3 de outubro de 2013

Grande Trail Serra d'Arga

Ela enfrenta os elementos de uma manhã cinzenta e chuvosa a caminho da Serra d'Arga. Ao volante, tem ainda o conforto de um abrigo climatizado que sabe que terá de abandonar não tarda muito.
Há poucos carros àquela hora na estrada. Apesar da sua prova só começar às 10h, quis chegar cedo e assistir à partida daquela corrida que desejava sua.
Ao fundo, consegue adivinhar já os contornos da Serra encoberta. Está quase. Com uma atenção que parece mentira numa cara que traz ainda consigo os sinais do sono, segue as placas. A Freguesia de Dem dá-lhe as boas-vindas. Chegou.

Assim começa o romance sobre o que foi a minha prova. Vou dar-lhes a hipótese de um atalho: 3h06 de uma aventura por montes e vales encharcados que terminou a saber a pouco. Basicamente, foi esta a história toda. No entanto, para os resistentes, os ultras das palavras que me quiserem acompanhar, fica o longo e tortuoso caminho que distingue cada participação individual numa prova de muitos.

Antes de mais, um apontamento curioso: na minha cabeça, Dem, o nome da freguesia onde a história tem lugar, pronunciava-se da mesma forma que a palavra inglesa "damn". Mais tarde, ao ouvir o discurso de Carlos Sá, apercebi-me de que a palavra se lê acentuada como a conjugação do verbo Ter - tem. Mas vou manter a minha convicção anterior. Para mim, aquela vai ser sempre a Freguesia de Damn!, interjeição adequada à memorável prova que alberga e às condições em que a realizei.

Como em todos os locais onde se vai realizar uma corrida, as t-shirts, neste caso os impermeáveis, garridos, indicam a aproximação do ponto de encontro. Estaciono onde posso num mar de pessoas e carros que enchem uma vila que se adivinha, no resto do ano, pacata. Dirijo-me para o edifício da Junta onde vou levantar o dorsal contra entrega de um termo de responsabilidade (não isento de alguma polémica nos dias anteriores) onde assino, caso acidente ou morte, ser senhora consciente e capaz do meu destino. No fundo, é sempre assim, mas vê-lo por escrito dá-lhe um peso que no dia-a-dia esquecemos. Saio e enfrento a chuva que me bate na cara com uma consciência mais profunda disto de estar viva.

Corro e chego mesmo a tempo de, ao contar das oito badaladas do sino da igreja, assistir à partida dos atletas da Ultra.


Enquanto aplaudo, vejo-os seguir e reconheço em alguns o semblante entre o nervosismo e a excitação pelo desconhecido. Sobem e perco-os de vista. Lá em cima, a Serra aguarda-os.

Como a chuva não dá tréguas, volto para o carro e tento dormir um bocadinho. Sinto a moínha de quem pouco dormiu devido à ansiedade, mas nem pensar que consigo fechar os olhos. Aproveito e tiro fotos ao equipamento.

Close-up do six-pack da jersey oficial do GTSA.
(Os melhores abdominais que alguma vez irei ter).


Com o aproximar da hora e sem melhorias no meu estado de sono, resolvo ir beber um café e enfrentar as costumeiras filas para a casa de banho. O café é a três passos da partida, e muita gente abriga-se ali enquanto aguarda a chamada para o controlo zero que, devido às condições atmosféricas, acabará por não acontecer.

Vista do café.
A aguardar.

A caminho da partida

Nesta altura o Carlos Sá fala um pouco connosco e alerta para as condições difíceis, sobretudo no topo da primeira subida, onde estava previsto o primeiro abastecimento mas que, devido ao vento forte, não foi possível estruturar. Nesta altura distraio-me a fazer um pequeno vídeo do ambiente na partida e perco uma informação importante que vai fazer com que a minha chegada à meta seja um bocado anti-climática: o corte de uma parte do percurso junto ao rio, devido à subida das águas.

