19 de fevereiro de 2016

TCC #2 - Vila Velha de Ródão


Nunca devemos voltar aos lugares onde fomos felizes.


- Força, já só falta metade! ... da subida!

Era com esta frase que, a meio da subida dos 11km, nos davam ânimo. Eu fiz um sorriso amarelo para a foto, para logo em seguida tornar a baixar a cabeça. Carregava tanto com as mãos na parte de cima das coxas, para ajudar a subir, que no dia seguinte até vou estar com negras nessa zona. Nesta altura já tinha decidido que iria virar na placa dos 25km.

Nunca concordei com a frase que inicia esta crónica e, mesmo após esta má experiência em Vila Velha de Ródão, que no ano anterior tinha corrido tão bem, continuo a não concordar. Eu acho que se deve sempre voltar onde se foi feliz, não podemos é ir com expectativas de buscar um tempo perdido, repetir memórias. O cenário é o mesmo, em grande parte imutável,  mas nós não. Nós somos dependentes dos nossos variáveis humores e instabilidade física, e temos de saber jogar com isso. Ganhamos algumas vezes, perdemos outras.
Como já sabem, acabei, apesar de tudo, por seguir a placa da ultra e terminar a prova. O percurso era quase igual ao do ano anterior, exceptuando um ou outro atalho e o local de partida, que se afastou uns 400 metros, mas era feito ao contrário. Ou seja, os quilómetros que no ano passado tivemos ao início, este ano marcaram o final, e vice-versa. Custou-me mais desta forma.
Mas vamos ver o que ganhei, numa prova que perdi.



Lição nº 1: Se achas que já andas a treinar subidas suficientes, treina mais.

Os primeiros quilómetros, saindo do Parque de Campismo, percorrendo a Vila e entrando em trilhos, até chegar ao Castelo de Ródão, serão sempre a subir.



Sinto as pernas presas nas primeiras passadas, mas isso já é habitual em mim, por isso ainda não faço grande caso. Continuo a correr em passadas lentas, subindo escadas e atravessando estradas, até entrarmos nos trilhos.


Quando se inicia a subida mais inclinada, por trilhos verdejantes e rochosos, é que começo a sentir as pernas a queimar e avanço muito mais devagar do que gostaria. Penso na rampa de Santa Eufémia, na subida ao Castelo dos Mouros, das vezes e vezes que já as repeti... Que raios! Mas pronto, hoje se calhar estás um bocadinho mais cansada, acontece. Ainda tens muitos quilómetros pela frente.



O Castelo de Ródão, também conhecido por Castelo do Rei Wamba, ergue-se imponente numa das ombreiras das Portas de Ródão. Dizem que o Rei Wamba, ao descobrir que a sua mulher se perdera de amores pelo Rei Mouro, a mandou amarrar a uma mó, fazendo-a rolar pelas encostas até ao rio Tejo, oferecendo-a desta forma, como "presente", ao rival. Nesse local, até aos dias de hoje, nunca mais terá nascido qualquer vegetação.



Não sei no que penso quando aproveito para descansar ver a vista lá de cima. Certamente não era nesta lenda, que apenas conheci depois. Provavelmente, estarei agradecida desta parte ter ficado para trás e de agora ser sempre a descer até ao rio. Espero que o facto de sentir as pernas fraquinhas seja só falta de aquecimento.


Descemos pelo caminho pedregoso que nos leva quase até ao Tejo. Terá esta parte sido também tocada pela mó da infortunada mulher do Rei Wamba?



De regresso a um piso mais nivelado, paralelo à linha do comboio, seguimos por estradões e trilhos mais rolantes mas não consegui ainda encontrar o meu ritmo.


Este é um dos locais mais bonitos do percurso. O ano passado cheirava quase a Meta, mas este ano temos de lhe virar as costas e seguir. 5 ou 6 km já estão, faltam mais 40.



Depois de passarmos o primeiro abastecimento e começarmos novamente a subir, já tinha a certeza que este não seria um dia fácil.



Cada passada é mais pesada que outra e começamos a ser apanhados pelos atletas dos 25km, o que até agradeço, já que me dá uma desculpa para me chegar para o lado do trilho e parar.


