30 de setembro de 2014

A Dança Completa




Foi o desafio mais exigente a nível físico que vivi até hoje. Para terem uma ideia, a cerca de 6km do final e com 2 horas para terminar o tempo limite, cheguei a questionar-me se seria tempo suficiente. Duas horas para 6km…
Mas o fôlego da meta permitiu que depois de algum Corridinho, Valsa, e muito Slow, ainda conseguisse ensaiar uma dança de pinguim entrevado até à chegada. Consegui terminar abaixo das 11 horas, por isso o meu nome ainda aparece na classificação final. Mas nem que tivesse durado 12h, o meu nome já estava escrito naquela Serra e isso é que conta. Desta vez Arga só me largou a mão quando cruzei o pórtico, para eu poder dar um passou-bem ao Carlos Sá. Foi difícil, mas acho que o amor começa a ser correspondido.
Apesar de ter tido as minhas dúvidas ao longo daquelas várias horas, hoje posso dizer com maior convicção: Serra d’Arga, até para o ano!

Com argumentos destes...



PS: Empeno chegou com 48h de atraso. Por enquanto, ainda não tão mau como o do UTML, mas tenho impressão que é daqueles que vai perdurar, como uma (agri)doce memória agarrada ao corpo. Apesar da dificuldade, fiquei muito contente com o resultado. Quando conseguir parar para organizar frases seguidas que transmitam metade do que foi esta prova, faço a crónica.
Boa semana!

26 de setembro de 2014

Até já, Serra d'Arga

Chegou a hora. Levo comigo a vontade que traz arrastada a si as inseguranças de quem enfrenta novos desconhecidos. Mas tento que isso não ocupe muita bagagem. Prefiro levá-la carregada de expectativa, aventura e desafio.

2013

Passado um ano, reunidas de novo. Não te conheci nos melhores dias. Estavas irada e choraste raios e trovões, gritaste ventanias que quase me mandavam abaixo, mas mantive o sorriso, louvei-te a beleza do carácter intempestivo e tu percebeste que era a sério, que não me ias afugentar assim, que estava ali para ficar. Acabaste por ser piedosa e levaste-me a dançar, uma dança mágica de 20km, mas cortada em tempo e distância para mostrares que contigo não havia logo assim confianças.
Mas sabes, para mim o nosso encontro foi memorável. Tanto, que quis voltar e conhecer-te melhor, o teu todo, a dança completa, para que nada escape.

Espero estar à tua altura. Por favor sê boazinha, Serra d'Arga, e vamos dançar até ao terminar da música. Até já!

24 de setembro de 2014

O Guião

A semana de Arga começou muito bem, com a notícia do aumento do corte aos 33km para 6h30, o que me dá mais esperança de concluir a minha segunda Ultra oficial. Assim, podem terminar os pesadelos em que acordo a meio da noite, empapada em suor, de braço estendido, tendo acabado de ultrapassar o tempo do ponto de controlo à distância de umas meras centenas de metros.



Mentira, não tive pesadelos com isto. Só acordada.

Nestas semanas em que o volume de treino é forçosamente diminuído a energia tem de ser escoada de outra forma e, no meu caso, é nestes filmes mentais. Algum terror mas maioritariamente acção e aventura, com o final feliz das histórias de amor que são transmitidas ao domingo à tarde, até porque será por essa altura que estarei a terminar a prova.

Apesar de considerar que poderia/deveria ter-me preparado melhor (as eternas dúvidas pré-prova que estou a tentar que não me abalem), fiz o melhor que consegui. Estes últimos meses têm sido repletos de quilómetros, alguns contrariados, é certo, cansados, negociados, mas na sua maioria muito felizes, e está a ser uma aventura fantástica. Sei que, no final de tudo, quando todos os músculos do corpo doem é a mente que nos faz continuar, e essa está determinada.

O casting foi feito e o rascunho do guião estudado:

- Lembram-se das famosas “marcas do sol” que são a prova de que treinamos ao ar livre o ano todo? Agora é só acrescentar alguns arranhões e nódoas negras ao desenho e ficam com uma imagem muito aproximada da realidade. Gostar de correr por carreiros no meio da vegetação tem destas coisas (e descobrir que a vossa perna de “ataque” é a esquerda, porque é aí que as nódoas negras aparecem sempre.)
MAS unhas dos pés sempre pintadas (para disfarçar unhas negras)


- Novas assaduras descobertas no duche a seguir aos treinos/provas… Não preciso de acrescentar mais nada.

