidade que sobressai do cansaço de quem chega e pensar que um dia também quero isso para mim.



Hoje = ontem
11.2km em 01:01:07
Média 05:27/min
*
 


Hoje acordei e, para além de ter as pernas um pouco doridas, tinha também os braços doridos de tantas palmas que bati! -> É assim que se sabe quando um dia foi bom.


Mais logo volto com um relato mais completo. Mas ontem foi o dia da Maratona, por isso quero deixar os parabéns aos mais recentes Maratonistas que conheço (vão lá cumprimentá-los também):

- João Lima
- Pedro Carvalho
- Jorge Goes
- Kayro

Fico à espera da vossa crónica.


A todos os outros colegas das estafetas (em especial as minhas!) e participantes da Meia Maratona: gostei igualmente de partilhar o dia com vocês.


Boa semana a todos!



* Como podem reparar, a minha prenda de Natal já chegou e foi estreada em grande! Mas isso depois merece o seu próprio post.
 

7 de dezembro de 2012

Os grandes, os sonhos.

 
 
 
 
Era uma vez um menino que brincava nas traseiras da sua casa, sentado no chão, joelhos esfolados, pernas e braços encardidos do pó em que se arrasta, conduzindo um carrinho por uma pista de estradas marcadas a traço de um pau na terra seca. Enquanto reproduz com os lábios os brrrrrums de um motor imaginário, pensa: Quando for grande, vou ser piloto de automóveis.
Numa casa não muito longe dali, uma menina entra à socapa no quarto da mãe, arrasta nos pés uns saltos altos seis números acima e pinta os lábios de vermelho cereja, falhando a definição, enquanto ensaia em frente ao espelho o discurso que irá fazer, quando todas a câmaras e flashes se virarem para ela. Quando for grande, vou ser actriz.
Na garagem dessa mesma casa, um rapaz adolescente dedilha na guitarra os acordes da música que começou a trautear na sua cabeça, a meio da aula de Ciências. Os amigos acompanham-no no baixo e na bateria (o vocalista ainda não chegou). Dali a uns anos, graças ao sucesso de um vídeo no youtube, vão esgotar estádios e salas de espectáculos com pessoas que querem ouvir as suas músicas. Ansiando o que os espera, as suas ambições estão de acordo: Quando formos famosos, vamos ter montes de raparigas atrás de nós.
Noutra cidade, quem sabe noutro país, sete miúdos (um vai-se revezando) chutam uma bola no parque baldio entre uns prédios e as traseiras de uma gasolineira. Na cabeça de cada um existe uma visão: Quando for grande, vou ser o próximo Ronaldo.
Um casal contempla abraçado o sol que se põe sobre o bairro, sentados no banco favorito do miradouro. Ela ainda não sabe, mas o rapaz pensa: Esta noite, quando formos jantar, vou pedir-te em casamento.
Numa maternidade, uma mãe abre os braços para receber no peito o filho recém-nascido. Quero que sejas sempre muito feliz.
Um pai, já de gravata posta, observa a restante família sentada à mesa a tomar o pequeno-almoço, antes de sair para mais um dia de trabalho. Um dia, quando for promovido, posso dar-lhes uma vida ainda melhor.
Uma senhora de mais idade, de rosto duro mas olhos sonhadores, carrega o saco de mercearias numa mão e na outra agarra o talão do euromilhões acabado de entregar. Quando ganhar o euromilhões, ajudo os meus filhos, deixo um pé-de-meia para os meus netos e vou ver o mundo que nunca vi.

Por todo o lado, hoje alguém calça uns ténis pela primeira vez. Quer deixar para trás os quilos, a doença, um desgosto. Quer desafiar o corpo jovem e cheio de vida ou prolongar os quilómetros de um corpo que já viveu muito. Começa a correr. Entusiasmado, forte, veloz, ninguém o agarra. Cansa-se. Perde o fôlego e agarra-se às pernas. Torna a tentar. Participa em provas, vai mais longe. Na sua cabeça começa a formar-se a ideia que preso no anterior corpo sedentário nunca teria imaginado ser possível. Um dia corro uma Maratona.
O dia, como o de todos os sonhos, pode estar mais perto ou mais longe, mas não é isso que importa. Quando o sonho ganha forma, já estamos a correr a maratona.

A todos os que correm atrás dos sonhos, força.

A todos os que conheço e cujo sonho se realiza já este domingo, uma boa prova. São grandes como o sonho que seguem.


Bom fim-de-semana!