Começou a luta:
- Isto é estúpido. - Mas já fizeste 50km num estado muito pior (vide CUT), e conseguiste! - Não quero saber, não vale a pena.  - Para quê? - Não tenho nada a provar. - Vais desistir? - Não me apetece andar aqui. - Já estiveste assim noutras provas e depois passou-te. - Mas hoje não quero, estou farta. - Quanto mais "treino" pior é. - Que ando aqui a fazer, afinal? - Isto é estúpido.
E por aí adiante (vocês sabem como é).
Isto numa prova até bastante rolante, apenas quebrada por duas ou três subidas mais complicadas e alguns trilhos técnicos.



- Força, já só falta metade! ... da subida!



Quando cheguei ao cimo, já tinha escrito a crónica da desistência.


Lição nº 2: Tens de começar a sair da zona de conforto.

Estou parada na separação dos dois percursos. Sei que se virar para os 40k+ consigo terminá-los, mas não me apetece. Estou cansada, farta. Não tem mal nenhum se encurtar para a distância mais curta. Vou ficar desiludida comigo própria durante uns tempos, mas a vida segue, continuo a correr, mais tarde escreverei sobre como esta desistência me fez mais forte e, quem sabe, a próxima prova até me correrá muito bem e volto a crónicas mais felizes. Mas, se escolher este caminho desta vez, onde depois traço os meus limites? Afinal, em todas as provas há momentos em que estamos cansados e fartos. Se começar a facilitar, vou querer encurtar a distância em mais provas. São raras (e preciosas), aquelas em que me sinto forte e bem do início ao fim... Será que só essas é que valem a pena correr? Quer dizer, sei que  sou atleta de meio-fim de pelotão e não vou ganhar nada, e o facto de chegar ao fim só tem valor para mim. Se lhe retiro esse valor, que me resta? E como vai ser quando, aos 30km de 100km, estiver farta? E novamente aos 50km de 100km? E aos 70km de 100km?

- Anda lá, vamos, tu consegues!

Eu sei que consigo, a dúvida nunca foi essa. Só duvidava se valeria a pena. Penso no meu sonho, no meu objectivo maior, e já sei qual a resposta. Viro para os 40k+.



Parece brincadeira estar a escrever sobre sair da zona de conforto quando só o facto de terminar uma Ultra implica um nível muito grande de desconforto, mas é verdade.
Vou com cerca de 15km, e depois de tomar um gel que tinha comprado de emergência para esta prova, de uma marca desconhecida para mim (eu sei, quebrei a regra basilar de nunca experimentar nada novo num dia de prova, mas achava que já não tinha nada a perder e correu bem!), ressuscitei um bocadinho.




Aproveitando este meu renascer, tentam puxar por mim.
- Aproveita que é a direito e aperta um bocadinho o ritmo.
- Bora, aqui dá para rolar.
- Anda lá, dá-lhe agora que é a descer!
E eu, em vez de me picar e aproveitar a boa maré, começo é a irritar-me. Não quero descontrolar a respiração! Não quero cansar-me tudo agora! E depois se morro? Ainda faltam muitos quilómetros!
O pior é que não sou assim só nas provas, sou assim também nos treinos. Quando sinto que estou a entrar na "red zone"(oh, quem é que eu enganar, basta a "orange zone"), travo, refreio, controlo. Depois dou por mim nas provas a "morrer" na mesma, porque é isso que acontece quando lá andamos muitas horas.


E é isso que irá acontecer em seguida.


Lição nº 3: Se não te estás a divertir, vai ser ainda mais difícil.

Depois de abordar a importância dos treinos do corpo, vou ter de repetir aquela frase-feita, mas mais verdadeira é impossível: a mente é o mais importante.


Esta prova teve um nível de dificuldade ligeiramente superior ao ano passado, mas não foi por aí. O ano passado, dei por mim a repetir muitas vezes "estou a sentir-me fantástica!". De certeza que as pernas também me pesaram e fiquei cansada em certa altura, mas continuei a repetir essa frase para mim mesma ao longo de toda a prova, e o facto de estar cansada foi aceite como fazendo parte, tornando-se secundário. O meu corpo estava cansado mas a minha mente estava no sítio certo, e tenho a certeza que isso é que é decisivo. Este ano, senti-me miserável desde o início e nunca saí desse estado de espírito, mesmo quando tinha pequenas abertas para respirar.