- Uma unha doada aos deuses da corrida (entretanto renascida).

- A frase: “este fim-de-semana o treino é de 20km” saiu algumas vezes da minha boca. Não com um tom de alívio, mas desapontado. Eu estava lá e presenciei.

- Deitar cedo ao sábado à noite não faz de nós umas velhinhas anti-sociais, faz de nós atletas que acordam cedo ao domingo. Agora tentem convencer os vossos amigos disso.

- Fome.

- Fome a toda a hora.

- Hidratos e doces não é gula. É necessidade. Os vossos amigos que correm vão entender.

- Tornei-me fluente na língua do desnível. O D+, acumulado e elevação assumem tanta importância ou maior do que a língua dos quilómetros.

Eu SEI o que isto significa!!! Não vou dizer...


Caso não haja quedas, lesões, ou mazelas físicas de maior (vade retro!!) sei que vou estar no cenário e argumento do meu género de filmes favoritos. Ainda não sei o final, mas espero que o guião esteja a meu favor. Cortou a meta e foi feliz para sempre. Fim.

19 de setembro de 2014

GNR Trail Sintra

Uma pessoa senta-se num qualquer café no centro da Vila de Sintra e parece que voltou mais de cem anos atrás no tempo. No bom sentido, no sentido romântico, daquela Sintra que era enaltecida na prosa de Eça de Queirós e Lord Byron. É nisso que penso quando estamos sentados a beber café nesta manhã de Domingo, antes de mais uma prova, num café à beira da estrada, onde sinto que a minha t-shirt técnica e roupa de licra destoam e profanam o espaço tão singular, decorado em tons de imaculado branco.
Ainda por cima, ocupam-se as cadeiras livres e o chão com sacos de plástico de uma cadeia de supermercados, que trazemos cheios de bens alimentares para “pagar” a inscrição no trail.

O GNR Trail – Famílias Contra a Violência, teve como objectivo angariar alimentos para distribuir por famílias carenciadas e vítimas de violência e exclusão social. A inscrição era gratuita, com base na recolha de géneros alimentares e a prova consistia numa caminhada de 5km,  com uma vertente mais familiar, e no trail de 10km. Apesar das distâncias “curtas”, quem conhece a zona sabe de antemão que mesmo a caminhada teria um desnível de respeito. Além disso, os 10km passariam pela Quinta da Regaleira. Se não tivesse logo ficado rendida nas palavras Trail e Sintra, todas as restantes razões acrescentariam valor à participação nesta prova.




Às 09h00 dirigimo-nos então para o Largo Rainha D. Amélia, frente ao Palácio da Vila, deixando para trás o café com ambiente de início do século XX, que a esta hora já tinha sido completamente invadido pela restante brigada da licra, tshirts coloridas e sacos de plástico.

Depois de uma aula de aquecimento de Zumba, às 09h30 os atletas do Trail alinham na partida. O GNR Trail não terá carácter competitivo e, portanto, o único registo “oficial” será o das fotos tiradas e números contados pelo gps. Obs: Num trail "curto" não haverá muitas desculpas para pausas para fotos.

A prova começa por percorrer o empedrado da Vila, numa volta circular de cerca de quilómetro e meio que nos faz voltar a passar em frente ao Palácio, onde os atletas da caminhada ainda aguardavam pela sua partida e onde vários turistas interrompem o seu passeio e assistem também à nossa passagem.

Este trail vai incluir bastante estrada e empedrado, creio que pelo menos uns 40% do percurso, mas passa por ruelas tão pitorescas da vila que é impossível não gostar. Foi a combinação perfeita de estrada e serra, onde o único senão era o piso escorregadio devido às chuvas do dia anterior.
Além disso, pela segunda vez pude percorrer os túneis e Poço Iniciático da Quinta da Regaleira como parte de uma prova, e essa é sempre uma experiência que vale a pena.




Desta feita, o trajecto foi feito em ordem diferente: primeiro percorremos a escuridão das grutas e em seguida subimos em espiral pelo Poço, de regresso à luz. O renascimento. Esta sim, para mim, é a ordem "correcta" (e subir as escadas aos 3km de prova custa menos que descê-las aos 20km!).