6 de dezembro de 2012

Quando as montanhas falam


Ouvi dizer que já se avista neve na terrinha e espero que se mantenha até eu lá chegar. Nunca corri com neve, nem quero, porque não tenho equipamento adequado e rapidamente entrava em hipotermia, mas não me importava de passar por um ou outro cantinho amontoado, e ver a paisagem branquinha ao fundo.
 

Esta não é uma foto recente.
De momento a neve ainda só se avista nos picos do monte.
 
Ontem falei de música para correr, que adoro e é uma grande companhia na maior parte dos meus treinos, mas, a verdade é que se corresse sempre por trilhos, nunca ia precisar de música. O silêncio na natureza tem a sua própria forma de comunicar com as pessoas e eu ia querer estar atenta.
 
Uma vez, num post em que falei das montanhas, alguém deixou uma citação que eu gostei muito e que era simples como isto:
 
"When mountains speak, wise men listen"
  
Qualquer coisa como: "Quando as montanhas falam, os homens sábios escutam".

A citação pertence a John Muir, de quem eu nunca tinha ouvido falar, e então pesquisei e descobri vários textos dele dedicados à natureza e às montanhas. Muir viveu no século XIX e inícios do século XX, mas não tenho dúvidas de que, se fosse hoje, seria um grande adepto de trail!

Ora, eu não me reconheço como sábia nenhuma, estou muito longe disso, mas reconheci-me naquela frase, como se dissesse o que sempre senti mas não encontrava palavras para descrever (é para isso que existem escritores e poesia).

Como nestas próximas palavras do próprio:

"Climb the mountains and get their good tidings. Nature's peace will flow into you as sunshine flows into trees. The wind will blow their own freshness into you, and the storms their energy, while cares will drop off like autumn leaves."
 
(Peço desculpa, mas não encontrei o texto em português e não quero "estragar " ao tentar traduzir.)



Sempre tive essa relação especial que me puxava para os montes e bosques, sempre gostei de acampar, grandes caminhadas e escaladas por "caminhos de cabras".
Também gosto muito do mar, mas de forma diferente. Ao jeito dos nossos antepassados navegadores, o mar para mim é o verbo "ir", é a agitação do desconhecido, a insatisfação constante do que está por vir. Não é que seja mau, mas disso já tenho muito. Nas montanhas, por outro lado, tenho sempre a calma de quem está exactamente onde deveria estar.

É difícil de explicar e não vou estar para aqui a falar de Fé ou falta dela, que não vem ao caso nem é  blogue para isso, mas digamos que, a haver Deus, Energia, Paz, como lhe quiserem chamar, é nas montanhas que mais facilmente o encontro.

Se calhar é porque toda a minha família vem das serras e por isso tenho nelas a noção de lar, ou então é mesmo porque têm uma linguagem própria que o meu espírito reconhece.

Por isso, obrigada a quem deixou aquela citação e que nem fazia ideia de como ia gostar dela. Vocês (que me lêem) são os maiores!

Tudo isto para dizer que, vivesse eu mais perto da natureza e nunca mais corria em estrada.



"Os pés não vão onde o coração não está"

O amigo Kilian Jornet (e outros) em acção.



Ontem não fui treinar, queria ter pelo menos um dia de descanso e ver se isto da anca era apenas um mau jeito. Hoje vou tentar ir correr por entre os pingos de chuva, a ver como me sinto.


Montanhas, praia, cidade... qual é a vossa "casa"? (eu ia escrever "qual é a vossa praia" mas, tendo em conta as opções, ficava estranho).



5 de dezembro de 2012

Corrida, dores e bur...quê?

 
As terças-feiras são os meus dias mais ocupados, por isso quando chego a casa não quero saber de arrumar nada nem de fazer comida (geralmente fica feita de véspera) e só quero sair um bocadinho para dar descanso à minha cabeça e cansar as pernas.
 
 

Como podem ver pelo piso molhado da foto acima, tinha chovido durante a tarde mas, quando saí, já não caía nem uma pinga.

Tinha pensado fazer 8km, mas desde o início da corrida senti uma dor na anca direita. Não era uma dor por aí além, não me impedia de correr, mas era o suficiente para se fazer notar. Já a tinha sentido uma vez durante um treino.
Continuei, acabei por dar a volta de regresso um pouco antes do local que tinha previsto, e cheguei a casa com 6,9 km de distância percorrida. Quando parei e comecei a andar, deixei de sentir a dor. Não quero já começar com filmes dramáticos, por isso vou esperar pelo próximo treino para ver se a dor se repete... Mas, pelo sim pelo não, vou mimar a anca direita o mais possível e deitar-me para ver televisão e ler no sofá apenas para o lado esquerdo.
 