Depois da Foz do Cobrão, aos 24km, entramos em zona de escarpas junto ao rio. Ligeiramente vertiginoso, perigoso e de progressão obrigatoriamente mais lenta, mas outro dos pontos altos do percurso e que me lembro de ter adorado em 2015.




Este ano, apesar de ter continuado a ser outro dos pontos altos, não estava a vivê-lo. Tinha a mente sempre no quilómetro seguinte, que me iria deixar mais perto da Meta.


Ali entre os 25/30 km é sempre uma das fases mais duras para mim em quase todas as provas. Começamos a entrar em contagem decrescente, mas ainda falta muito, e isso afecta-me sempre um bocadinho. O que dizer então desta prova? Optei por deixar sequer de olhar para o gps, porque os quilómetros avançavam de forma tão... len... ta... que só podia estar avariado!


A paisagem era a que se segue, mas eu não me estava a divertir. Quase uma heresia!





O conceito de diversão em prova é um bocadinho duvidoso. Sei que o que fica bem dizer é que temos de fazer o percurso sempre a sorrir, mas sabemos bem que isso é treta. Há alturas que vai doer, e muito! Mas, como dizia em cima, temos de aceitar essa dor (na medida do razoável) como fazendo parte de um jogo que gostamos de jogar. Palavra-chave: gostamos. Sim, gostamos. Gostamos de trail, gostamos de montanha, gostamos de estar ali, e escolhemos estar ali, apesar de tudo.

Foi isso que me faltou neste dia. O meu corpo seguiu para os 46km, mas a mente já tinha ficado atrás, na separação dos percursos, e recusava-se a acompanhar. Fiz esta prova de corpo presente mas espírito ausente. Não pensei em como era bom estar ali e como não quereria estar noutro local. A minha mente já estava refastelada debaixo de um chuveiro de água quente, a lavar a poeira e transpiração do corpo. Já sentia os lençóis fresquinhos e almofadas perfumadas em que iria repousar. Não queria saber de mais rochas e montes.


Suponho que temos de aceitar que há provas assim, fazem parte, embora se perca grande parte da alegria.


Lição nº 4: Quando as pernas estiverem cansadas, corre com... os braços. (Pensaram que ia escrever coração, não pensaram? ;))

Os últimos 12km desta prova são bastante corríveis. Vinha connosco um outro atleta que tínhamos alcançado uns quilómetros antes e que agora acompanhava o nosso ritmo. Corria mais forte quando corríamos mais forte, abrandava quando abrandávamos e parava quando eu parava. Às vezes o espírito de grupo ajuda. Agradeceu-nos a boleia.

Mais tarde, serei eu a agradecer.


Antes do último abastecimento, há cerca de 7 ou 8 quilómetros em estradão que são um autêntico carrossel. Curvas e contracurvas de ligeiras subidas e descidas, a lembrar a atracção das feiras populares da nossa infância. Sobe e desce, sobe e desce num loop interminável a ritmo ligeiro. E, deixem-me que vos diga, correr tanto tempo seguido após quarenta quilómetros com os músculos massacrados das subidas e descidas técnicas não foi algodão doce.
Foi nesta altura que, à semelhança do que se faz quando andamos de bicicleta ou vamos numa estrada de montanha com um carro velhote com 1000 cilindradas, tentava apanhar balanço na descida para depois fazer a subida com impulso. Claro que, na prática, chegava a um terço da subida já sem embalo nenhum. Então, lembrei-me do truque de dar aos braços. Apesar das pernas começarem a perder a força, mantinha o ritmo vigoroso dos braços e, a verdade, é que as pernas acabavam por ser "obrigadas" a acompanhar. Acreditem que resulta! Tanto resulta que, no dia seguinte, estava dorida dos ombros. :) Mas rai's parta se não fiz aquelas subidas todas sem parar!