Aqui está o vídeo:


E uma foto do Sá a falar com os atletas:


Com o bater das 10h, dá-se início à nossa aventura. Gostei deste pormenor de partirmos com as badaladas.

Aí vamos nós.


 A subir, claro.

Lembram-se?

Apesar de nunca aqui ter estado, a rua que subimos tem a familiaridade das terras pequenas. Casas com a chaminé a fumegar, cães a ladrar nos quintais, pessoas a coberto da chuva nos beirais das portas a olhar para os loucos que correm de livre vontade a sorrir para a tempestade, a caminho do topo.

Procuro um impermeável rosa, que era a indicação que tinha da minha companhia para estes 21km, mas não encontro. No entanto, vou bem. Para dizer a verdade, apesar de estarmos sempre a subir, perto dos 2km pensava "ok, isto até não está a ser assim tão mau...".


Mas, com o acumular dos metros, a dificuldade aumenta. A inclinação torna-se mais acentuada, a chuva começa a bater com tal intensidade que parece granizo, há água por todo o lado e as rochas escorregam. O instinto que leva a preservar os pés secos durante o máximo de tempo possível já se foi. Começo a sentir as dores da subida nos rins, mas nos músculos nada. Toco nas pernas, estão geladas, nem as sinto, está explicado!

Neste momento só vejo as pernas e pés que vão à minha frente. Reconheço atletas pelos ténis ("hum, não passaram já por mim há cerca de 300 metros, salomon vermelhos?") Noto se pisam firmes ou escorregam. Não adianta olhar para cima que não vejo nada e ainda estou a recuperar da brutalidade de uma rajada de vento mais forte, que me assustou. Valeu-me o material obrigatório a fazer peso na mochila! Para compensar a visibilidade limitada, outros sentidos começam a emergir.
Splash, os pés nas poças...
Ploff, os pés na lama...
Crac, os pés partem ramos...
A respiração, minha e dos outros...
"Falta muito", gritam em tom de brincadeira.
Há quem fale, já, do repasto que irá fazer ao almoço.
Há quem faça comentários sobre o temporal, intercalados com "vírgulas do norte", se é que me entendem...
Há quem desabafe abertamente que, se tivesse juízo, teria era ficado em casa a fazer amor com a mulher.
A audição assume um papel tão importante e, ao mesmo tempo, tão recreativo, que nas provas de trails dispenso sempre os auriculares.
Hoje, o barulho que se sobrepõe a todos os outros: o vento.

Devido ao mau tempo, saquei poucas vezes do meu telemóvel durante a prova. Para além de não o querer afogar, toda a atenção era pouca. Mas, para terem uma ideia das condições no topo dos 3km, e a razão do abastecimento ter sido abortado, este pequeno vídeo, de 30 segundos, já muito partilhado por essa net a fora, é bem exemplificativo.

Na altura ainda não sabia, mas esta fora a pior parte. Pelo menos, em termos de vento, daí para a frente a coisa será mais pacífica.

Estamos neste momento a percorrer um dos cumes da Serra. Por entre a névoa distingue-se a cor predominantemente amarelada e cinza, com frescos rebentos a pontuar de verde aqui e ali. "Foi um incêndio recente", conta-me um rapaz por quem passei.
Com raios de sol a fazer tentativas vãs de furar aquele nevoeiro, a paisagem adquire tons de uma melancolia surreal. Do nada, vem-me à memória o filme do Senhor dos Anéis, e a terra envolta em bruma e pântanos que Frodo e os companheiros tiveram de atravessar para chegar a Mordor. Rio-me para mim das coisas tolas que me vêm à cabeça, mas não consigo deixar de encontrar parecenças entre os dois cenários, embora não haja aqui nenhuma aura de maldição a assombrar a experiência. Pelo contrário, é tudo bastante sereno. Sinto a calma depois da tempestade.


Sou interrompida das minhas digressões cinéfilas por um senhor que já conheço de outras corridas. Seguimos durante um bocado a falar de provas anteriores e futuras. Agora estamos a descer. Ele, ágil como uma cabra dos montes a saltar de pedra em pedra. Eu, ágil como uma cabra dos montes embriagada. Achei que era melhor deixá-lo seguir. Ainda havia muitos quilómetros pela frente, e não tinha vindo de tão longe para me esbardalhar tão cedo no percurso.