A partir daí foi sempre a subir até ao Castelo dos Mouros, mais ou menos a metade da prova, onde o nosso percurso se reúne com o da caminhada, antes de se tornar novamente a separar já na descida. Neste local estavam alguns escuteiros a distribuir garrafas de água e barrinhas. Para além da óbvia presença de elementos da GNR, os escuteiros também aderiram em força ao voluntariado nesta prova e não havia curva ou cruzamento em que não estivesse pelo menos um a indicar o caminho (até estava um miúdo sentado na escuridão das grutas da Regaleira, coitado, só para não virarmos na saída errada), apesar do percurso ter estado sempre bem assinalado.


Olha a subidinha do Fim da Europa...

Um ultimo esforço antes de atingir a zona de Santa Eufémia, por onde já tinha andado a correr na quinta-feira anterior, e daí para a frente sabia que seria maioritariamente a descer. Apesar do piso escorregadio em determinados locais, deu para abrir um bocadinho a passada e atingir ritmos a-lu-ci-nan-tes (ligeiro exagero...) já nos últimos dois ou três quilómetros.


O trail termina no Parque da Liberdade, o que exigiu uma última subida final que já não estava prevista, mas que mesmo assim consegui fazer sem ter de andar, acabando por ultrapassar um atleta que tinha passado por nós a voar na descida e que agora ia a caminhar (yes!). Claro que ele depois tornou a ultrapassar-me na descida final, a três metros da Meta (ups!). Momentos de despique engraçados numa prova sem classificações.




Como perdi os satélites na zona dos túneis da Regaleira não tenho os dados certos, mas terão sido entre 10 a 11km.



E como agora a rapariga anda armada em Ultra, achou que 10km eram um treino demasiado curto e conseguiu convencer o amigo a ir correr mais uns quilómetros de “arrefecimento” para completar o treino, mas essa parte já vocês sabem. (Por acaso, depois a meia-dúzia de quilómetros extra na Quinta do Pisão custaram-me bastante, mas essa parte agora não interessa nada!:))

O GNR Trail Sintra – Famílias Contra a Violência, soube posteriormente, conseguiu angariar cerca de duas toneladas de alimentos. Mereceram cada grama, já que apenas com base em donativos alimentares, os atletas tiveram em troca uma prova com organização que não ficou atrás de outras mais experientes, com um abastecimento aos 5km, tshirt representativa do evento e a preocupação no envio de emails prévios com informações detalhadas sobre o percurso e estacionamentos disponíveis.

Mais uma manhã corrida e vivida na Serra Encantada.

17 de setembro de 2014

A semana dos treinos em Sintra

Depois de tantas aventuras por Sintra, todas elas matinais e ao fim-de-semana, achei que a zona já merecia uma visita vespertina. E durante a semana, num dia de trabalho menos bom, nada como relativizar e pensar que, pelo menos, o dia vai terminar bonito.
Por isso, como agora as noites estão novamente a roubar o seu tempo ao sol, optou-se por um treino na zona da Vila, que sempre tem mais iluminação. E embora não seja surpresa nenhuma, pude novamente comprovar que a Vila não fica nada a dever à Serra em termos de encanto e pitoresco.
Assim sendo, enfrentei o trânsito de final de tarde do IC19, que para meu espanto até nem estava assim tão caótico, e o treino começou por volta das 19h. Ao início, para aproveitar enquanto ainda era de dia, subiu-se à zona de Santa Eufémia e começou-se o treino logo a somar acumulado.

Apesar do sol que ainda havia, o topo da Serra estava imerso em nevoeiro, o que eu adoro.


Amantes do Verão, não me odeiem, mas não vejo a hora de a Serra ficar pintalgada com folhas em tons torrados, cogumelos, musgo húmido, e levar com pingos de chuva quando corro. Sim, a minha ideia de Paraíso da Corrida tem inspiração outonal. :) Acho que dos treinos de Verão só vou ter saudades dos mergulhos que se lhe seguiam…
(Entretanto parece que a chuva quis chegar toda de uma vez, não foi isso que eu pedi, juro!)


Depois descemos à Vila, ainda percorremos uns trilhos e ruelas que fizeram parte do percurso do Monte da Lua e regressámos em direcção ao Palácio, onde as ruas cheias de turistas fazem esquecer que é uma noite de semana. Regressou-se ao ponto de partida já noite cerrada, depois de cerca de 10km muito agradáveis.

Uma foto ao Castelo dos Mouros iluminado que resultou muito bem! ;)

Nessa semana haveria de regressar a Sintra no Domingo, para correr o GNR Trail – Famílias Contra a Violência, uma prova de carácter solidário de que falarei num futuro post. Como a prova foi curtinha - aproximadamente 10km (embora puxadinha), nesse mesmo dia ainda houve tempo para umas voltas de “arrefecimento” na Quinta do Pisão.