Passando a ponte romana e saltando os paralelos que se vê acima, sabia que a meta não ficava a mais de 3km. Tinha sido por aqui que tínhamos iniciado a prova no ano anterior. No entanto, já em Vila Velha de Ródão, depois de passar a fábrica do papel e já praticamente com a meta à vista, surge um último desafio na forma de um forte vento gelado. Vento contra, claro. Só me apetecia gritar impropérios, mas ia acompanhada. :) Aqui, os papéis inverteram-se, e acabei por ser eu a seguir à boleia de quem tinha seguido a minha nos quilómetros anteriores. Não fosse esse senhor, provavelmente teria andado (e chorado um bocadinho...;)) quando as rajadas de vento mais forte me empurravam. Mas estava quase e, com a força da companhia e um último esforço, dei aos braços e fiz a última subida antes de cruzar a Meta. Não foi bonito, mas fez-se!




PS: Escrevi esta crónica e resolvi publicar sem fazer revisão ou tentar embelezá-la. Sei que os sentimentos e sensações transmitidos podem estar desconexos e até confusos em algumas partes, mas acho que isso revela parte do que esta prova foi para mim. Foi um relato um pouco diferente, focado mais no que senti do que no que vivi. Quem tiver curiosidade acerca desta prova que, na minha opinião, continua a ter um dos percursos mais belos que já percorri, pode ler o relato com mais atenção ao percurso, que fiz no ano anterior.

26 comentários:

  1. Todas estas lutas internas fazem parte dum atleta num dia ou noutro. Há que retirar todos os ensinamentos, algo que já fizeste e bem com essas lições.

    Estou contigo, e pelas mesmas razões, em relação ao discordar da frase inicial.
    Por ter sido tão feliz em Sevilha, é que quero voltar lá para o ano.

    Beijinhos e força para o grande objectivo. Esta prova foi um bom passo em frente para lá chegares, apesar de poder não parecer.

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    1. Estes são apenas alguns dos muitos ensinamentos da jornada, tenho a certeza.
      Obrigada pela confiança. ;)
      Beijinhos

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  2. Anónimo19/2/16

    Podia escrever uma coisas sobre ficar forte. Qualquer coisa sobre a decisão de seguires mesmo sem o desejares e que isso poderá ser valioso no futuro, OMD, se poderá!

    Mas no final apenas te vou dizer que cumpriste, as fotos dos entretantos são aindamáilindas que colocadas no artigo anterior.

    Gostei do texto uncut e à flor da pele.

    Tens que falar com o Mister e menos fotos mete nojo no INstragão e mais corrida da dura.

    Ou então não, que eu não percebo nada disto e como sabes só corro 100 m de cada vez;)

    Bjs, apesar de fraquinha és e continuas a ser uma inspiração.


    Helder

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    1. Espero que seja valioso, Helder, espero que seja! Senão foi apenas uma corrida muito desmoralizante. Lol ;)
      Tudo faz parte. E, em locais destes, nem nos podemos queixar muito. Os duches podem esperar! :D
      Mas sim, tenho de me deixar de mariquices e treinar mais a sério. No entanto, há sempre tempo para mais uma foto. :P
      Tu é que fazes bem, 100 m de cada vez, vives o momento. ;)
      Bjs e até à próxima!
      Obrigada... :)

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  3. Rute, estás de parabéns! Conseguiste lutar contra esses momentos menos bons e no fim venceste!
    Todos temos momentos assim, dias assim, faz parte. O que interessa é que foste forte para os ultrapassar e estás um pouco mais perto da meta, o OMD :)

    Beijinhos, melhores provas virão

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    1. Obrigada!
      Sim, é esse o espírito. :) Mais um passo a caminho dos 100.
      Beijinhos, bons treinos!