Muitas pessoas aproveitam para recuperar velocidade. Vinha eu com medo das subidas e afinal é nas descidas que toda a gente me ultrapassa. Isto do "deixar-nos ir" tem mais ciência do que parece. Tenho de tratar disso.

Mais um par de pernas que oiço a aproximar-se, mais um atleta a ultrapassar-me. "Oláaaa", viro-me, e era, nem mais nem menos, do que o meu "adversário" de outros trails. Já terão ouvido falar dele nos meus relatos de Mafra e Almonda, um senhor que corre mais ou menos ao meu ritmo e que por isso elegi como meu adversário imaginário. Engraçado, acabamos sempre por falar um bocado, mas nunca cheguei a perguntar-lhe o nome. Também não foi aqui na Arga que o soube, mas de certeza que nos cruzaremos mais vezes.
Não conhecia ninguém na prova dos 21km e, no espaço de 5 minutos, encontro duas caras familiares. Aqui, tão longe de casa. É a pequena aldeia do trail.

No km 7, o primeiro abastecimento.


Aproveito para comer um bocadinho de banana (levei em conta as vossas recomendações anti-cãibra) e beber água. No meio daquela chuva toda não dá muita sede, mas achei melhor hidratar.

Vemos um grupo de rapazes chegar vindo da direcção contrária e perguntar o caminho dos 21km. Tinham-se perdido ao seguir indicações erradas. Com medo da falta de sinalização (não me admirava que alguma tivesse voado com aquele vento), "colei-me" a um casal e seguimos juntos durante uns tempos, atentos às curvas do percurso. Não houve confusões e estava tudo em ordem.

A poucos metros de iniciarmos a segunda subida, a caminho do Mosteiro, uma pequena manada, livre, de cavalos passa por nós. Não fui suficientemente rápida a sacar o telemóvel, mas eram estes:

Foto da página do GTSA.

Reconheci-os por causa do cavalo que se vê na foto, e que foi atacado uns dias antes por lobos. Sim, Arga também tem lobos, mas fui na confiança de que teriam mais medo de nós do que nós deles. E, a verdade, é que não se avistou nenhum.

Esta segunda escalada foi muito bonita. Mais verde, mais árvores, pequenos riachos. Eu continuava sem dores nenhumas (bendita anestesia do frio!) e sentia-me uma criança vingada, dos tempos em que queria andar solta pela chuva e a minha Mãe me obrigava a vestir o casaco (kispo) e a usar chapéu. Odiava guarda-chuvas. Hoje em dia, não só ando a correr à chuva e a pisar poças deliberadamente, como pago para isso. A minha Mãe deve estar orgulhosa.

(Desfocada, é pena.) Aqueles dois atletas aproveitaram para um descanso zen.

Por esta razão, achei rápida a ascensão até ao Mosteiro, onde estava o segundo abastecimento, desta feita apenas de líquidos.

Noto que algumas pessoas passam pelos abastecimentos sem parar, o que faz sentido, se forem munidos com a sua própria hidratação e combustível, o que até era o meu caso. Mas eu tenho esta ideia estranha de que se não parar em todos os abastecimentos a experiência de trail não fica completa. Podem até ser apenas alguns segundos, cumprimentar os voluntários, engolir a água e partir, mas tenho sempre de "picar o ponto". Provavelmente, se estivesse a competir não o faria, mas sendo assim acho sempre que posso dispensar alguns minutos. (Digam-me que não sou a única com esta mania).

De seguida atravessamos uma zona de bosque mais cerrado, o chão coberto de agulhas secas de pinheiro parece esponja onde os nossos pés pisam e afundam. A subida, para não variar, é íngreme e aos ziguezagues. Invejo os bastões que leva o atleta da frente e quase que me arrependo de ter acabado por não levar os meus. Nas descidas torno a achar que fiz a escolha certa.