 Treino de terça:
- Final da tarde
- Nublado, frio
- Distância: 6,9 km
- Bpm médio: 162
- Calorias: 506

Já fiz a encomenda do meu relógio-gps, agora é só ficar à espera que o Pai Natal/Carteiro toque à porta durante a próxima semana (poderá ser ainda esta, mas não estou com esperança).



Lembram-se do treino da semana passada com o meu amigo-10kms-em-50-minutos-é-coisa-leve? Mais ou menos a meio desse treino fiquei a saber porque é que ele tinha resolvido correr comigo naquele dia. Durante o monólogo em que eu estava a poupar oxigénio e não lhe respondia, contou-me sobre alguns "bootcamps" em que costuma participar e que no dia anterior tinha, cito, levado uma porrada de *burpees*.

- Agora tenho só de fazer aqui uma interrupção, porque "burpees" não foi a palavra que ele usou, ele usou outra que eu agora não me lembro e que eu só soube o que era porque ele descreveu o exercício. Quem me lê há mais tempo sabe que, numa decisão impulsiva e ingénua, aqui há uns meses resolvi seguir um daqueles desafios mensais do site Bodyrock, no qual tomei conhecimento dos tais "burpees", de uma forma mais intensa e frequente do que desejaria...

Um burpee consiste numa sequência de 4 movimentos. De pé, passamos num salto para a posição de prancha, depois num outro salto passamos para a posição de prancha com agachamento e depois terminamos a levantarmo-nos num último salto levando os braços ao ar. Mais ou menos assim:
 
Repetir durante um determinado espaço de tempo ou até cair para o lado.
 
 
Se, por alguma razão incompreensível, mesmo com a ajuda da minha ilustração acima não estiverem a ver qual é o exercício, podem ver uma demonstração aqui (podem clicar à vontade que eu escolhi uma moça jeitosa para o exemplo).

Alguém que frequente um ginásio, ou que já tenha feito este exercício, sabe como se chama em português? Eu ia sugerir durocomócaraças, mas acho que não é esse o nome.


Voltando à conversa do meu amigo: basicamente, ele estava a confessar que no dia anterior tinha realizado exercícios que o tinham deixado feito num oito e que por isso é que tinha ido correr comigo naquele dia, para descontrair... Mas, para além disso, disse-me também que este tipo de exercício em específico era muito completo e bom para reforçar o core de um corredor. Eu sou sempre muito céptica nestas coisas e, sobretudo, odiei cada segundo em que fui "obrigada" a fazê-lo durante aqueles malfadados 30 dias mas, por outro lado, "10km-em-50-minutos-é-coisa-leve"....

Ainda não estou plenamente convencida a dar uma nova oportunidade aos burpees, sobretudo agora com esta sensação estranha na anca, mas se calhar um dia destes vou experimentar outra aula de bootcamp. Experimentei uma vez e gostei do conceito "militar" da corrida e exercícios ao ar livre. Já alguma vez participaram numa coisa do género? É uma boa alternativa para quem não é fã de ginásios, só tem a contrapartida dos dias de chuva, em que ou é adiado ou então torna-se uma experiência mais militar do que o desejado... ("Chuva civil não molha militar", não é o que dizem?)



Agora, num outro assunto, para quem vai correr a Maratona este fim-de-semana (ou até mesmo a Meia Maratona) e está à procura de alguma inspiração musical, fica aqui a lista das "100 Melhores Músicas para Correr de Todos os Tempos". É um bocadinho subjectivo, mas posso dizer que várias delas já fazem parte da minha própria playlist e que há temas para todos os gostos (se 100 não forem suficientes, leiam os comentários do artigo para mais sugestões).
 
Por acaso, na minha primeira (e única) Meia Maratona nem cheguei a levar mp3. Primeiro, porque era a Meia Maratona Rock'n'Roll o que, pelo que o nome indica, já incluía música ambiente e, segundo, porque queria desfrutar da experiência ao máximo, sem distracções. Talvez na segunda já leve, como SOS de energia.


Tenham um bom dia e façam exercício (com ou sem burpees)!
 