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  4. Se ajudar, deixa-me dizer (acho que já disse, mas repito) que te admiro imenso :D O teu percurso na corrida é fantástico, e fazer um trail tão longo de mente contrariada mostra imensa dedicação. :)
    Devias ter sabido a lenda na altura! 'Bem, não está a correr nada bem, mas há quem tenha rolado por aqui a baixo presa a uma mó' :P Não deve ter sido nada divertido. E aposto que não tinha abastecimentos! Nem de água. Coitada :P
    Melhores provas virão! E nada como uma má para pôr tudo o resto em perspetiva :)
    Já agora, não sei se estou para aqui a atirar informação de que já tens conhecimento, mas 'vi-te' no top 10 de blogs de corrida do 'Myprotein Fitness Blogger Awards' e fiquei muito contente! Não é segredo nenhum que este é o meu blog de corrida preferido (e de mais gente, claro) :) Parabéns :D

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    1. Ahahah tens razão, devia ter sabido da lenda antes! É sempre bom relativizar. :)
      Obrigada pelas tuas palavras! Ultimamente não tenho andado muito motivada para escrever, por isso é bom saber que ainda gostam de vir aqui fazer uma visita. :)
      E não sabia desse top 10!!! Nem sabia dessas votaçoes. Fico contente, sobretudo porque vejo por lá outros blogues de "amigos", também merecido. Obrigada pela partilha! :D
      Beijinhos

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  5. Helder20/2/16

    Olá menina!!!

    Epah fiquei mais cansado de ler do que de ter feito a prova :D

    Concordo plenamente que é mais bonita e parece que não "custa tanto" fazendo as portas de Ródão e o Castelo no final como no ano passado.

    Todos os que fazemos este tipo de provas, passamos por isto. Pensar: o que estamos aqui a fazer? Porque nos sujeitamos a isto? O que ganhamos em "massacrar" o corpo? Vou "mazé" ficar no próximo abastecimento. E a realidade é que o voltamos a fazer. E queremos sempre ir mais longe. Pelo que li acho que aprendeste alguma coisa :) Ahh e não foi assim tão mau pois tiraste umas magnificas fotos ;)

    Força para o que aí vem :)

    Bj e até Vila de Rei? Essa sim umas das provas mais bonitas e "durinha" :)

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    1. Se te cansaste mais a ler do que a correr, é sinal que a prova te correu bem! ;)
      Sim, valeu pelas fotos. Lol :P
      Tu nem me fales em Vila de Rei ainda... Estou fragilizada, preciso de recuperar a moral primeiro. :D
      Bjs

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  6. Magistralmente bem escrito com é apanágio desta "casa"!
    Assim quem tem um esqueleto empenado como eu vive estas aventuras com se estivesse lá dentro!
    Parabéns e um beijinho menina que corre muito!

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    1. Obrigada, Jorge.
      Agora sou eu que estou com o esqueleto empenado... :)
      Beijinhos

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  7. Lição nº 1: Deixar de choradeira e treinar mais !

    Lição nº 2: Vai doer !! Vai doer sempre e muito.

    Lição nº 3: Não há "formulas magicas"! Nem treinos , nem distancias , nem D+.

    Lição nº 4: Vais chorar ! Vais rir ! Praguejar , Irritar-tes , Arrepender-te-te.

    Lição nº 5: Repetir a lição nº 1.

    Lição nº 6: Repetir a lição nº 1.

    Lição nº 7: Treina o que tu queres e podes, e achas o certo para ti !

    Lição nº 8: Esquece as "plantilhas" organizadas.

    Lição nº 9: Descansa. Dorme. Come.

    Lição nº 10: Há mais umas 324 lições , mas eu não sou "setor" ! ;)



    E alem do mais , sabes que no fim vais adorar todos os momentos, mesmo aqueles que não queres gostar ! ;)



    Diverte-te !
    Desfruta !
    (apesar de serem coisas "simples" , acredita que é mesmo a receita do sucesso)


    PS
    isto vindo de um gajo que não percebe um chavo disto , nem lê revistas , nem sites da especialidade , e nem treina :) , é mesmo só para irritar!! :P
    bjs

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    1. Eu sempre fui boa aluna! Mas agora ando uma baldas...
      Percebes as coisas "simples", e isso é o mais importante. :)
      Obrigada pelo "irritar"! :)
      Bjs