Quando é possível correr outra vez, numa daquelas raras rectas em estradão, passo por um rapaz a correr com companhia canídea por uma trela. O cão tem a sua própria t-shirt reflectora e tudo! Segundo o dono, ela (era uma cadela) estava a aguentar-se muito bem, ele é que não. Seguem mais lentos e acabo por deixá-los para trás, ficando na memória a cadela encharcada, de língua de fora, mas com um ar feliz da vida.

Este é outro dos aspectos que aprecio nos trails, a possibilidade de se conversar com as pessoas. Regra geral, se passo por alguém e vamos ali os dois sozinhos, meto conversa. Quer dizer, estamos sozinhos, no meio de um bosque, temos de fazer conversa, certo? Nem que seja um comentário banal. É uma regra de etiqueta dos trails (que acabei de inventar), que têm essa vantagem em relação às provas de estrada: a recuperação de fôlego de tempos a tempos, seja em abastecimentos ou em caminhadas forçadas/obrigatórias.

E, por falar nisso, chegamos ao terceiro e último abastecimento do Trail Longo, cerca do km14. Como novamente metade de uma banana e duas tostinhas com mel que me aconchegaram o estômago para os quilómetros finais. Sabia que ainda teria 2 quilómetros a descer antes de iniciar a última subida até à meta, por isso era aproveitar.

Aquela subida final, sempre ladeando o caudal do rio, foi a mais desafiante, mas também uma das zonas mais bonitas do percurso.



Entre ir com atenção ao local onde colocava os pés, para não escorregar, ou onde colocar as mãos, para me apoiar (tive uma mão amiga que me deu uns puxões, embora eu temesse a qualquer momento ser a causadora da nossa queda e possível morte), ainda tive tempo de parar a olhar extasiada para as cascatas formadas pelo rio. Não me contive e disse para o senhor que vinha atrás de mim: "Espectáculo, não é?" Ele assentiu, rindo-se, e perguntou se era a primeira vez que fazia este trail...

Sim, era a primeira, mas não vai ser a última.




Um homem à beira do caminho incentiva os amigos, dizendo que já só faltava um quilómetro e era relativamente plano. O meu relógio apontava 17km e (como não prestei atenção ao briefing inicial, lembram-se?) pensava que ele estava a brincar, como aquelas coisas que se diz, às vezes ao fim de apenas uns metros da partida: "já falta pouco".
E foi por isso que continuei no meu passo controlado e lento, perdida em pensamentos, quando, ao virar de uma curva, me surge a Meta à frente! Como?? Mas passaram 18km! Acho que não há fotos minhas da chegada mas, se houvesse, iriam mostrar o meu ar incrédulo estampado no rosto.

Só quando uma rapariga me estende o colete de finisher é que me cai a ficha. Estava feito. Tinha terminado a minha experiência na Arga, aquela pela qual ansiei durante tanto tempo e que temi um bocadinho. Embora cansada, não estava derrotada, e queria mais.

3horas no temporal de Arga souberam a muito pouco.

E é assim que, milhões de caracteres depois, chegamos à conclusão que vos dei no atalho.

Poderia agora falar-vos dos amigos que encontrei e fiz no final. Poderia contar-vos sobre a viagem de camioneta de regresso a Dem (a nossa meta ficava noutra terra) e como estava a ver que vomitava de tão maldisposta que fiquei em 10 minutos de percurso. Poderia contar-vos a aventura daqueles chuveiros que teimavam em só dar água quente à vez. Poderia dizer-vos como foi bom ficar para ver chegar pessoas dos 45km, fatigadas mas felizes, recebidas com um aperto de mão pelo Carlos Sá. Poderia... mas são muitos sentimentos para palavras que já ocupam demasiado espaço.
Fica para um dia, quando nos cruzarmos por aí numa qualquer prova de trail, e eu meter conversa porque somos os únicos ali, sozinhos, a correr no meio do bosque. :)


(Farei apenas umas últimas considerações práticas, no próximo post, para encerrar o capítulo Arga (ohhhhh...). É que este fim-de-semana tenho uma Meia Maratona e ainda tenho de convencer as minhas pernas disso...)