3 de dezembro de 2012

Primeiro fim-de-semana de dezembro

 
Ponto de encontro: Inatel de Oeiras, 09h00.
O fim-de-semana começou com uma corrida (que haveria de ser) pelo Passeio Marítimo de Oeiras, com o João, Pedro, Bruno e João, respectivamente: pré-maratonista, pré-maratonista, pré-meio-maratonista e participante nas Estafetas (tenho concorrência!) do dia 09 de dezembro.
Apesar de reticente, acedi a ir correr com colegas atletas que correm muito, porque me descansaram dizendo que seria um treino calminho, regenerativo, a preparar para a Maratona de Lisboa. Portanto, fui uma espécie de âncora que assegurou que o ritmo se mantinha fraquinho para eles e médio para mim. Acho que correu bem.
 
Bonito dia de sol.
 
 
Treino de sábado:
 
- Manhã
- Sol, frio
- Distância: 12km (e mais uns metros?)
- Bpm médio: 167
- Calorias: 902
 
 
Com esta já foi a terceira vez que participei em treinos de colegas que vão correr uma Maratona, quase que me sinto preparada para correr uma também. Não fosse já ter-me comprometido com a Melhor Equipa de Estafetas em competição, e no próximo domingo fazia os 42,195 km. :)
 
Agora fora de brincadeiras, até já sonhei com a minha prova de estafetas, que era feita do início ao fim sem me cansar nada, tinha as pernas leves, mal tocava o chão e ia o tempo todo a pensar "uau, isto está a ser um espectáculo!". Espero que seja um sonho premonitório. É uma coisa totalmente realista de acontecer, não é, os pés mal tocarem o chão?
 
 
A tarde foi dedicada a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer, mas que só acontece uma vez por ano: montar a Árvore de Natal.
 
Já desmontar a árvore não gosto nada...
Se alguém depois quiser voluntariar-se para o efeito,
eu ofereço o lanche. Obrigada.
 
O truque para fazerem uma bela árvore de Natal é esperarem pelo final da tarde, assarem umas castanhas e porem a tocar o best of de Frank Sinatra (fundamental para entrar no espírito, bónus se incluir também a sua versão do Let it Snow). É garantido que a vossa vai ser a melhor árvore das redondezas.
 
 
Até já lá tem uma prendinha debaixo, o que será?
 
É da parte do meu irmão e já sei que são livros, como peço sempre.
 
 
O melhor disto tudo é que, pelo segundo ano consecutivo, fiquei também encarregue da árvore e presépio da casa dos meus pais. Eles queixam-se que não têm a minha criatividade (na verdade estão apenas a elogiar-me porque têm preguiça de o fazer. E resulta.) e o meu irmão é praticamente um Grinch e não se quer dar ao trabalho, por isso eu não me importo.
 
O presépio da casa dos meus pais é fantástico, todo com peças antigas de barro, uma verdadeira cidade natalícia. Em minha casa não tenho presépio, excepto uma mini-versão de presépio peruano ofertado por uma amiga há dois anos, que comprou numa feira de artesanato, depois de me ouvir queixar da falta de espaço para fazer uma coisa decente. Deve ter uns 4 centímetros de altura, depois tiro foto do fenómeno.
 
Também fazem um presépio em vossa casa? Ou só têm a árvore de Natal? Ou nenhum?
 
 
À noite era para ter ido ao cinema ver o Cloud Atlas, mas estava meio mole e não queria pagar para dormir naquelas confortáveis cadeiras do cinema, por isso descombinei e devo ir durante esta semana. Às vezes passam-se meses em que acho que não há filmes de jeito a estrear, e agora só em dezembro gostava de ver pelo menos três filmes: o Cloud Atlas, O Hobbit e Anna Karenina (mas porque é que põem a Keyra Knightley a fazer tudo o que é personagem feminina de época?...).

Como não fui ao cinema, fiquei a dormitar no sofá e entre sonos vi dois episódios do Ironman Tv Show, uns vídeos que descobri quando pesquisava no youtube uma coisa que não tinha nada a ver (uma música, acho).
Pessoalmente, não gosto tanto destes episódios como dos condensados da competição no Hawai, mas são informativos, ficamos a saber a história da origem do Ironman, conhecemos os factos e os atletas que se destacaram desde os seus primórdios e um pouco dos números e classificações dos vários eventos. No segundo episódio, e último que vi, fazem entrevista à minha Chrissie Wellington. Para quem tiver interesse, pode ver aqui o primeiro episódio (em inglês, sem legendas) e seguir a partir daí.
 

No domingo, para terminar bem o fim-de-semana, um belo passeio pela lindíssima vila de Sintra,



que nesta altura do ano está ainda mais bonita.



Tenham uma boa semana!