 A diferença que faz uma Estação:

Foto do último treino por lá, em pleno Inverno.

Foram mais 7km, para concluir uma semana de cerca de 27km feitos por trilhos e ruelas da terra encantada, a somar aos habituais.

O efeito que Sintra tem em mim, até voo! (Tem dias... :) )

E ajeito a t-shirt ao mesmo tempo, que uma pessoa não pode voar descomposta! :)

Os meus novos companheiros de corrida, que trago calçados na foto acima, também podem ser responsáveis por esse efeito. Andamos a conhecer-nos e a moldar-nos, para ver se nos vamos dar bem em Arga...

E já faltam menos de duas semanas!

Bons treinos.


15 de setembro de 2014

Trilhos dos Templários




9h20 da manhã é dada a partida. Os cavaleiros seguem na frente, os soldados a pé atrás. São muitos os que se arriscam na demanda dos 30km, em busca do Graal da Superação. Aqueles que chegarem ao fim têm a Glória de saber que conseguem e ganham um Tesouro que, apesar de não palpável, é multiplicado quando se partilha, e contagia outros guerreiros a sacrificarem manhãs de domingo pela causa e fazerem-no de boa-vontade e espírito alegre, para espanto dos leigos.
Quem parte, mesmo que não chegue ao fim, já sabe qual é o verdadeiro Segredo e é um Templário com todo o mérito.




*"Um Cavaleiro Templário é verdadeiramente, um cavaleiro destemido e seguro (…)”

Por isso ela avança, sem medos e de pisada firme, qualquer que seja o desafio que se lhe apresente. Ou não...



A esta guerreira doem-lhe os músculos dos gémeos desde o km1. Sabe que a sua fé está a ser testada e até agora reprova com distinção. Não vê a beleza, não vê a paz, não alcança a profundidade de estar ali de livre vontade. Sente a dores, sente o calor, o suor e o pó, as vergastadas dos arbustos e refila. E cala-se porque refilar gasta energias. Silêncio. Muito silêncio e introspecção num combate em que os demónios claramente estão a vencer.



“(…) pois sua alma é protegida pela armadura da fé, assim como o seu corpo está protegido pela armadura de aço.”


Deve ser por isso que ela sente nas pernas o peso que não tem. E vai deixando, lentamente, a corrida, depois a caminhada em passada larga que tão valentemente forçou ao início, para passar a arrastar somente o peso da armadura. Silêncio. Tenta inflamar a pequena fagulha da Fé. Já morreu antes, e sabe que a ressurreição pode estar ao virar daquela curva, ao cruzar daquela árvore, ao abrigo de qualquer sombra.



Mesmo quando o cenário só parece piorar...



Sabe que a ajuda chega sempre. Às vezes é preciso acreditar com muita força, mas eventualmente lá é lançada uma corda que nos ampara na energia que nos falha.



E, embora não tenha sido a mais exemplar das cruzadas, foi concluída. 4h23 de luta, para no fim agarrar no Cálice que desta vez não trouxe superação, apenas alívio. Há batalhas assim, em que a melhor parte é quando terminam.

Chegamos a casa, pousamos o elmo e começamos a pensar no próximo domingo.


“Ele é, portanto, duplamente armado e sem ter a necessidade de medos, de demónios e nem de homens."*





Os Trilhos dos Templários foi uma prova bem organizada, cujo único apontamento negativo, e acredito que pontual, foi a espera para levantamento dos dorsais e um consequente atraso no horário da partida. De resto, é um trail que recomendo vivamente. Abastecimentos mais que suficientes, com o reforço de pontos para abastecimento de água fora dos mesmos, bastantes voluntários ao longo do percurso e bombeiros. Para mim, a preocupação com a segurança dos participantes é sempre o factor mais importante e, pese embora todo o tipo de riscos a que uma pessoa sabe que está sujeita nestas provas, aqui os mínimos estiveram mais que assegurados. E, como bónus, o pólo oferecido também era engraçado e uma variante agradável às habituais tshirts.

Juntem-se à Ordem, e venham daí em busca do Graal.


* Citação de: Bernard de Clairvaux, c. 1135, De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood.

8 de setembro de 2014

Os Templários e o Troféu Esquecido

Ontem foi dia de Trilhos dos Templários. E, para quem perguntou, sim, eles andavam por lá…



Partimos atrás deles e tudo, como numa verdadeira demanda.