27 comentários:

  1. Apenas 2 comentários: lindo e sentido o relato e a mostrar que a prova tê marcou definitivamente e...tenho uma dor onde o cotovelo dobra....
    Lindo;)

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  2. A D O R E I!! :)))
    Obrigada por partilhares a tua experiência. Revejo-me em muita coisa, apesar de ter feito o trail curto. Tudo aconteceu também mais ou menos assim!
    Sobre aquela regra de etiqueta que acabaste de inventar: deixa-me que te diga, não tenho experiência nenhuma em trail, mas os pouco que fiz não tenho dúvida que as pessoas são diferentes e o ambiente é diferente. É como dizes, as pessoas falam sempre umas com as outras. De assuntos tão banais e que numa outra circunstância até seriam desinteressantes, mas que naquele momento se tornam o elixir que nos dá força e energia para continuar!
    Gostei muito!
    E até um dia, num trilho perto de nós! :)

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  3. Buáááááá.....snifff....não volto a ler relatos...desculpa...romances sobre provas que eu adoraria fazer, para as quais acho ter capacidade e por um motivo qualquer (ainda por cima trabalho)não foi possível participar... snifff....estou pele e osso de tanto me roer por dentro...unhas? o que é isso, já não tenho....és cruel!!!
    Agora mais a sério...lindo o teu texto (mais uma vez)..parabéns por isso e claro pela prova...já que não estive por lá fisicamente, pelo menos através deste teu romance tive a oportunidade de dar uma voltinha pela Arga...sniff..
    Tás a evoluir...para quem até a beber num bebedouro em Lisboa manda um tralho, ter sobrevivido sem uma quedazita que fosse à Arga é obra.
    Para o ano tamos lá, nos 45km, certo?
    Beijinhos e boa meia no domingo.

    P.S.1 - depois de uma prova destas fazer a meia de Lisboa, em alcatrão no meio de milhares de pessoas não sei não...são dois mundos!

    P.S.2 - já tens o próximo trail em mente? Agora começa a época deles, para quem gosta de pés molhados...que tal a UTAM? Longe para ti não é.

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  4. Anónimo3/10/13

    Uma vez mais... O relato vale a experiência e a experiência foi garantidamente soberba! ;o) Mais!O relato transporta-nos para lá! Acabei sentindo que estive em Arga, partilhando muita emoção e um fino humor, adorável.
    Trails para sempre que a gente agradece!!! Pedro

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  5. jnr: Obrigada. ;) (já sabes que tens bom remédio para essa dor, não sabes? Para o ano inscreves-te também!)

    RBR: É verdade. Até eu, que sou um bocado tímida, fico uma "faladeira" em provas de trail. :) É um espírito diferente.
    Até um dia destes, certamente! Beijinhos

    Carlos: Para o ano tens de mudar Itália para outro lado/data! :P
    Ahah, sabes que aqui ia com mais atenção, e se calhar por isso correu tudo bem. Geralmente uma pessoa caí quando facilita. Além disso,a minha aderência funciona melhor em pisos molhados. ;)
    Até para o ano, nos 45km, óbvio. :)
    Beijinhos
    PS1 - Mais do que as pernas, terei de convencer a mente. Não vai ser fácil, mas vou pelo apoio aos amigos da Maratona.
    PS2 - Ainda não sei, vou tirar uma semana de reflexão. :) Já tinha visto o UTAM, mas pela data acho que não vai dar... :(

    Pedro: Obrigada. Espero que vos tenha deixado com vontade de viver (e escrever) a vossa própria experiência para o ano! Gostei muito, acho que se nota! ;)

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  6. Brutal! Também quero! =)

    E o que me conquistou foi o temporal. Então aquele vídeo em que se percebe a ventania e a chuva que estavam, tão bom! Adoro correr com chuva e só de pensar em correr numa serra com esse temporal...espectáculo!