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  8. Anónimo22/2/16

    Olá, há já algum tempo que aqui não vinha (isto é o que se chama começar bem…). Porquê perguntarás – por dispersão por muita outra coisa, o que se manifestou logo pela ausência de regularidade de treino (mesmo sem qualquer plano!). 3º recomeço desde início do ano, agora é que é!... olha não foi…Mas agora é que é mesmo (pelo menos desde 6ªfª)!
    E vai daí, passei hoje por aqui e, de mansinho, eis senão que “fiz” os 46 k de Vila Velha de Rodão! Acabei cansado, juro! Vivenciei (grande RAP) cada km, a frustração, o desencanto, o renascer, agora e depois, e agora e depois. A indecisão, a indecisão de tantos porquês sem resposta (para quê…, porquê…, por que carga de água…, por que raio…) e a decisão certa, porque sim! os 46 claro! Vai custar, claro! Não é racional, claro! Vou-me arrepender… hummm quase certo… mas é o que quero! Claro! E seguiste, claro! E viveste intensamente, claro, cada km. Conhecestes caminhos e paisagens novas exteriores e interiores. E, felizmente, assim, tens muito que contar e bem contado como sempre! 
    Apenas votos de um esforçozinho mais para mais treino (olha quem fala…) É bem escasso, difícil de encontrar, mas muito, muito necessário. E sabe sempre bem, depois!..
    Pedro

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    1. Olá Pedro! É verdade, já há algum tempo que não comentavas por aqui. Seja bem aparecido. :)
      Nesta prova estava a faltar-me o "porquê". É isso que tenho de lembrar-me em provas futuras. E, já agora, nos treinos também... Não está fácil!
      Força nesses treinos. ;)
      Bjs

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  9. Não sei do que te queixas... fiz a prova (aqui) contigo e nem uma gota de suor! Mariquinhas!
    :)
    Parabéns pelo esforço e pela força mental! És uma campeã!
    Não deve ter sido nada fácil, mas essa prova, já aí canta! Ninguém ta tira do curriculum!

    Beijinhos e boa recuperação!

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    1. Eheheh :) Assim é mais fácil. ;)
      Obrigada, beijinhos!

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  10. Nada de desanimar pois quer-me parecer que o que aconteceu foi que simplesmente não fizeste bem a recuperação dos últimos treinos antes da prova, o que fez com que tivesses começado, a dita prova, já com as pernas vazias. E começar uma prova de 46km com as pernas vazias e mesmo assim chegar ao fim é um feito e tanto! Eu não conseguia.

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    1. É provável que os treinos tenham afectado um bocadinho, sim... Mas não só.
      Lá está, conseguias! Mas ia ser mais difícil (como foi :))
      Beijinhos

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  11. Este post fez-me aperceber de duas coisas: Já tinha saudades de fazer uma prova contigo e já tenho saudades de eu próprio passar por isto tudo! Acho que foi o empurrão final para acabar a minha licença sabática!

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    1. Ahah já com saudades de sofrer? ;) Yep, está na hora. :)

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  12. Chiça, que mau feitio!!! Ainda bem que não me inscrevi nos 100 do OMD :P ... e as fotos? Horríveis além de serem montagens ... quanto ao resto, olha, há dias bons e menos bons, e é nos menos bons que aprendemos algo mais ... e eu aprendi mais umas lições com este teu texto (obrigado), e revi-me em algumas situações pelas quais já passei. Menina ... tu és uma guerreira daquelas (com mau feitio é certo) ... mais um passo em direcção aos 3 dígitos ... e vais adorar Vila de Rei ... vai lá um dos Pernetas - o ano passado desidratou aos 44km e este ano vai lá "matar o bicho".
    Beijinhos e força nisso

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    1. Em minha defesa, só fico mau-feitio quando estou exausta... :P Que bom que isso nunca acontece nas Ultras! ;)
      Obrigada, Perneta-Mor. :)
      Força nesses treinos (tiquetaque tiquetaque...) :P
      Beijinhos

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  13. Grande prova de coragem. É assim, quando se gosta vai-se até ao fim, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando dói.

    Que grande lição.

    Mais um post onde por muita manipulação das fotos que se faça, ainda não inventaram Photoshop para o texto... ;-)

    Beijinhos

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    1. Eheh... Obrigada.
      Valeu pelas lições e pelas imagens. :)
      Beijinhod

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