Esta prova foi mentalmente muito exigente para mim. Nem sempre estamos em dia “sim”, mas aprendemos com isso. De resto, zona bonita, percurso maioritariamente rolante mas (e se calhar por isso mesmo) não menos desgastante. Vários abastecimentos, voluntários simpáticos, resposta rápida (chegámos a ver uma ambulância em “acção”) e várias lembranças.

No entanto, a oferta mais significativa que trouxe nem sequer foi desta prova. Lembram-se daquele belo trail em que fiquei em 3º lugar do escalão? O organizador esteve pelos Templários e fez o favor de me levar o troféu que não cheguei a trazer na altura.

Representativo dos 100 anos do UFCIT
(União Futebol Comércio e Indústria de Tomar)

II Trail Nabantino
Centenário
27/04/2014
Sénior Fem


Apesar de não ser uma pessoa que dá importância a “coisas”, esta vale pelo significado que tem. Não tanto pela posição, que apenas significa que as seniores femininas mais rápidas que eu não foram nesse dia, mas porque foi uma boa prova, em que me senti sempre bem e fui rápida (para o meu padrão). Foi um bónus inesperado, resultante do acaso na preparação de um outro prémio, tão sonhado e trabalhado, o de finisher no UTML. 
A corrida, de vez em quando, proporciona-nos surpresas destas, quando somamos prémios, na figura de pessoas extraordinárias, grandes amigos, momentos únicos e, no dia em que muitas outras atletas ficam em casa, até em forma de troféu físico! Para o ano, se se proporcionar, volto ao Nabantino para revalidar o título, fica prometido. :)

Depois, no reverso da medalha, temos os outros dias (mas se fosse sempre bom enjoava, não é? Ihih) Foi isso que aconteceu nos Trilhos dos Templários. A crónica de um dia "não", (apesar de) num trail bonito, bem organizado e em boa companhia, virá em seguida. 


Boa semana!


3 de setembro de 2014

Kms do mês + treinos (in)suficientes


Contagens do mês de Agosto

- Distância:  192,80 km
   . em estrada: 98,75
   . em trilhos: 94.05
- Horas a correr: 25:36
- Ganho de elevação total: 3323 metros

- Quilómetros a pedalar: 50.20 (2 actividades)

Distância total: 1559.19 km (Janeiro a Agosto)


Foi um mês de Agosto sem férias, por isso não deu para trocar os sapatos pelos ténis (ou pelos chinelos de praia, vá) tantas vezes como gostaria, mas mesmo assim não foi mau. Quase 200km que começaram com a aventura nocturna de Óbidos e terminaram com o longo em Monsanto. Uma coisa boa que este mês costuma trazer é as inúmeras oportunidades de cross-training – natação, mergulho (= chapões), ténis (= raquetes de praia), futebol/voleibol (= sarrafada/cacetada com uma bola de praia) levantamento do peso (= copos…) mas este ano fui um bocadinho preguiçosa. Nas oportunidades para natação limito-me a ficar ali a boiar ao sabor das ondas e até em levantamentos de peso tenho-me ficado pelas minis. Ou seja, não posso dizer que tenha sido das atletas mais disciplinadas.

Agora um bocadinho mais a sério, os treinos para Arga têm sido longe de perfeitos e não vou negar que isso me preocupa. O tempo para treinar durante a semana é o possível e não o desejado mas, mesmo assim, acaba por roubar tempo a outras coisas (por exemplo, limpar o pó, o que é isso?;) ). Agosto deveria ter sido o mês de treinos mais forte antes de começar a abrandar, mas não foi isso que aconteceu. Embora considere que tenho o mínimo de quilómetros nas pernas para conseguir fazer os 53km, não sei se tenho os treinos que me permitam fazê-los na melhor forma, pelo menos com a pressão adicional dos tempos.
Resumindo, o que quero dizer é que me sentia mais confiante no pré-UTML do que no pré-UTSA.

Este domingo vou aos Trilhos dos Templários. Não se pode dizer que seja um teste, uma vez que é uma prova com condições completamente diferentes (basta dizer que não tem mais de 500 metros de subida acumulada), mas é o último "treino" longo que irá servir para avaliar algumas coisas. E, quiçá, talvez seja a despedida com honras dos meus Trabuco, que já têm ventilação a mais e tracção a menos para estas aventuras.

29km pelos trilhos de Tomar. Até já!