    A minha relação com provas de trilhos tem estado em stand by devido à maratona mas assim que passar estou desejosa de me meter em mais provas de trilhos :)

    Mais um belíssimo relato e que nos deixa cheios de vontade de ir correr por esses montes e vales fora.

    Boa prova no domingo! Agora tens de mudar o "chip" ;)

    Beijinhos

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  7. Mais uma vez conseguiste transportar-me para uma prova sem lá ter ido. E mais uma vez fiquei cheio de inveja. :) (as outras foram Mafra e Almonda).
    Também sou adepto do "parar em todos os abastecimentos" (vê tu bem que até parei nos 20km de Sesimbra logo ao km 2, só para beber um copinho de água). eheheh
    Beijinhos, boas corridas e até domingo, algures ao longo dos 21095m.

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  8. Rute, sempre achei que escreves muito bem, mas cada vez estás a aprimorar (ainda mais) essa tua faceta, transformando o relato duma prova num romance digno dum livro onde entramos e interagimos com as personagens.
    Parabéns por tudo!
    Transformaste-te numa atleta de trilhos de alma e coração e és a especialista dos 4 ao Km nessa área! :)

    Beijinhos e tudo a correr pelo melhor na Meia :)

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  9. Isa: Essa parte dos 3km foi, ao mesmo tempo, uma experiência brutal e assustadora. Adoro chuva, mas o vento dispensava. :)
    Boa prova para ti, lá estarei! Beijinhos

    Tigas: Ahah, também dei um golinho nesse abastecimento de Sesimbra. :) Ficaste com "inveja" do meu relato da experiência tenebrosa do Almonda? Continua a ser a minha prova mais difícil até hoje, mesmo depois de Arga.
    Beijinhos e até domingo!

    João: Obrigada! Gosto mesmo de escrever sobre estas minhas experiências e fico contente por gostarem de ler também.
    Sou uma mini especialista ainda. Para o ano espero tornar-me ultra especialista! ;)
    Beijinhos para os maratonistas (repetentes e estreantes) dos 4 ao km, domingo lá estarei para vos apoiar.

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  10. Excelente relato (mais uma vez!)
    Muito gostaria de lá ter estado também. Pode ser que no próximo ano dê...
    Mas com relatos deste nível pode-se bem ficar no sofá e "sentir o cheiro do trilho" de uma forma quase real! Gostei muito!
    Boa "Meia" no Domingo!

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  11. Mais uma vez, valeu a pena esperar. Parecia que estava lá na Serra. O problema foi que li o post na hora de almoço. Na parte da tarde, o meu monitor parecia uma autêntica janela aberta para a Serra D'Arga. Até a papelada voava. A tarde não rendeu muito :)
    Depois destes relatos, só me apetece procurar provas do mesmo tipo. Para já, vou a Casainhos e talvez a Montejunto. Mas continuo a procurar.
    Rute, parabéns mais uma vez pela tua aventura. Foste feliz na Serra.

    Beijinhos

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  12. Espetáculo! Grande relato! Parabéns...

    (Versão de atalho de um comentário)

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  13. P: Obrigada. Talvez para o ano lá nos encontremos todos. :) Bjs, boas corridas!

    V: Lol :) Sim, fui feliz na Serra. Tenho de ver essa de Casaínhos, é aqui perto...
    Força para domingo!
    Beijinhos

    Ricardo: Compreendo que te estejas a poupar para domingo... :P

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  14. Rute,

    Damn it girl! You´re the best :)

    Em primeiro lugar: mais um excelente episódio da tua saga! Qualquer dia editas um livro com os teus relatos :)

    Em segundo: eu sabia que tu só ias às provas para comer! banana e tostinhas com mel? e viva o luxo!!!
    É claro que atravessaste aquele temporal (vídeo muito ilustrativo da (in)sanidade de algumas pessoas :))só para passares pelos abastecimentos.

    Conclusão: apesar das adversidades, acho que para ti se passou num instante e notou-se a tua decepção por terem sido "apenas" 18Km. Para o ano os 45Km não te vão escapar!

    Nota - coitado do cavalo!...mas sobreviveu para figurar na história.

    Beijos grandes!

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  15. "corre como uma menina - o livro", nas bancas das melhores livrarias do país, brevemente.

    Grande relato. Para além da dureza e beleza da prova, há ainda um aspecto que não referes e que eu acho admirável: 800km de carro para fazer este trail. É amor pela modalidade e isso merece ser relevado.

    boa recuperação e boa meia-maratona. Vai ser mais um treino para eliminares o ácido láctico do que outra coisa.

    bjs e parabéns :)

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  16. Lu: Obrigada! YOU're the best! ;)
    Porque é que achas que faço questão de picar o ponto em todos os abastecimentos? Há que encher a vista de coisas bonitas, o coração de emoções e o estômago de comidinha (temos de ser práticos!) :P
    Também me fez impressão, coitadinho do cavalo... :( Mas eles lá andavam, soltos e livres a correr pela Serra!
    Beijinhos grandes!

    Bluesboy: Acho que a parte de viajar e conhecer outros locais também é uma aliciante desta modalidade. Claro que isso, infelizmente, significa ter de seleccionar e reduzir a lista... :( Como disse, este ano foi a correr, mas para o ano meto um dia de férias e conheço melhor a zona!
    Lol, não combinaste com a Lu (comentário anterior) isso do livro, não? ;)
    Mas obrigada pelo apoio, beijinhos!
    PS: Será uma Meia-passeio... :) Vemo-nos por lá.

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  17. Não combinámos... apenas lemos a mesma coisa. Com duas pessoas a ter a mesma opinião, creio que é unânime: venha o livro.

    Até o podes editar só em formato digital :D

    Mais info aqui
    http://readwrite.com/2013/07/22/10-simple-steps-to-self-publishing-your-book-on-amazon#awesm=~ojhFtpZ0lKnh0r

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  18. Parabéns por teres "sobrevivido" a Arga e por mais um post fantástico! Tive de colocar o "filtro" no máximo para não me deixar entusiasmar(muito), que o chip agora tem de estar focado no alcatrão! Depois de domingo tenho de começar a dar mais uso às sapatilhas de trail... Boa prova no Domingo!

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  19. Rui: Obrigada. :) Boa Maratona para ti!

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  20. Que fique bem claro, que eu tb quero um livro "Corre como uma menina"....

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  21. Fantástico texto Rute!
    Quanto mais leio sobre este trail da serra d'arga mais vontade tenho de o experimentar um dia. Quando vi o video relativo ao vento em vez de dizer "bolas só se fosse doida" eu disse " Brutal, quero lá ir!" eheh
    As provas de trail deixam-me algo entusiasmada, e não vejo a hora de poder fazer uma.
    Boa Meia no Domingo!!! :D

    Beijinhos*

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  22. Carlos: Ahah estou feita com vocês... :)

    Piolha: Obrigada. :) Esse vídeo é um teste de sanidade e chumbaste com distinção! :P
    Não tarda nada estreias-te numa.
    Beijinhos

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  23. Olá.
    Bom, vê lá se o ebook pode ser lido em todas as plataformas.
    Depois quando sair avisa:).
    Ainda não consegui ver o mail, viva os smartphones ( ou o meu...).
    Outra coisa e apenas para esclarecer: o relato foi tão vivido e real que os meus colegas pediram para desligar o browser, tal era o vento e chuva:)
    Bjs

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  24. jnr: Ok, depois aviso. :P
    De smartphones não percebo nada, só tenho um regular phone, às vezes a pender para o stupid (bloqueia o ecrã), por isso entendo a frustração.
    Tenho de ver se passo a incluir a sigla NSFW (not safe for work) neste tipo de relatos... ;)
    Bjs

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  25. "3horas no temporal de Arga souberam a muito pouco." !


    E mais não digo !
    ...e não estou a "brincar".

    A



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